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“Sem aviação executiva você não consegue fazer negócios”, diz executivo da Timbro
Publicado 22/05/2026 • 21:05 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/05/2026 • 21:05 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A expansão da aviação executiva no Brasil reflete uma necessidade operacional do mercado nacional e se tornou peça central para empresários e produtores rurais, segundo o head de aviação da Timbro, Pedro Ferreira. Durante participação no Catarina Aviation Show, nesta sexta-feira (22), em entrevista ao Radar, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo afirmou que as limitações da aviação comercial no País impulsionam diretamente a procura por aeronaves privadas.
“A aviação executiva é uma necessidade propriamente dita. Sem aviação executiva você não consegue fazer negócios”, declarou Ferreira.
Segundo ele, enquanto a aviação comercial atende cerca de 160 a 170 cidades, o tamanho do território brasileiro exige alternativas mais rápidas e flexíveis para deslocamentos corporativos e operações ligadas ao agronegócio.
Leia também: Catarina Aviation Show: Aviação executiva é ferramenta de trabalho, não luxo, diz diretor da Líder
Ferreira destacou ainda o avanço expressivo nas importações de aeronaves nos últimos anos. “Nos últimos cinco anos, só a Timbro importou 400 aeronaves”, afirmou.
O executivo também ressaltou o crescimento das operações no aeroporto de Vitória, principal porta de entrada de aeronaves executivas no País. “No ano passado foram em torno de 400 aviões só em Vitória”, disse. Segundo ele, a Timbro respondeu por cerca de “20% desse mercado”.
Ao comentar o ritmo atual das operações, Ferreira afirmou que a companhia vem registrando média próxima de “duas aeronaves por semana”. “O mercado está muito aquecido”, declarou. “Tem aeronave de todos os tamanhos e todos os portes.”
Leia também: Destaque global: aviação executiva cresce e atrai mercado de alta renda, diz diretor do Catarina Aviation Show
Segundo Ferreira, o agronegócio aparece entre os principais motores da demanda por aeronaves executivas no Brasil. “O agro puxa muito essa fila”, afirmou.
Ele destacou que modelos turboélice, como King Air e Pilatus, estão entre os mais procurados por produtores rurais e empresários do setor. “É um avião muito aceito e que encaixa muito bem nessa demanda por aeronaves no Brasil”, disse.
O executivo afirmou ainda que os jatos executivos seguem sendo importantes para viagens corporativas de longa distância e deslocamentos internacionais. “Você tem que cruzar, de repente, Manaus até São Paulo. Você precisa de um avião com capacidade maior”, declarou.
Leia também: Bombardier vê Brasil como mercado estratégico e aposta em jato de ultralongo alcance no Catarina Aviation Show
Segundo Ferreira, a aviação executiva também se tornou essencial em agendas internacionais de negócios. “É uma ferramenta de trabalho muito importante, sem a qual a gente não conseguiria fazer muitos negócios”, afirmou.
Ferreira explicou que cada processo de importação exige uma estrutura logística específica, dependendo da origem da aeronave e do tipo de operação necessária. “Cada operação é desenhada para atender a necessidade daquela aeronave específica”, disse.
Segundo ele, embora muitas aeronaves cheguem voando ao Brasil, algumas precisam ser trazidas em contêineres devido à autonomia limitada. “A maioria das aeronaves vem voando, mas algumas não têm autonomia para cruzar algum oceano”, afirmou.
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O executivo destacou ainda a complexidade burocrática do processo de importação. “É uma burocracia muito grande, mas a gente faz essa coisa ficar simples”, declarou.
Segundo Ferreira, os custos totais de importação atualmente giram entre 12% e 13% do valor da aeronave, incluindo impostos e despesas operacionais.
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