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Casas Bahia reduz endividamento em R$ 3 bilhões após reestruturação financeira
Publicado 30/12/2025 • 09:58 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 30/12/2025 • 09:58 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Germano Lüders
Loja da Casas Bahia
O Grupo Casas Bahia concluiu uma ampla reestruturação financeira que resultou na redução de cerca de R$ 3 bilhões no endividamento, com impacto direto na melhora do perfil de risco da companhia e no alongamento de prazos da dívida.
A operação faz parte do Plano de Transformação da Estrutura de Capital e envolveu o reperfilamento da 10ª emissão de debêntures, seguido pela 11ª emissão, realizada em quatro séries, incluindo títulos conversíveis e não conversíveis. Segundo a companhia, a adesão dos debenturistas da emissão anterior atingiu 90,5% do total em circulação.
Com a conclusão da operação, o endividamento resultante caiu para cerca de R$ 368 milhões, considerando os efeitos da conversão de debêntures em ações, descontos obtidos na troca dos papéis e ajustes a valor presente da dívida remanescente.
No conceito pró-forma do terceiro trimestre de 2025, a empresa estima uma redução de R$ 2,3 bilhões no endividamento líquido, levando o indicador dívida líquida/EBITDA de 1,9 vez para 0,9 vez, segundo dados divulgados no Fato Relevante.
Além da redução do endividamento, a Casas Bahia projeta uma queda de R$ 1,5 bilhão nas despesas financeiras entre 2026 e 2030. Considerando também a diminuição do valor a ser desembolsado com amortizações de principal, a economia total de caixa estimada chega a aproximadamente R$ 4,7 bilhões no período.
O novo cronograma de amortização alonga vencimentos relevantes para 2050, reduz pressões de curto prazo sobre o caixa e elimina eventos de resgate antecipado em parte das debêntures reperfiladas.
A companhia destacou que a reestruturação melhora de forma significativa o perfil de risco de crédito, com potencial de redução de spreads em futuras captações. O movimento também tende a fortalecer as condições comerciais junto a fornecedores, seguradoras e instituições financeiras.
Segundo a administração, o ajuste da estrutura de capital cria condições mais estáveis para a execução das estratégias operacionais e para a continuidade do plano de transformação da empresa.
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