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Apagão: São Paulo ainda tem 32 mil imóveis sem luz; governo diz que Enel pode perder concessão
Publicado 15/12/2025 • 06:54 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 15/12/2025 • 06:54 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Apesar de a Enel ter informado que normalizaria o fornecimento de energia até o fim do domingo (14), a cidade de São Paulo registra 32.063 imóveis sem luz nesta segunda-feira (15). Os dados são da própria concessionária, atualizados às 10h34 (horário de Brasília), e indicam agravamento do cenário ao longo da manhã: no início do dia, o número de clientes afetados estava em torno de 19 mil, superou 21 mil horas depois e, na atualização mais recente, ultrapassou 32 mil unidades.
O descumprimento do prazo anunciado pela própria concessionária mantém a empresa em desacordo com uma liminar expedida pela Justiça na sexta-feira (12), que determinou o restabelecimento da energia em até 12 horas após a decisão. Já se passaram mais de 48 horas desde então.
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A decisão judicial prevê multa de R$ 200 mil por hora de atraso no cumprimento da ordem. Mesmo assim, a Enel informou em seu site que o fornecimento de energia já foi restabelecido “para 99% dos clientes que tiveram o fornecimento afetado pelo ciclone extratropical que atingiu a área de concessão nos dias 10 e 11 de dezembro”.
No domingo (14). o Ministério de Minas e Energia afirmou que o governo federal não vai tolerar falhas reiteradas nem interrupções prolongadas no fornecimento de energia elétrica.
Segundo a pasta, a Enel será responsabilizada caso não cumpra integralmente os índices de qualidade e as obrigações contratuais previstas na regulação do setor. “O descumprimento dessas exigências poderá acarretar na perda da concessão no Estado de São Paulo, além da adoção de todas as medidas legais e regulatórias cabíveis”, afirmou o ministério, em nota.
O ministro Alexandre Silveira ainda irá propor uma agenda com o governador do estado e o prefeito da capital de São Paulo “para alinhamento de responsabilidades e atuação coordenada.”
No pico da crise, na quarta-feira (10), aproximadamente 2,2 milhões de clientes ficaram sem energia. As rajadas de vento, que chegaram a 98 km/h em algumas regiões, provocaram a queda de mais de 300 árvores, muitas delas sobre a rede elétrica, com danos a cabos e postes. Até ontem, mais de 417 mil consumidores ainda permaneciam sem o serviço.
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