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Lojas MM supera R$ 2 bilhões e vê regionalidade como diferencial no varejo

Publicado 18/08/2026 • 14:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • As vendas do varejo cresceram quase 5% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com a empresa de meios de pagamento Stone.
  • As lojas físicas ainda detem forte espaço no setor, mas o avanço dos canais digitais está mudando a forma como o consumidor chega até elas.
  • Nas Lojas MM, 35% das vendas realizadas pelas lojas físicas já são feitas pelo WhatsApp, segundo o CEO da companhia, Márcio Pauliki.

As vendas do varejo cresceram quase 5% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com a empresa de meios de pagamento Stone. As lojas físicas ainda detem forte espaço no setor, mas o avanço dos canais digitais está mudando a forma como o consumidor chega até elas. Nas Lojas MM, 35% das vendas realizadas pelas lojas físicas já são feitas pelo WhatsApp, segundo o CEO da companhia, Márcio Pauliki.

A varejista tem atualmente mais de 230 lojas físicas, faturamento superior a R$ 2 bilhões e atende cerca de 1 milhão de clientes por ano. A companhia planeja chegar a R$ 3 bilhões de faturamento até 2032. Para isso, a empresa aposta em regionalidade e no sentimento de pertencimento.

“Você mesmo falou: nós temos 230 lojas. Eu visito todas elas todos os anos, porque o pior lugar para administrar uma empresa é atrás de uma mesa. É lá que estão os problemas e também é lá que conseguimos captar as soluções”, afirma Márcio.

Segundo o executivo, a companhia não vê o comércio eletrônico como substituto das lojas físicas. Para ele, os dois formatos são complementares, especialmente em municípios menores, onde a proximidade com o consumidor pode ser um diferencial.

“Hoje, 35% da minha venda de loja física é por WhatsApp. O cliente nem vem na loja”, afirmou.

Na prática, o consumidor pode conhecer ou experimentar um produto na loja e concluir a compra pelo celular. Os vendedores também passaram a atuar na prospecção de clientes e no atendimento por canais digitais.

Crediário ganha importância

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Outro componente da estratégia é o crediário próprio. Segundo Pauliki, o mecanismo continua relevante para consumidores que encontram restrições nos limites dos cartões de crédito.

Na avaliação do CEO, a proximidade entre vendedores e consumidores também ajuda a controlar a inadimplência nas redes regionais. O cenário, porém, exige cautela com custos e endividamento. Com os juros elevados, ele vê risco para empresas que entraram nesse ciclo excessivamente alavancadas.

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Estoque e caixa no centro da operação

Para preservar o caixa, a companhia também aposta em maior controle dos estoques. Segundo Pauliki, a empresa utiliza sistemas de análise para identificar os produtos com maior giro e distribuí-los entre depósitos regionais e lojas. A lógica é evitar que recursos fiquem parados em mercadorias que demoram a ser vendidas. “Eu já vi muitas empresas lucrativas que quebraram, porque você paga o salário hoje não com teu lucro, você paga com caixa”, afirmou.

O executivo considera o giro de estoque um dos principais elementos para preservar a liquidez da operação, especialmente em um cenário de custo elevado do crédito.

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