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Quem é o ex-CEO da CVC investigado em eventual fraude contábil de R$ 362 milhões?
Publicado 31/01/2026 • 07:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 31/01/2026 • 07:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: divulgação.
Quem é o ex-CEO da CVC acusado de fraude contábil de R$ 362 milhões?
Luiz Fernando Fogaça, ex-CEO da Agência de Viagens CVC, é investigado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por uma possível fraude contábil cometida durante sua atuação na empresa entre 2015 e 2019.
Assim como noticiado anteriormente, foram detectadas inconsistências contábeis estimadas em R$ 362 milhões no balanço da companhia durante aquele período.
Conheça o perfil de Luiz Fernando Fogaça.
Leia também: CVM investiga ex-CEO da CVC por eventual fraude contábil de R$ 362 milhões
Antes de passar 8 anos na direção da CVC Corp, Luiz Fernando Fogaça formou-se em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 1991.
Em seguida, se especializou em finanças, negociação, fusões e aquisições, e gestão em diversas instituições. Entre elas, teve passagens pelo Ibmec, Fundação Dom Cabral, Michigan State University e Harvard Business School.

Ademais, nos primeiros anos de sua carreira, trabalhou como consultor financeiro na Arthur Andersen Business Consulting, sediada em Chicago (EUA), mas com outros escritórios ao redor do mundo.
Leia também: Justiça bloqueia R$ 150 milhões da Fictor após tentativa polêmica de compra do Banco Master
Em 1992, logo após deixar o grupo de consultoria, assumiu a posição de diretor financeiro (CFO) da Coca-Cola no Brasil. Luiz tornou-se diretor financeiro da divisão sul-americana da companhia dez anos depois.
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Siga o Times | CNBCNo entanto, deixou a Coca-Cola em 2010 para ser diretor financeiro na CVC Brasil durante 8 anos, até ser promovido a CEO em 2019.
Dessa forma, Luiz Fernando Fogaça permaneceu no cargo durante 1 ano e 3 meses e renunciou após a detecção dos erros contábeis. Após a divulgação dos erros, a CVC teve queda nas ações. Desde então, Fogaça atua como consultor independente.

O processo que tramita na CVM desde junho de 2022 investiga possível quebra de deveres fiduciários ou fraude envolvendo administradores da CVC Brasil, relacionada a demonstrações contábeis e controles internos entre 2015 e 2019. Atualmente, o caso está na fase de citação e apresentação de defesas, com Fogaça formalmente citado como acusado em janeiro de 2026.
A apuração pode resultar em multas elevadas e até na proibição de atuação no mercado de capitais. Paralelamente, a CVC busca uma recuperação operacional sob nova gestão em 2026, apostando em um modelo de consultoria porta a porta, com meta de 10 mil consultores. A iniciativa visa recuperar a capilaridade de vendas e destravar o valor das ações, hoje pressionadas pelo impasse regulatório sobre a gestão de Fogaça e pelo rombo de R$ 362 milhões.
Nota da defesa:
A defesa de Luiz Fernando Fogaça esclarece que foi instaurado um processo administrativo sancionador pela CVM para apuração de responsabilidade por suposta falta de diligência na supervisão da contabilidade da CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens S.A. Fogaça reafirma que sempre exerceu suas funções com observância rigorosa dos deveres legais e das melhores práticas de governança corporativa. Está plenamente convicto de que atuou de forma diligente e responsável durante sua gestão e apresentará sua defesa no curso regular do processo administrativo, demonstrando que suas decisões foram pautadas por critérios técnicos e pela boa-fé. Por fim, destaca que o processo se encontra em fase inicial, por suposta falta de diligência, sem qualquer julgamento.
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