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EXCLUSIVO CNBC: Pílula contra obesidade atrai novos pacientes para a Eli Lilly e amplia mercado aberto por Mounjaro, diz CEO

Publicado 30/04/2026 • 21:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • David Ricks disse que mais de 80% dos usuários da nova pílula oral são novos na categoria de medicamentos GLP-1.
  • CEO afirmou que o produto já tem mais de 20 mil pacientes em uso após cerca de 20 dias no mercado.
  • Eli Lilly registrou crescimento de 56% na receita anual, impulsionada por Zepbound e Mounjaro.

A nova pílula contra obesidade da Eli Lilly já atrai pacientes que ainda não usavam medicamentos GLP-1, categoria que inclui produtos como Mounjaro e Zepbound, afirmou o CEO David Ricks, em entrevista exclusiva à CNBC.

Ricks disse que mais de 80% das pessoas que iniciaram o tratamento com a pílula são novas nessa classe de medicamentos. Para o executivo, isso indica que o produto pode ampliar o mercado, em vez de apenas disputar pacientes que já usam tratamentos existentes.

“Mais de 80% das pessoas que começaram com o produto são completamente novas nessa categoria de medicamentos”, afirmou.

Segundo o CEO, a nova pílula já passou de 20 mil pacientes em uso após somente 20 dias no mercado. Ricks disse que a demanda inicial tem sido orgânica, já que a empresa ainda não começou a anunciar o medicamento na televisão.

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“Hoje será bem mais de mil pacientes por dia começando o produto”, disse. “O produto está crescendo bem.”

Ricks afirmou que o lançamento da pílula oral é diferente do Zepbound, que já tinha relação direta com o Mounjaro, por usar a mesma forma do medicamento. No caso da nova pílula, disse o CEO, a Eli Lilly precisa construir uma marca e apresentar uma nova molécula a médicos e consumidores.

“Temos que construir uma marca e estabelecer um novo medicamento”, afirmou. “Médicos não vão prescrever um remédio do qual nunca ouviram falar.”

O executivo disse que o desempenho do novo produto deve ser acompanhado ao longo de trimestres, e não em poucos dias. Ainda assim, afirmou estar satisfeito com a execução inicial.

“Estamos no caminho certo. Estou muito satisfeito com a execução até agora”, disse.

A fala ocorre em meio a um novo trimestre forte da Eli Lilly. A companhia registrou crescimento de 56% na receita em relação ao mesmo período do ano anterior e elevou projeções para o ano.

Segundo Ricks, o desempenho reflete a força global do mercado de medicamentos GLP-1 para perda de peso. Ele disse que os resultados foram positivos em diferentes regiões e que a empresa vê demanda robusta tanto nos Estados Unidos quanto fora do país.

“Esse não é normalmente o tipo de crescimento que empresas farmacêuticas do nosso tamanho apresentam”, afirmou.

O CEO disse que a receita fora dos Estados Unidos acelerou com o avanço dos lançamentos em mercados como Europa, China e Brasil, após um período de restrições globais de oferta.

Segundo ele, a Eli Lilly havia reduzido o ritmo de lançamentos internacionais no fim de 2024 por limitações de produção. Agora, afirmou, a companhia está no terceiro ou quarto trimestre de atuação em grandes mercados.

“Parece que as pessoas gostam de perder peso no mundo todo”, disse. “Elas estão obtendo benefícios de saúde e vendo resultados reais.”

Ricks afirmou que o Zepbound cresceu cerca de 70% na comparação anual no trimestre. Segundo ele, a tirzepatida, princípio ativo usado nos medicamentos da companhia, já caminha para uma taxa anualizada de aproximadamente US$ 50 bilhões.

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Para o CEO, a pílula tem potencial relevante por ser mais fácil de tomar e mais escalável do que medicamentos injetáveis. Ele afirmou que o formato oral, de uso diário, se aproxima da rotina de outros remédios comuns, sejam prescritos ou vendidos sem receita.

Ricks disse que há cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo que poderiam se beneficiar desse tipo de tratamento, enquanto o mercado atual alcança aproximadamente 20 milhões.

“Há uma grande pista de crescimento à nossa frente”, afirmou.

O CEO também disse que a empresa continua investindo no próprio pipeline de pesquisa e desenvolvimento e em aquisições para sustentar o crescimento de longo prazo. Segundo ele, a companhia está em “um lugar muito bom” e segue confiante para o restante do ano.

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