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Sócio da KPMG é multado por usar IA para passar em teste sobre IA
Publicado 16/02/2026 • 14:20 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/02/2026 • 14:20 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação/KPMG
KPMG
Um sócio da KPMG Austrália foi multado em 10 mil dólares australianos (cerca de US$ 7 mil) após utilizar ferramentas de inteligência artificial para responder a um teste interno justamente sobre o uso de IA. A penalidade foi aplicada pela própria firma de auditoria.
O executivo, que não teve o nome divulgado, precisou refazer a avaliação depois de inserir materiais do treinamento em uma plataforma de inteligência artificial para obter ajuda nas respostas.
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De acordo com a KPMG, mais de 20 de funcionários foram flagrados neste ano fiscal utilizando IA em exames internos. O caso expõe o desafio enfrentado por empresas de serviços profissionais na tentativa de regular o uso da tecnologia em treinamentos e avaliações.
Andrew Yates, CEO da KPMG Austrália, afirmou que a empresa tem buscado equilibrar o uso cotidiano dessas ferramentas com o cumprimento das políticas internas. Segundo ele, o avanço rápido da tecnologia tornou o controle mais complexo, mas a companhia trata violações com seriedade e avalia reforçar seus mecanismos de fiscalização.
O episódio ocorre em meio a um debate mais amplo sobre governança no setor. Na semana passada, o caso foi citado durante uma audiência no Senado australiano sobre a supervisão das grandes firmas de auditoria. A senadora Barbara Pocock classificou o episódio como “extremamente decepcionante”.
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A Comissão Australiana de Valores Mobiliários e Investimentos (ASIC) confirmou ter conhecimento do caso, mas informou que não adotará medidas até que o órgão profissional responsável pelos contadores inicie eventual processo disciplinar. Segundo a reguladora, a obrigação de reporte recai sobre os próprios sócios, e não sobre as firmas.
O caso se soma a uma série de episódios envolvendo o uso indevido de tecnologia em avaliações profissionais. No fim do ano passado, a Association of Chartered Certified Accountants (ACCA), maior entidade contábil do mundo, encerrou a aplicação de provas remotas, alegando que seus sistemas de segurança já não conseguiam acompanhar a sofisticação dos métodos de trapaça.
A KPMG informou que passou a adotar mecanismos para identificar o uso de IA por funcionários e que divulgará dados sobre eventuais violações quando publicar seus resultados anuais.
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