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Além do iPhone: quais negócios impulsionam o faturamento bilionário da Apple?
Publicado 08/11/2026 • 19:00 | Atualizado há 23 minutos
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KEY POINTS
Foto: divulgação
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A Apple encerrou o quarto trimestre fiscal de 2026 com receita recorde e resultados que mostram a força de seu ecossistema de produtos e serviços. Embora o iPhone continue entre os principais motores do negócio, a companhia também amplia sua presença em áreas como entretenimento, armazenamento em nuvem, pagamentos digitais e distribuição de aplicativos.
No período encerrado em 26 de setembro, a empresa registrou faturamento de US$ 114,5 bilhões (cerca de R$ 629,6 bilhões), crescimento de 12% na comparação anual. O resultado representa um recorde para um trimestre de setembro e reforça a capacidade da fabricante de gerar receita em diferentes frentes.
Leia também: Apple supera US$ 114 bilhões em receita e encerra 2026 com resultado histórico
Além disso, o lucro diluído por ação chegou a US$ 2,10, avanço de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem bruta ficou em 47,9%, com impacto positivo de aproximadamente um ponto percentual relacionado a reembolsos de tarifas.
Um dos destaques do balanço foi a divisão de Serviços, que alcançou sua maior receita histórica. Embora a Apple não tenha divulgado, nesse comunicado, o faturamento individual de cada atividade, a área reúne diferentes fontes de receita ligadas ao uso de seus dispositivos.
Entre elas estão a App Store, o Apple Music, o Apple Pay, o iCloud e o Apple TV. Essas plataformas permitem que a companhia mantenha uma relação comercial com os consumidores mesmo depois da compra de um aparelho.
Na prática, o modelo amplia as oportunidades de monetização. Um cliente que compra um iPhone, por exemplo, também pode contratar armazenamento adicional no iCloud, assinar serviços de música e vídeo ou realizar pagamentos por meio do Apple Pay.
Assim, a empresa não depende exclusivamente da venda de novos dispositivos para manter sua presença no mercado. A oferta integrada de produtos e serviços também fortalece a fidelidade dos consumidores.
Apesar do crescimento dos serviços, o iPhone continua sendo uma peça fundamental para os negócios da companhia. No quarto trimestre fiscal, a linha registrou sua maior receita para um período de setembro.
O desempenho ocorre em um momento de renovação do portfólio. Segundo John Ternus, CEO da Apple, a empresa encerrou o ano com sua linha de produtos mais ambiciosa até então, incluindo o iPhone Duo, o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max.
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Siga o Times | CNBCO executivo também destacou novidades em hardware para a casa e a chegada do Touch ao Mac. A estratégia amplia as possibilidades de integração entre os equipamentos e mantém o consumidor dentro do ecossistema da marca.
Além dos smartphones, a Apple mantém operações em categorias como Mac, iPad, Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro. Esses produtos ampliam a presença da companhia em diferentes segmentos de tecnologia e complementam a experiência oferecida pelo iPhone.
Entretanto, o comunicado de resultados não apresenta a receita individual dessas categorias. Por isso, não é possível determinar quanto cada uma contribuiu para o faturamento do trimestre.
Outro indicador importante aparece na base instalada de dispositivos ativos. Segundo Kevan Parekh, diretor financeiro da Apple, a companhia atingiu um novo recorde histórico de aparelhos em uso em todas as principais categorias de produtos e regiões geográficas. Esse crescimento ajuda a sustentar a estratégia de longo prazo, pois amplia o público potencial para serviços, aplicativos e novos equipamentos.
O resultado do trimestre também encerrou um ano fiscal histórico. Em 2026, a Apple registrou receita anual de US$ 479 bilhões (R$ 2,63 trilhões), acompanhada de crescimento de dois dígitos no lucro por ação. Durante os três meses encerrados em setembro, a companhia gerou US$ 28 bilhões (R$ 153,95 bilhões) em fluxo de caixa operacional. No mesmo período, devolveu US$ 28 bilhões aos acionistas.
Leia também: Apple e Palantir caem no pré-mercado após divulgação de balanços
O conselho de administração também anunciou um dividendo de US$ 0,27 por ação ordinária (R$ 1,48). O pagamento está previsto para 16 de novembro, aos investidores registrados até o fechamento do mercado em 12 de novembro.
Os números mostram que o faturamento da Apple está associado a uma combinação de vendas de dispositivos e serviços digitais. Embora o iPhone mantenha protagonismo, a expansão da divisão de Serviços e a integração entre os produtos ajudam a sustentar o crescimento da companhia.
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