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Vídeos verticais crescem 42% e movimentam US$ 150 bilhões
Publicado 22/08/2026 • 18:00 | Atualizado há 59 minutos
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Publicado 22/08/2026 • 18:00 | Atualizado há 59 minutos
KEY POINTS
Foto: canva
Vídeos verticais crescem 42% e movimentam US$ 150 bilhões
Os vídeos verticais devem movimentar US$ 150 bilhões em 2026 fora da China, segundo o primeiro Relatório da Economia Vertical da Owl & Co., divulgado na última terça-feira (19).
O levantamento aponta crescimento de 42% em relação ao ano anterior e mostra como o formato, impulsionado por plataformas como TikTok, Instagram, Facebook Reels e YouTube Shorts, deixou de ser apenas uma tendência para se tornar um dos principais motores da economia digital.
O avanço acontece à medida que o consumo de conteúdo migra cada vez mais para as telas dos celulares. A mudança no comportamento do público também levou publicidade, criadores, empresas de mídia e produtores a direcionarem mais investimentos para produções pensadas desde o início para o formato vertical.
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Para Hernan Lopez, fundador da Owl & Co., essa transformação já alterou a lógica do mercado audiovisual. A avaliação é que, quando a audiência muda a forma como consome conteúdo, o dinheiro, os talentos e a propriedade intelectual tendem a seguir o mesmo caminho, de acordo com a Deadline.
A maior parcela da economia dos vídeos verticais vem da publicidade, responsável por um mercado estimado em US$ 131 bilhões. O estudo também considera receitas obtidas diretamente dos consumidores e taxas relacionadas a compras realizadas dentro das plataformas.
Juntas, Meta, ByteDance e YouTube respondem por 94% da receita gerada pelos vídeos verticais fora da China. O cálculo inclui TikTok, Instagram e Facebook Reels, YouTube Shorts e aplicativos criados especificamente para esse tipo de conteúdo.
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O levantamento, no entanto, não contabiliza acordos comerciais fechados diretamente entre marcas e criadores nem o valor bruto das mercadorias vendidas por comerciantes.
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Siga o Times | CNBCDentro desse universo, os microdramas representam uma parcela menor, mas em rápida transformação. O segmento passou de cerca de US$ 3 bilhões em 2025 para uma projeção de US$ 4 bilhões neste ano.
A principal mudança está no modelo de negócios. O crescimento, antes concentrado nas compras dentro dos aplicativos, começa a migrar para publicidade e assinaturas, inclusive por meio de plataformas na web.
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Os aplicativos gratuitos financiados por anúncios ganharam espaço rapidamente. Em cinco trimestres, sua participação no tempo gasto pelo público saltou de 15% para 83%, indicando uma mudança importante na forma como as empresas tentam transformar audiência em receita.
A inteligência artificial também aparece como um dos fatores que ajudam a ampliar a oferta de microdramas. Nos sete principais aplicativos pagos acompanhados pela Owl & Co., o número de lançamentos de séries aumentou mais de cinco vezes desde o segundo trimestre de 2026.
Ao mesmo tempo, o crescimento da oferta trouxe um novo desafio: o tempo médio dedicado pelo público a cada título diminuiu. O cenário sugere uma disputa cada vez maior pela atenção em um mercado no qual produzir mais conteúdo se tornou mais fácil.
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Para acompanhar essa transformação, a Owl & Co. utiliza seu Índice Vertical, que monitora diariamente mais de 37 mil títulos distribuídos em 14 bibliotecas de aplicativos. Os dados reforçam que o vídeo vertical já movimenta uma economia de US$ 150 bilhões e cresce em ritmo acelerado, mesmo sem incluir o gigantesco mercado chinês.
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