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Alibaba vê lucro operacional despencar 84% apesar do avanço de I.A. e computação em nuvem

Publicado 13/05/2026 • 08:56 | Atualizado há 15 minutos

KEY POINTS

  • As ações da Alibaba listadas nos EUA chegaram a subir no pré-mercado, mas inverteram o sinal e passaram a cair após a divulgação do balanço.
  • A empresa chinesa vem ampliando investimentos em tecnologia, inteligência artificial e entregas ultrarrápidas, o que pressionou a rentabilidade.
  • Apesar da queda nos lucros, a divisão de computação em nuvem cresceu 38%, impulsionada pela demanda por soluções de I.A..

Divulgação/Alibaba

A Alibaba informou nesta quarta-feira (13) que sua rentabilidade principal despencou no trimestre encerrado em março, em meio ao aumento dos investimentos em tecnologia e comércio eletrônico.

A gigante chinesa reportou um EBITA ajustado — indicador que mede a lucratividade operacional da companhia — de 5,1 bilhões de yuans (US$ 750,9 milhões), uma queda de 84% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse indicador exclui ganhos e perdas extraordinários para refletir melhor o desempenho do negócio principal da empresa.

As ações da Alibaba negociadas nos Estados Unidos chegaram a operar em alta no pré-mercado, mas inverteram a trajetória após o resultado. Os papéis chegaram a cair até 4% e, mais tarde, recuavam cerca de 1,3%.

A companhia vem investindo fortemente em semicondutores para inteligência artificial, centros de dados e no desenvolvimento de sua própria família de modelos de I.A., chamada Qwen. Esses aportes têm beneficiado especialmente a divisão de computação em nuvem da empresa.

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Embora o segmento de nuvem tenha sido um ponto positivo, impulsionado pela demanda por I.A. na China, investidores seguem preocupados com os gastos contínuos da Alibaba no chamado “quick commerce”, modalidade de compras com entregas ultrarrápidas — muitas vezes em menos de uma hora — que se tornou um dos principais campos de disputa entre as gigantes chinesas do e-commerce.

O EBITA ajustado da divisão de comércio eletrônico da Alibaba na China caiu 40% no trimestre de março, pressionado por esses investimentos, mesmo com a receita de gerenciamento de clientes — principal fonte de faturamento da unidade — avançando 1%.

Ainda assim, a companhia afirma já estar colhendo resultados dessas apostas: a receita do quick commerce cresceu 57% na comparação anual. No total, a receita da operação chinesa de e-commerce subiu 6% no trimestre.

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Crescimento acelerado da nuvem

Os investimentos da Alibaba em tecnologia parecem estar dando resultado na divisão de computação em nuvem, cuja receita cresceu 38% na comparação anual, para 41,6 bilhões de yuans no trimestre encerrado em março. O ritmo foi mais acelerado do que no trimestre anterior. O EBITA ajustado da unidade avançou 57%.

“Nossos investimentos estratégicos continuaram se traduzindo em crescimento dos negócios. A receita do Cloud Intelligence Group continuou acelerando, com os produtos relacionados à I.A. registrando crescimento de três dígitos pelo 11º trimestre consecutivo”, afirmou o diretor financeiro da Alibaba, Toby Xu, em comunicado.

Segundo a companhia, a receita relacionada à inteligência artificial alcançou 9 bilhões de yuans.

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A Alibaba se posiciona atualmente como uma das principais empresas chinesas no setor de I.A., desenvolvendo chips próprios e oferecendo serviços por meio de sua unidade de computação em nuvem. Seus modelos Qwen estão entre os mais bem avaliados do mundo.

A empresa, sediada em Hangzhou, também vem incorporando inteligência artificial em diferentes áreas de seus negócios. Nesta semana, anunciou o lançamento de um assistente de compras baseado no Qwen dentro do Taobao, principal plataforma de e-commerce da companhia na China.

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