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Petrobras supera Saudi Aramco pela primeira vez e lidera margem de lucro entre grandes petroleiras
Publicado 20/09/2026 • 14:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/09/2026 • 14:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reuters
A Petrobras superou a Saudi Aramco pela primeira vez e registrou, no primeiro semestre de 2026, a maior margem de lucro entre um grupo de grandes petroleiras internacionais. A estatal brasileira alcançou margem líquida de 29,15%, acima dos 25,48% da companhia saudita e à frente de empresas como Chevron e ExxonMobil.
O resultado consta de estudo divulgado nesta quarta-feira (16) pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), com levantamento coordenado pelo economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Segundo o estudo, esta é a primeira vez desde o início da série analisada, em 2020, que a Petrobras aparece na liderança do ranking de margem de lucro.
Entre 2020 e 2025, a Saudi Aramco ocupou a primeira colocação em todos os anos, enquanto a Petrobras ficou em segundo lugar, com exceção de 2024.
No primeiro semestre de 2026, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 85,1 bilhões. A margem de lucro representa a parcela da receita que permanece como resultado líquido depois do pagamento de custos, despesas e tributos.
O ranking elaborado pelo Dieese reúne oito grandes petroleiras. Depois da Petrobras e da Saudi Aramco, aparecem Chevron, com margem de 18,01%; ExxonMobil, com 16,33%; BP, com 14,83%; Equinor, com 12,84%; Shell, com 9,94%; e TotalEnergies, com 9,44%.
Os dados utilizados no estudo foram divulgados pelas próprias companhias. Empresas chinesas, como Sinopec e PetroChina, não foram incluídas no levantamento.
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Siga o Times | CNBCApesar da liderança em margem, a Petrobras ficou na terceira posição entre as empresas analisadas quando o critério é o lucro líquido em dólar.
No primeiro semestre, a Saudi Aramco registrou lucro de US$ 65,4 bilhões, seguida pela ExxonMobil, com US$ 18,7 bilhões, e pela Petrobras, com US$ 16,6 bilhões. Na sequência aparecem Shell, com US$ 15,5 bilhões; Chevron, com US$ 14,3 bilhões; TotalEnergies, com US$ 11,8 bilhões; BP, com US$ 9,5 bilhões; Equinor, com US$ 7,9 bilhões; e ConocoPhillips, com US$ 6,1 bilhões.
Para Cararine, o desempenho da Petrobras reflete a eficiência operacional da companhia. O economista cita como fatores o aumento da produção, a valorização internacional do petróleo, a redução de gastos gerais e a integração entre produção e refino.
No segundo trimestre de 2026, a Petrobras registrou sua maior produção de petróleo e gás natural, com 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Cerca de 30% desse volume foi destinado ao mercado externo, equivalente a 996 mil barris por dia.
A companhia também atingiu um recorde histórico no Fator de Utilização (FUT) das refinarias, que chegou a 101,2%. O indicador mede o nível de utilização da capacidade das unidades de refino.
O desempenho combinado da produção, do refino e da comercialização contribuiu para o resultado que levou a Petrobras, pela primeira vez, à liderança da margem de lucro entre as grandes petroleiras acompanhadas pelo estudo.
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