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Credores aprovam plano de recuperação extrajudicial da Raízen de R$ 64,7 bilhões

Publicado 06/06/2026 • 08:08 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Credores aprovaram, por 75,45%, o plano de recuperação extrajudicial da Raízen, que envolve a reestruturação de R$ 64,7 bilhões em dívidas.
  • O plano prevê aporte de R$ 3,5 bilhões liderado pela Shell, conversão de parte da dívida em ações e alongamento dos compromissos financeiros remanescentes.
  • A companhia projeta reduzir a alavancagem, reforçar a liquidez e separar suas operações em duas empresas independentes até o fim de 2027.
Raízen

Foto: Reprodução

A Raízen informou que seus credores aprovaram, por 75,45%, o plano de recuperação extrajudicial da companhia. A proposta já foi submetida à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo e envolve um passivo de R$ 64,7 bilhões.

Segundo a empresa, o plano tem como objetivo reestruturar o endividamento financeiro do grupo, atender às necessidades de liquidez de curto e médio prazos e estabelecer uma estrutura de capital sustentável para o longo prazo.

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Plano busca reduzir alavancagem e reforçar liquidez

Com a reestruturação, a Raízen espera reduzir significativamente sua alavancagem financeira, preservar a continuidade das operações e garantir tratamento equitativo aos credores.

A companhia também projeta uma melhora relevante de liquidez e a redução dos desembolsos financeiros nos próximos anos, o que deve aliviar a pressão sobre o fluxo de caixa.

O processo de recuperação extrajudicial foi iniciado em março de 2026, após o vencimento antecipado de uma emissão de debêntures. Desde então, a empresa conduziu negociações com diferentes classes de credores para viabilizar a aprovação da proposta, alcançando o quórum necessário para homologação judicial.

“Seguimos comprometidos com a continuidade da operação dos nossos negócios, com a disciplina de execução dos planos e com a preparação da companhia para uma nova etapa de crescimento e criação de valor no longo prazo”, afirmou Nelson Gomes, CEO da Raízen.

Governança será mantida durante a implementação do plano

A proposta prevê a manutenção da atual administração durante o período de execução da reestruturação, com o suporte de um Chief Restructuring Officer (CRO) e acompanhamento de representantes dos credores.

Lorival Nogueira Luz Jr., atual Chief Financial Officer (CFO) da companhia, também assumirá a função de CRO, tornando-se o executivo responsável por liderar a implementação do plano e a reorganização interna da empresa.

A composição atual do Conselho de Administração permanecerá inalterada até março de 2027.

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Shell lidera aporte financeiro previsto na reestruturação

O plano incorpora medidas já divulgadas ao mercado por meio de fato relevante, incluindo um aporte financeiro de R$ 3,5 bilhões liderado pela Shell.

Além disso, a Aguassanta Participações S/A, empresa ligada à família de Rubens Ometto, controladora da Cosan, poderá realizar um aporte adicional de R$ 500 milhões, caso opte por aderir à operação.

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A proposta também prevê a conversão de 45% da dívida sujeita ao plano em ações da companhia. Os 55% restantes serão reestruturados por meio de novos instrumentos financeiros, com prazos e condições alinhados à geração de caixa esperada.

Raízen prevê divisão dos negócios a partir de 2027

Como parte da estratégia de reorganização, a companhia prevê concluir, até o fim de 2027, a separação de suas operações em duas empresas independentes.

A primeira será a Raízen Energia, concentrando os negócios de etanol, açúcar e bioenergia. A segunda será a Raízen Combustíveis, responsável pela distribuição de combustíveis e lubrificantes licenciados da marca Shell.

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