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Redes sociais impulsionam leitura e apostam em comunidade para expandir mercado editorial
Publicado 23/04/2026 • 13:31 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 23/04/2026 • 13:31 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O fundador e CEO da Buzz Editora, Anderson Cavalcante, afirmou que o mercado editorial mudou profundamente nos últimos anos e que plataformas digitais passaram a desempenhar papel decisivo na formação de novos leitores. Em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quinta-feira (23), ele disse que a leitura segue relevante mesmo em meio à disputa por atenção nas redes sociais.
Segundo o executivo, a editora nasceu em 2016 focada em livros de negócios e desenvolvimento pessoal, aproveitando o forte momento do empreendedorismo no Brasil. “Naquele primeiro ano, cheguei a ter 17 títulos na lista dos mais vendidos do Brasil”, lembrou.
De lá para cá, a empresa ampliou o portfólio para ficção, não ficção, espiritualidade e infantojuvenil, acompanhando a transformação do consumo de conteúdo. “O mercado mudou bastante nesses últimos anos. Ficou bem diferente do que era”, apontou.
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Na avaliação de Cavalcante, as redes sociais oferecem acesso massivo à informação, mas muitas vezes sem profundidade. Por isso, ele defende o livro como ferramenta essencial de aprendizado estruturado.
“O livro é a forma mais barata e mais rápida de você aprofundar no conhecimento específico de alguém que já passou por aquilo que você está buscando”, destacou.
Ao mesmo tempo, ele vê no ambiente digital uma oportunidade estratégica para o setor editorial. Segundo o empresário, o BookTok Brasil registrou mais de 3 bilhões de visualizações no ano passado, enquanto conteúdos ligados a livros e literatura no TikTok superaram 12 bilhões de views.
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“Hoje o TikTok é um lugar onde você consegue estimular e influenciar as pessoas para que elas tenham o hábito da leitura”, frisou.
Para ele, houve mudança importante na formação do leitor. Antes, esse papel estava concentrado em mães, pais e professores. Agora, criadores de conteúdo também influenciam hábitos culturais e de consumo.
Apesar do avanço digital, Cavalcante reconheceu desafios. Ele citou levantamento recente do setor que mostra retração no número de leitores no país.
“A última pesquisa Retratos da Leitura diz que tivemos uma perda de algo em torno de 6 milhões e 200 mil pessoas que deixaram de ler livros”, disse.
Por outro lado, ele afirmou que a nova geração lê mais e participa ativamente de comunidades literárias. “Esse público jovem que está vindo gosta de ler, gosta de ler muito e não só ler: de ler e recomendar, criar uma comunidade”, ressaltou.
Nesse contexto, a Buzz lançou o selo Neon, voltado ao público infantojuvenil, de olho nesse novo perfil consumidor.
Cavalcante afirmou que o principal diferencial da Buzz é tratar o livro como ponto de partida para uma plataforma maior de relacionamento com audiência. “A gente não faz só o livro, coloca no mercado e fica torcendo para ele vender. Criamos uma plataforma, um ecossistema”, explicou.
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Segundo ele, o conteúdo dos autores também é distribuído por meio de entrevistas, palestras, eventos, imersões e produtos digitais, ampliando alcance e monetização. “No fundo, eu não quero só leitor, eu quero fã. Fã do meu autor, fã daquela mensagem, fã daquela ideia”, pontuou.
Ele citou nomes como Gustavo Cerbasi, Padre Fábio de Melo, Flávio Augusto e Caio Carneiro como exemplos de personalidades impulsionadas inicialmente pelos livros.
Para o empresário, publicar uma obra sem propósito tende ao fracasso comercial e de impacto.“O livro não pode ser um check na sua lista de pendências. O livro tem que ter um propósito”, afirmou.
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Na visão do editor, o consumidor compra uma obra esperando mudança concreta. “Esse livro tem que mudar algo na vida dessa pessoa. Se não mudar nada, a gente errou”, concluiu.
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