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Por que a China barrou o negócio de US$ 5,4 bilhões do SoftBank?
Publicado 07/11/2026 • 22:30 | Atualizado há 7 minutos
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Publicado 07/11/2026 • 22:30 | Atualizado há 7 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A China barrou a aquisição da divisão de robótica da suíça ABB pelo grupo japonês SoftBank, em uma operação avaliada em US$ 5,4 bilhões. A decisão envolve preocupações com segurança nacional, transferência de tecnologia e acesso a dados estratégicos em um setor considerado importante para o desenvolvimento da inteligência artificial.
A transação fazia parte dos planos de Masayoshi Son, fundador e CEO do SoftBank, para ampliar sua atuação em robótica e inteligência artificial. O grupo pretendia incorporar a tecnologia industrial da ABB aos investimentos que mantém no setor. Entretanto, a decisão das autoridades chinesas representa um obstáculo para essa estratégia.
Segundo a Reuters, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC, na sigla em inglês) proibiu a operação após uma análise de segurança de investimentos estrangeiros. O órgão avalia negócios que podem envolver riscos à segurança nacional do país.
Uma das principais preocupações de Pequim envolve a possibilidade de dados produzidos pelas operações de robótica da ABB na China serem transferidos para outros países. Essas informações poderiam, potencialmente, alimentar o treinamento de modelos de inteligência artificial.
A preocupação também envolve a relação do SoftBank com empresas ocidentais, especialmente a OpenAI, da qual o grupo japonês é um dos principais investidores. Autoridades chinesas temem que tecnologias e informações desenvolvidas no país acabem acessíveis a companhias estrangeiras.
Além disso, a transferência do controle da divisão para uma empresa japonesa ocorre em um momento de tensão diplomática entre China e Japão. As relações entre os países se deterioraram após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan.
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Siga o Times | CNBCA ABB é um grupo de engenharia e tecnologia com sede na Suíça e na Suécia, conhecido por desenvolver equipamentos de automação e robôs industriais utilizados em fábricas. Sua divisão de robótica atende setores como automotivo, eletrônico e logística.
A China representa um mercado importante para essa operação, respondendo por aproximadamente 30% dos negócios de robótica da ABB. A companhia mantém cerca de 15 mil funcionários no país, distribuídos em aproximadamente 30 empresas locais, além de centros de pesquisa e produção.
Essa presença torna a unidade especialmente relevante para Pequim. O controle de tecnologias industriais e dos dados gerados por esses sistemas também está ligado à competitividade chinesa no desenvolvimento de inteligência artificial aplicada à indústria.
O SoftBank anunciou o acordo para comprar a divisão em outubro de 2025, pelo valor de US$ 5,4 bilhões. A conclusão estava prevista para a segunda metade de 2026, condicionada à aprovação de órgãos reguladores.
Para Masayoshi Son, a aquisição seria uma forma de aproximar a inteligência artificial dos equipamentos físicos, ampliando o desenvolvimento de robôs capazes de executar tarefas em ambientes industriais e comerciais. Essa área é frequentemente chamada de IA física.
A decisão chinesa também não significa necessariamente o fim definitivo das negociações. A ABB informou que mantém diálogo com o SoftBank e trabalha para encontrar uma solução.
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