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Prada: conheça a marca de luxo italiana que inspirou ‘O Diabo Veste Prada’

Publicado 30/04/2026 • 22:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • As vendas no varejo cresceram 10% em moeda constante e chegaram a € 1,2 bilhão no período.
  • Mesmo sem ligação oficial com o longa, a Prada se tornou sinônimo do universo retratado em O Diabo Veste Prada.
  • Agora, quase duas décadas depois do sucesso do filme, a Prada segue como uma das referências do luxo mundial.
Loja prada

Foto: divulgação prada

Prada: conheça a marca de luxo italiana que inspirou ‘O Diabo Veste Prada

A Prada informou que ampliou suas vendas no primeiro trimestre de 2026, em um momento marcado por conflitos e instabilidade econômica.

O grupo italiano de luxo, conhecido mundialmente e eternizado no imaginário popular pelo filme O Diabo Veste Prada, registrou avanço no varejo, mas alertou que a guerra no Oriente Médio afetou o desempenho da companhia, sobretudo da marca Miu Miu, segundo o The Wall Street Journal.

As vendas no varejo cresceram 10% em moeda constante e chegaram a € 1,2 bilhão no período. Sem considerar a contribuição da Versace, incorporada ao grupo no fim de 2025, o avanço foi de 1%.

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Segundo o presidente e diretor executivo Patrizio Bertelli, a empresa opera em um ambiente complexo, cercado por incertezas persistentes e rápidas mudanças geopolíticas.

Guerra derruba vendas na região

O impacto mais sensível apareceu no Oriente Médio. A Prada informou que as vendas na região caíram 22% no trimestre. A companhia afirmou que o conflito reduziu tanto o consumo local quanto as compras feitas por turistas.

A marca Miu Miu foi uma das mais atingidas. O grupo também relatou desaceleração nas vendas na Europa, em parte pela queda nos gastos de viajantes estrangeiros, especialmente consumidores de alto padrão vindos do Oriente Médio.

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O setor de luxo acompanha o agravamento da crise com preocupação. Empresas como LVMH, Kering e Hermès já haviam relatado efeitos semelhantes nas últimas semanas.

A marca que virou símbolo do luxo global

Fundada em Milão, a Prada se consolidou como uma das maiores referências da moda internacional. O grupo afirma ter como pilares a independência criativa, a transformação e o desenvolvimento sustentável.

Hoje, controla algumas das grifes mais conhecidas do mercado, entre elas Prada, Miu Miu, Church’s, Car Shoe, Versace, Pasticceria Marchesi e Luna Rossa.

A operação está presente em mais de 70 países, com uma rede de 843 lojas físicas, além de canais digitais, varejistas online selecionados e lojas de departamento.

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O conglomerado possui 25 fábricas próprias e cerca de 18 mil funcionários, número já considerando a incorporação da Versace. A Prada SpA tem ações negociadas na Bolsa de Hong Kong sob o código 1913.

Origem familiar e expansão internacional

A trajetória moderna da empresa ganhou força quando Miuccia Prada entrou para o negócio da família na metade dos anos 1970, dedicando-se ao design de acessórios.

Na sequência, a união entre Miuccia Prada e Patrizio Bertelli criou um modelo de gestão baseado no controle direto de todas as etapas produtivas e em rigorosos padrões de qualidade.

Nos anos seguintes, a marca lançou suas primeiras coleções de calçados femininos, depois estreou no prêt-à-porter feminino com o desfile de outono/inverno de 1988 em Milão e, posteriormente, apresentou sua moda masculina.

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A Prada também foi pioneira na expansão internacional, entrando nos mercados da China, Japão, Extremo Oriente e Estados Unidos no início da década de 1990.

Lojas icônicas e presença cultural

A empresa ampliou sua rede própria com um novo conceito visual dominado pelo tom que ficou conhecido como “verde Prada”. A primeira Green Store foi aberta em Milão, seguida por unidades em Nova York, Madri, Londres, Paris e Tóquio.

Nos Estados Unidos, a companhia inaugurou sede na Rua 51, em Nova York, instalada em uma antiga fábrica de pianos de 10.600 metros quadrados, com projeto assinado por Herzog & de Meuron.

A Prada também investiu fortemente em arte e cultura. Em 2005, surgiu no Texas a instalação permanente Prada Marfa, criada pelos artistas Elmgreen & Dragset, uma réplica de loja no meio do deserto.

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Em Seul, o grupo lançou em 2009 o Prada Transformer, estrutura móvel concebida por Rem Koolhaas para receber eventos de moda, cinema, arte e cultura.

Já a Fondazione Prada ganhou sede permanente em Milão em 2015, consolidando o papel cultural da empresa.

Em Xangai, o grupo restaurou a histórica residência Rong Zhai e a transformou em espaço para atividades culturais.

Aquisições e novos negócios

Ao longo dos anos, o grupo ampliou seu portfólio com aquisições estratégicas. Comprou a Church’s, tradicional fabricante britânica de calçados artesanais, assumiu o controle da Car Shoe e incorporou a histórica Pasticceria Marchesi, fundada em 1824.

Em dezembro de 2025, anunciou a conclusão da compra da Versace, adquirida da Capri Holdings. O negócio foi interpretado pelo mercado como tentativa de ampliar escala e competir com gigantes como LVMH e Kering.

Leia mais:

Segundo a diretora executiva Andrea Guerra, a integração da Versace avança conforme o esperado. Ela afirmou que a próxima etapa será fortalecer a oferta de luxo e atrair novos consumidores. A expectativa agora recai sobre Pieter Mulier, que assumirá a direção criativa da marca em 1º de julho.

Óculos, perfumes e até traje espacial

O grupo também atua em segmentos além da moda. As primeiras coleções de óculos Prada e Miu Miu foram lançadas nos anos 2000 e desde 2003 são licenciadas para a Luxottica.

Na perfumaria, a empresa iniciou parceria com a Puig para criar fragrâncias. O primeiro perfume feminino chegou em 2004 e a linha masculina em 2006.

Mais recentemente, a Prada chamou atenção ao colaborar com a Axiom Space no desenvolvimento do traje espacial da NASA para a missão lunar Artemis. O projeto foi apresentado durante o Congresso Internacional de Astronáutica, em Milão.

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Sustentabilidade e projetos sociais

A companhia também reforça ações ambientais e educacionais. O programa SEA BEYOND, em parceria com a UNESCO, promove educação oceânica para jovens e exposições itinerantes em cidades como Qingdao e Barcelona.

Na Itália, o grupo participa do consórcio Re.Crea, criado para desenvolver soluções de reciclagem e gestão de resíduos têxteis.

Outro projeto em andamento é a Academia Forestami, dedicada à educação ambiental urbana em escolas da região metropolitana de Milão.

A marca eternizada pelo cinema

Mesmo sem ligação oficial com o longa, a Prada se tornou sinônimo do universo retratado em O Diabo Veste Prada, filme estrelado por Meryl Streep e Anne Hathaway.

A produção ajudou a transformar o nome da grife em símbolo global de poder, sofisticação e influência no mundo da moda.

Agora, quase duas décadas depois do sucesso do filme, a Prada segue como uma das referências do luxo mundial.

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