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EUA determinam inspeções em jatos Embraer Phenom 300 após problema em testes
Publicado 30/05/2026 • 09:47 | Atualizado há 3 semanas
Publicado 30/05/2026 • 09:47 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Divulgação / Embraer
A diretriz determina a inspeção dos estabilizadores horizontais esquerdo e direito das aeronaves afetadas
A Federal Aviation Administration (FAA), agência reguladora da aviação civil dos Estados Unidos, vai publicar nesta segunda-feira, 1º, no Federal Register – o diário oficial norte-americano – uma nova diretriz de aeronavegabilidade (AD, na sigla em inglês). O texto é voltado para determinados jatos executivos Embraer Phenom 300 (EMB-505). A medida foi motivada pela identificação de possíveis resultados inválidos em testes do estabilizador horizontal realizados em algumas aeronaves. O documento atinge 41 aviões registrados nos EUA e determina inspeções obrigatórias, além de eventuais reparos. A diretriz passa a valer em 6 de julho.
Segundo a FAA, o problema está relacionado ao uso de procedimentos incorretos em testes de folga (backlash) do estabilizador horizontal, o que pode ter gerado resultados inválidos nessas verificações. A agência afirma que a condição pode ter levado à detecção inadequada de folgas excessivas no componente. “A folga excessiva pode resultar em um fenômeno aeroelástico, expondo a estrutura e os sistemas ao redor a níveis inaceitáveis de vibração e reduzindo a controlabilidade da aeronave”, diz o documento.
Leia também: Alerta após falha: reguladores exigem inspeções imediatas em jatos da Embraer
A diretriz determina a inspeção dos estabilizadores horizontais esquerdo e direito das aeronaves afetadas e, quando necessário, a substituição de peças de fixação e do atuador do sistema de compensação (trim).
A FAA estima que a determinação afete 41 aeronaves registradas nos Estados Unidos. O custo da inspeção foi calculado em cerca de US$ 1.360 (R$ 5.005) por avião. Caso todos os reparos previstos sejam necessários, o gasto pode chegar a aproximadamente US$ 14.950 (R$ 75.591) por aeronave. Segundo a FAA, porém, os custos podem ser parcial ou integralmente cobertos pela garantia da fabricante, o que reduziria o impacto financeiro para os operadores.
A agência ressalta que a medida foi adotada para evitar riscos à segurança operacional. “A condição insegura, se não for corrigida, pode resultar em níveis inaceitáveis de vibração e redução da controlabilidade da aeronave.”
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