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Samsung é condenada a pagar US$ 11,6 milhões à Swatch

Publicado 01/09/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Samsung terá de pagar US$ 11,6 milhões ao Swatch Group após a Justiça britânica reconhecer a violação de marcas registradas.
  • Aplicativos de terceiros permitiam reproduzir mostradores digitais de marcas de luxo como Breguet, Omega e Tissot nos smartwatches.
  • Samsung afirma que retirou os aplicativos após identificar o problema e agora avalia possíveis medidas contra a decisão judicial.
Samsung é condenada a pagar US$ 11,6 milhões à Swatch

Foto: unsplash

Samsung é condenada a pagar US$ 11,6 milhões à Swatch

A Samsung terá de pagar US$ 11,6 milhões (cerca de R$ 60,17 milhões) ao Swatch Group por permitir que aplicativos de terceiros disponibilizassem cópias digitais de mostradores de relógios de luxo em seus smartwatches.

A Suprema Corte de Londres analisou o processo de violação de marcas registradas apresentado pelo conglomerado suíço e decidiu a favor do Swatch Group. Segundo a Robb Report, o caso envolve reproduções digitais de modelos de marcas como Breguet, Omega e Tissot.

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Aplicativos foram disponibilizados na Samsung

O processo envolve 26 aplicativos de terceiros que ofereciam mostradores digitais inspirados em relógios das marcas pertencentes ao Swatch Group. Juntos, os aplicativos registraram cerca de 160 mil downloads no Reino Unido e na União Europeia.

A questão central do processo estava na forma como esses mostradores chegaram aos consumidores. Embora terceiros tenham desenvolvido os aplicativos, eles ficaram disponíveis para download na plataforma da Samsung.

O Swatch Group argumentou que a presença das cópias prejudicava a reputação e o valor de suas marcas de luxo. Além disso, a empresa suíça inicialmente pediu US$ 170 milhões (R$ 881 milhões) em indenização.

Justiça avaliou impacto sobre marcas de luxo

Ao determinar o pagamento de US$ 11,6 milhões (R$ 60,17 milhões), o juiz Marcus Smith considerou que a disponibilização dos mostradores digitais poderia prejudicar as marcas do grupo.

Segundo a decisão, o problema não estava apenas na reprodução dos designs, mas também no fato de a Samsung disponibilizar os aplicativos gratuitamente ou por preços baixos. Para o magistrado, essa prática poderia desvalorizar marcas que buscam manter uma imagem de exclusividade.

O CEO da Tissot, Sylvain Dolla, já havia afirmado durante o processo que permitir a reprodução de relógios suíços de alta qualidade em smartwatches destruía o valor desses produtos.

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Samsung diz que removeu os aplicativos

A Samsung afirmou durante o processo que retirou os aplicativos que reproduziam os mostradores assim que tomou conhecimento do problema. Após a decisão, a empresa informou que ainda analisa o entendimento da Suprema Corte e que considera possíveis medidas, incluindo um recurso.

O Swatch Group, por sua vez, criticou a postura da companhia sul-coreana. Segundo um porta-voz do conglomerado, a Samsung tentou minimizar a dimensão das violações e o valor da compensação devida às marcas.

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Disputa não termina com decisão britânica

A decisão de Londres também não encerra a disputa entre as duas empresas. O Swatch Group move um processo semelhante contra a Samsung nos Estados Unidos, envolvendo as mesmas marcas de luxo.

Além disso, o caso britânico tem um histórico anterior. Há alguns anos, o grupo suíço já havia levado à Justiça uma disputa semelhante envolvendo designs de mostradores copiados. Em 2022, a Samsung foi considerada culpada nesse processo.

Assim, mesmo com a definição da indenização de US$ 11,6 milhões (R$ 60,17 milhões) no Reino Unido, a disputa entre Samsung e Swatch Group ainda pode ter novos capítulos.

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