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Quais são os maiores desafios para implementar I.A nas empresas?
Publicado 11/07/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 11/07/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Canva
Quais são os maiores desafios para implementar I.A nas empresas?
A adoção da inteligência artificial (I.A) pelas empresas brasileiras avança, mas ainda enfrenta desafios para transformar a tecnologia em resultados concretos.
Um estudo global realizado pelo SAS Institute em parceria com a International Data Corporation (IDC) mostra que apenas 8% das companhias do Brasil conseguem equilibrar a confiança na I.A com estruturas adequadas de governança, transparência e gestão de riscos.
Leia também: Estudo do SAS mostra que só 8% das empresas do Brasil confiam na I.A. para governança
O índice brasileiro fica abaixo da média global, de 9%, e revela um dos principais obstáculos para a implementação da tecnologia: muitas organizações apostam na inteligência artificial, mas ainda não possuem processos preparados para garantir um uso seguro e eficiente.
A pesquisa, baseada em 2.375 entrevistas realizadas em diferentes regiões do mundo, aponta para o chamado “dilema da confiança”. O cenário acontece quando a expectativa das empresas em relação à I.A não acompanha os investimentos necessários em controles, qualidade de dados e estratégias de gerenciamento de riscos.
No Brasil, 48% das empresas aparecem no grupo classificado pelo estudo como “retardatárias”. Essas organizações apresentam baixa confiança na inteligência artificial e também pouca estrutura de governança para acompanhar o avanço da tecnologia.
Além disso, 26% das companhias demonstram excesso de confiança, ou seja, acreditam mais no potencial da I.A do que sua estrutura atual consegue sustentar. Enquanto isso, 19% utilizam menos recursos de inteligência artificial do que poderiam, mesmo tendo condições para ampliar o uso.
Dessa forma, apenas 8% das empresas brasileiras atingem o equilíbrio considerado ideal pelo levantamento, combinando confiança, preparação interna e mecanismos de controle.
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Outro ponto destacado pelo estudo é que a percepção das empresas sobre a I.A varia conforme a tecnologia utilizada. Na inteligência artificial tradicional, 29% das companhias brasileiras afirmam ter algum nível de confiança, enquanto 22% relatam confiança total.
Já na IA generativa, que ganhou espaço com ferramentas capazes de criar textos, imagens e análises, 25% demonstram alguma confiança e 32% afirmam confiar totalmente. No caso da I.A agêntica, tecnologia capaz de executar ações de forma mais autônoma, 37% dizem ter alguma confiança e apenas 17% afirmam confiar totalmente.
Apesar disso, o Brasil apresenta um Índice de Confiabilidade da I.A de 3,35 pontos, em uma escala de 0 a 5. O resultado supera países como Alemanha e China. Entretanto, quando o assunto é impacto nos negócios, o desempenho brasileiro fica atrás.
O Índice de Impacto da I.A no país chegou a 2,84 pontos, abaixo de mercados como Irlanda e Austrália, que conseguem unir maior confiança na tecnologia com resultados empresariais mais consistentes.
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Siga o Times | CNBCAlém da governança, a preparação dos dados aparece como outro desafio para a implementação da I.A. Segundo o levantamento, a infraestrutura de dados das empresas brasileiras ainda é fragmentada.
Cerca de 35% das organizações operam em estágios considerados “ad hoc” ou fragmentados, enquanto a média global é de 16%. Na prática, essa falta de organização dificulta a criação de sistemas mais eficientes e reduz a capacidade das empresas de transformar investimentos de inteligência artificial em ganhos reais.
O impacto também aparece no retorno financeiro. Para cada dólar investido em I.A, as empresas brasileiras registram um retorno médio de US$ 1,52. O valor fica abaixo da média mundial, de US$ 1,61, e da média das Américas e América Latina, de US$ 1,63.
Mesmo diante dos desafios, o cenário indica que as empresas continuam apostando na expansão da inteligência artificial. A América Latina aparece como a região com maior expectativa de crescimento nos investimentos em I.A entre os mercados analisados.
Nos próximos 12 meses, 20% das empresas latino-americanas esperam aumentar seus orçamentos para a tecnologia em mais de 20%, quase o dobro da média global.
No entanto, o avanço dos investimentos exige uma preparação maior. Sem uma base estruturada de dados, regras claras de uso e mecanismos de acompanhamento, a adoção da I.A pode não alcançar todo o potencial esperado pelas organizações.
Para Jim Goodnight, CEO e cofundador do SAS, a tecnologia precisa estar associada à capacidade de tomar decisões confiáveis. Segundo ele, esse princípio acompanha a empresa desde sua criação e se tornou ainda mais relevante com a expansão da inteligência artificial.
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O estudo também marca um momento importante para o SAS, que completa 50 anos em julho de 2026. Fundada em 1976 como um projeto de pesquisa na North Carolina State University, a companhia se consolidou como uma das principais fornecedoras globais de softwares para análise de dados e inteligência artificial.
Atualmente, a empresa afirma atender clientes em mais de 150 países e manter investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento. Ao longo de cinco décadas, a companhia passou a acompanhar a evolução do mercado de dados, que agora enfrenta o desafio de equilibrar inovação, segurança e confiança no uso da I.A.
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