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P&G, dona das marcas Gillette e Oral-B, corta até 7 mil vagas e prevê saída de mercados em reestruturação global
Publicado 22/08/2026 • 17:16 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 22/08/2026 • 17:16 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Procter & Gamble registrou crescimento de 4% na receita líquida no primeiro trimestre fiscal de 2027, enquanto a margem bruta recuou 1,6 ponto percentual.
A Procter & Gamble (P&G), dona de marcas como Gillette, Oral-B, Pampers, Tide e Pantene, está executando uma reestruturação global que prevê a eliminação de até 7 mil postos de trabalho e redução do portfólio, com saída de marcas, desinvestimentos seletivos e possibilidade de saída de determinados mercados.
O plano, iniciado em junho de 2025, terá duração de dois anos. Os cortes representam cerca de 15% dos cargos não ligados à produção da companhia. Mais da metade dos custos previstos para a reestruturação já foi reconhecida no ano fiscal encerrado em junho de 2026, e o restante deve ser contabilizado ao longo do atual exercício fiscal.
A dimensão comercial da reorganização começa a aparecer nas projeções da empresa. Para o ano fiscal de 2027, a P&G estima que a retirada de marcas, formatos de produtos e modelos de comercialização terá impacto negativo de 30 a 50 pontos-base sobre o crescimento das vendas orgânicas.
A companhia projeta crescimento orgânico entre 1% e 3% no período, já incorporando esse efeito.
A P&G não informou quais marcas, produtos ou países serão afetados.
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A reestruturação foi dividida pela companhia em três eixos. O primeiro envolve o próprio portfólio, com saída de marcas, venda seletiva de ativos e possíveis saídas de mercados. O segundo busca mudanças na cadeia de produção, com foco em eficiência, velocidade de inovação e maior resiliência operacional.
O terceiro é o redesenho da organização, onde estão concentrados os cortes de pessoal. A P&G prevê eliminar até 7 mil cargos não-fabris, aproximadamente 15% desse grupo de funcionários.
A companhia apresenta o programa como uma forma de simplificar a estrutura, reduzir custos e direcionar recursos para áreas consideradas prioritárias para o crescimento.
Na reconciliação dos resultados, os gastos classificados como reestruturação incremental tiveram impacto de US$ 0,37 por ação no ano fiscal de 2026, ante US$ 0,33 por ação no exercício anterior.
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Siga o Times | CNBCA reorganização avança após um ano de crescimento mais fraco para a P&G. As vendas orgânicas aumentaram apenas 1% no ano fiscal de 2026, ante 2% em 2025, 4% em 2024 e 7% em 2023. Foi o menor resultado da série anual desde 2019. O volume orgânico não cresceu, e o aumento de preços respondeu por 1 ponto percentual da expansão.
O lucro por ação ajustado, o Core EPS, ficou em US$ 6,89, alta de 1%. Excluído o efeito cambial, não houve crescimento. A margem bruta ajustada caiu 0,4 ponto percentual, enquanto a margem operacional recuou 0,7 ponto.
A desaceleração ficou mais evidente entre abril e junho, quarto trimestre fiscal da empresa. As vendas orgânicas ficaram estagnadas e o Core EPS caiu 3%, para US$ 1,43. Sem o impacto cambial, a queda chegou a 5%.
O lucro também recuou nos cinco grandes segmentos da companhia no trimestre. A queda foi de 19% em Beauty, 15% em Grooming, 10% em Health Care, 10% em Fabric & Home Care e 13% em Baby, Feminine and Family Care.
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Para o ano fiscal de 2027, a P&G estima crescimento de até 3% no Core EPS, mas já projeta queda de 5% ou mais no lucro por ação no primeiro trimestre.
Entre as pressões consideradas nas projeções estão cerca de US$ 1 bilhão em custos adicionais, após impostos, com energia, transporte e matérias-primas. A empresa também calcula impacto de US$ 50 milhões do câmbio, US$ 150 milhões de despesas líquidas maiores com juros e US$ 150 milhões de menor receita não operacional.
Apesar da desaceleração, a P&G encerrou o último exercício com geração de caixa suficiente para manter uma elevada remuneração aos acionistas. Foram US$ 10,2 bilhões distribuídos em dividendos e US$ 5 bilhões destinados à recompra de ações no ano fiscal de 2026.
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