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EXCLUSIVO: Black Friday e Cyber Monday ganham força no Brasil e ampliam alcance no varejo
Publicado 29/11/2025 • 22:13 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 29/11/2025 • 22:13 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Black Friday voltou a mobilizar consumidores no Brasil e nos Estados Unidos, consolidando-se como um dos eventos mais relevantes do calendário do varejo físico e digital. Embora inspirada no modelo americano, a data assumiu características próprias no mercado brasileiro, incluindo expansão para novos setores e maior participação do e-commerce.
No Brasil, dados preliminares da Serasa Experian indicam movimentação de R$ 1,16 bilhão em 1,3 milhão de pedidos até o momento. Nos Estados Unidos, compradores gastaram US$ 12 bilhões online, crescimento de 9% em relação a 2023, segundo a Adobe Analytics.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a especialista em varejo, e-commerce e digital Rose Tonizzo afirma que o evento se consolidou no país ao longo dos últimos 15 anos, impulsionado pela expansão do comércio eletrônico. A especialista observa que, inicialmente, havia desconfiança por parte do consumidor, sobretudo diante de práticas que ficaram conhecidas como “black fraude”. Segundo ela, esse cenário mudou com o amadurecimento do mercado e com a difusão de ferramentas de monitoramento de preços.
“Ganhou-se uma confiança muito grande com relação a esse evento agora”, disse. Para ela, o aumento da participação do e-commerce e a organização das ofertas ao longo de novembro contribuíram para esse avanço.
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Tonizzo lembra que o evento chegou ao Brasil sem ligação direta com o feriado de Ação de Graças, mas assumiu, na prática, função semelhante: antecipar compras e preparar o varejo para o ciclo natalino. A especialista reforça que o consumidor passou a utilizar o período como oportunidade para adquirir produtos para si e para presentear.
A análise de Tonizzo aponta que a Black Friday deixou de ser concentrada em eletroeletrônicos e passou a abranger diferentes segmentos, como moda, beleza, saúde, serviços, alimentação e pequenas empresas.
Ela citou que “absolutamente tudo” passou a integrar a data, e que setores como salões de beleza, academias, escolas e restaurantes criaram promoções específicas para atrair novos clientes. Para a especialista, a data se tornou uma porta de entrada para estratégias de fidelização, já que permite apresentar serviços a consumidores que não frequentavam esses estabelecimentos.
Tonizzo afirma que a Black Friday não reduz as vendas de Natal. Segundo ela, a data ajuda a organizar o fluxo de compras e facilita a logística para consumidores e empresas. Ela destaca que muitos varejistas ampliam prazos de troca e adaptação dos pedidos para atender ao período festivo.
Para a especialista, o evento “não atrapalha absolutamente nada” no desempenho do Natal e ainda contribui para planejamento antecipado, reduzindo a concentração de compras na última hora. Tonizzo também observa que a maioria das compras realizadas no período não é exclusivamente destinada a presentes, mas ao consumo próprio.
Segundo a análise de Tonizzo, o setor já trabalhava com expectativa de crescimento entre 8% e 15% em relação ao ano anterior, movimento sustentado pelo desempenho do comércio eletrônico. Ela aponta que os números divulgados até agora confirmam essa tendência.
Por fim, a especialista conclui que o Brasil incorporou a Black Friday ao seu calendário comercial e que a Cyber Monday, focada em e-commerce, também ganha visibilidade no país, acompanhando o padrão observado nos Estados Unidos.
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