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Banco Master e Reag: quais as semelhanças entre as duas liquidações?
Publicado 17/01/2026 • 06:44 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 17/01/2026 • 06:44 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Semelhanças entre as liquidações da Reag e do Banco Master
O Banco Central decretou na última quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., antiga Reag Trust DTVM, sediada na região da Faria Lima, em São Paulo.
A medida foi adotada após a constatação de graves infrações às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional, consideradas incompatíveis com a continuidade das operações.
O movimento segue uma linha semelhante à adotada pelo regulador em casos recentes, como o do Banco Master, liquidado em novembro do ano passado, e reforça o discurso de maior rigor na supervisão do mercado financeiro.
Leia também: Reag e Banco Master: por que a gestora passou a ser investigada pela Polícia Federal?
A CBSF DTVM atua como distribuidora de títulos e valores mobiliários e está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial, reservado a instituições de menor porte. A empresa representa menos de 0,001% do ativo total ajustado do sistema financeiro.
Embora não tenha relevância sistêmica, o enquadramento não ameniza a gravidade das irregularidades encontradas. O BC deixou claro que o porte da instituição não interfere na aplicação das medidas quando há descumprimento relevante das regras.
Assim como ocorreu no caso do Banco Master, a decisão se baseia na identificação de violações graves às normas que disciplinam o funcionamento das instituições financeiras e do mercado de capitais.
O Banco Central não detalhou publicamente as irregularidades, mas classificou os problemas como estruturais, a ponto de inviabilizar qualquer plano de recuperação.
Leia também: Quem é o liquidante da Reag e por que o Banco Central optou pela liquidação extrajudicial
A liquidação extrajudicial é considerada uma medida extrema, acionada quando o regulador entende que os mecanismos de correção falharam e que a manutenção da instituição em funcionamento representa risco ao cumprimento das regras do sistema.
Com a decretação, a CBSF DTVM deixa de operar normalmente. Um liquidante é nomeado para administrar o processo, preservar os ativos existentes, apurar obrigações e conduzir o encerramento das atividades conforme a legislação.
Nos termos da lei, os bens dos controladores e dos ex-administradores tornam-se indisponíveis. A mesma providência foi adotada no caso do Banco Master e pretende impedir a dilapidação de patrimônio enquanto são apuradas eventuais responsabilidades administrativas e civis.
Leia também: O que é liquidação extrajudicial? Entenda regime aplicado pelo BC à Reag
Apesar das diferenças de porte e atuação, os dois casos compartilham elementos centrais. Em ambos, o Banco Central apontou violações graves às normas do sistema financeiro, optou pela liquidação extrajudicial e determinou o bloqueio de bens de administradores.
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Siga o Times | CNBCOutra semelhança está no papel do regulador, tanto na Reag quanto no Banco Master, o BC destacou que a medida foi tomada após a constatação de que não havia condições de normalização das atividades.
A lógica é interromper rapidamente o funcionamento da instituição e acelerar sua saída do Sistema Financeiro Nacional.
Confira outras 5 semelhanças entre as liquidações da Reag e do Banco Master:
1. Ausência de plano viável de recuperação
Em ambos os episódios, o Banco Central avaliou que não havia condições de normalização ou recuperação das instituições, o que levou à adoção da liquidação como solução definitiva.
2. Afastamento da administração
As duas liquidações implicaram a interrupção das atividades regulares, o afastamento dos administradores e a nomeação de um liquidante responsável por preservar ativos, apurar obrigações e conduzir o encerramento das operações.
3. Bloqueio de bens de controladores e ex-administradores
Nos dois casos, foi determinada a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-dirigentes, como forma de evitar a dilapidação de patrimônio enquanto são apuradas responsabilidades administrativas e civis.
4. Sinalização de endurecimento da supervisão
As duas decisões fazem parte de um contexto mais amplo de reforço da atuação do regulador, com maior rigor na fiscalização de governança, controles internos e cumprimento das normas prudenciais.
5. Objetivo de proteger o funcionamento do sistema financeiro
Em ambos os casos, o Banco Central justificou a medida como necessária para preservar a integridade, a credibilidade e o funcionamento regular do Sistema Financeiro Nacional, ainda que as instituições envolvidas tenham perfis e tamanhos distintos.
Leia também: Fintechs da Faria Lima atuavam como “banco paralelo” em lavagem de dinheiro; veja empresas investigadas
O Banco Central informou que as investigações não se encerram com a liquidação, e seguirá apurando os fatos, podendo aplicar sanções administrativas adicionais, além de encaminhar informações a outros órgãos competentes, se for o caso.
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