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Alibaba x Huawei: gigantes chinesas aceleram disputa por infraestrutura de IA
Publicado 26/09/2026 • 17:00 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 26/09/2026 • 17:00 | Atualizado há 37 minutos
KEY POINTS
Divulgação/Alibaba
A corrida pela infraestrutura necessária para desenvolver inteligência artificial ganhou força na China. Alibaba e Huawei ampliaram seus projetos de chips, data centers e sistemas de computação, em uma disputa que acompanha a expansão global dos investimentos em IA.
A Alibaba apresentou nesta terça-feira (22), durante sua conferência anual Apsara, em Hangzhou, um novo chip desenvolvido para inteligência artificial e anunciou planos para aumentar sua capacidade global de data centers. As ações da companhia chegaram a subir cerca de 3% em Hong Kong após os anúncios.
O principal lançamento foi o Zhenwu V900, chip de próxima geração da empresa. Segundo a Alibaba, o componente oferece três vezes o desempenho do Zhenwu M890, modelo lançado em maio.
A companhia também estabeleceu uma meta de infraestrutura de grande escala: operar mais de 20 gigawatts de capacidade global de data centers até 2032. A estratégia faz parte de um plano que combina capacidade computacional, serviços de nuvem, chips próprios e desenvolvimento de modelos de IA.
Leia também: Quanto custa construir um data center de I.A.? Veja projetos de Alibaba e Meta
O Zhenwu V900 deve entrar em produção em massa no primeiro trimestre de 2027 e ser lançado comercialmente no mesmo período.
A Alibaba já utiliza chips da família Zhenwu com mais de 650 clientes de setores como automotivo, financeiro, energético e industrial. A expansão da linha de semicondutores faz parte da tentativa da empresa de aumentar sua capacidade de atender à demanda por processamento de inteligência artificial.
Além do hardware, a companhia trabalha na evolução de seus modelos de IA. O Qwen 4 está atualmente em treinamento, enquanto a Alibaba também apresentou planos para futuras gerações, incluindo as séries Qwen 4.5 e Qwen 5.
Para Eddie Wu, CEO do grupo Alibaba, o desenvolvimento da IA ainda está em uma fase inicial e existe um amplo espaço para expansão das tecnologias de raciocínio de máquinas. O executivo comparou o momento atual ao início da eletrificação e afirmou que a programação com IA representa uma etapa da chamada era da inteligência das máquinas.
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Siga o Times | CNBCO avanço ocorre em um mercado no qual a capacidade de processamento se tornou um dos principais gargalos para empresas que desenvolvem modelos cada vez mais complexos.
Leia também: Zhenwu V900: novo chip de I.A da Alibaba chega ao mercado em 2027
A Huawei, principal concorrente doméstica da Alibaba nesse segmento, apresentou na semana passada uma nova infraestrutura de IA que, segundo a companhia, pode ser expandida para comportar até 1 milhão de processadores.
A movimentação das duas empresas ocorre em paralelo ao aumento dos investimentos internacionais em infraestrutura para inteligência artificial. Empresas de tecnologia e fabricantes de chips estão anunciando data centers cada vez maiores para atender à demanda por computação.
A Nvidia, por exemplo, anunciou neste mês planos para trabalhar com parceiros na Austrália e apoiar até 2 gigawatts de infraestrutura de IA no país até 2027.
A Meta também apresentou um projeto de grande escala. Em julho, a companhia anunciou seu primeiro data center no Canadá, em Alberta, com capacidade de 1 gigawatt. O empreendimento tem custo estimado em cerca de US$ 9 bilhões (R$ 46,1 bilhões) e deve levar até três anos para ser concluído.
Na China, a disputa ganha uma dimensão adicional com o desenvolvimento de componentes próprios. A expansão dos chips Zhenwu e dos modelos Qwen coloca a Alibaba em uma estratégia que vai além dos serviços de nuvem, enquanto a Huawei busca ampliar sua própria arquitetura de computação para IA.
A meta de mais de 20 gigawatts até 2032 mostra a dimensão do plano da Alibaba. A empresa pretende aumentar a infraestrutura disponível para seus modelos e clientes justamente em um momento em que a capacidade computacional se tornou um dos ativos centrais da indústria de inteligência artificial.
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