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Zhenwu V900: novo chip de I.A da Alibaba chega ao mercado em 2027

Publicado 23/09/2026 • 08:00 | Atualizado há 41 minutos

KEY POINTS

  • Novo chip da Alibaba promete desempenho três vezes maior que o Zhenwu M890 e deve chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2027.
  • Alibaba Cloud planeja ampliar sua capacidade global de data centers para mais de 20 gigawatts até 2032.
  • Expansão ocorre enquanto Nvidia, Meta e Huawei também anunciam investimentos em infraestrutura para inteligência artificial.
Zhenwu V900: novo chip de I.A da Alibaba chega ao mercado em 2027

Foto: reprodução

Zhenwu V900: novo chip de I.A da Alibaba chega ao mercado em 2027

A Alibaba anunciou o Zhenwu V900, novo chip de inteligência artificial da companhia, que deve entrar em produção em massa e chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2027. Segundo a empresa, o componente terá três vezes o desempenho do modelo anterior, o Zhenwu M890, lançado em maio.

A apresentação ocorreu durante a conferência anual Apsara, principal evento da divisão de nuvem da Alibaba, em Hangzhou, na China. Além do novo chip, a companhia divulgou planos para ampliar a capacidade global de seus data centers para mais de 20 gigawatts até 2032.

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Os anúncios ajudaram a impulsionar as ações da Alibaba, que subiram cerca de 3% em Hong Kong nesta terça-feira (22). O movimento ocorre enquanto grandes empresas de tecnologia aumentam os investimentos em infraestrutura para atender à demanda relacionada ao avanço da inteligência artificial.

Alibaba amplia infraestrutura para I.A

O Zhenwu V900 faz parte de uma estratégia que reúne chips próprios, serviços de computação em nuvem e modelos de inteligência artificial. Dessa forma, com o novo componente, a Alibaba pretende ampliar sua capacidade de processamento e acompanhar o crescimento da demanda por infraestrutura voltada à I.A.

A empresa informou que os chips da linha Zhenwu já atendem mais de 650 clientes. Além disso, entre os setores que utilizam a tecnologia estão os segmentos automotivo, financeiro, energético e industrial.

Além do hardware, a Alibaba também trabalha em novas gerações de modelos de inteligência artificial. O Qwen 4 está atualmente em treinamento, enquanto a companhia já apresentou planos para desenvolver as séries Qwen 4.5 e Qwen 5.

Data centers entram na disputa por capacidade

O plano da Alibaba Cloud prevê mais de 20 gigawatts de capacidade global em data centers até 2032. A expansão acompanha uma corrida internacional para aumentar a infraestrutura necessária ao treinamento e à operação de sistemas de inteligência artificial.

Nesse mercado, outras empresas também anunciaram grandes projetos. Além disso, no início de setembro, a Nvidia informou que pretende trabalhar com parceiros na Austrália para apoiar até 2 gigawatts de infraestrutura de I.A no país até 2027.

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Já a Meta anunciou, em julho, planos para construir seu primeiro data center no Canadá. Dessa forma, o projeto, localizado em Alberta, terá capacidade de 1 gigawatt, custo estimado em cerca de US$ 9 bilhões (cerca de R$ 45,91 bilhões) e prazo de até três anos para conclusão.

Na China, a Huawei também apresentou recentemente uma nova infraestrutura de I.A. Segundo a empresa, o sistema pode ser ampliado para comportar até 1 milhão de processadores.

Alibaba aposta em chips próprios

A apresentação do Zhenwu V900 amplia a participação da Alibaba na cadeia de tecnologia necessária para o desenvolvimento da inteligência artificial. O novo chip representa a próxima geração da linha Zhenwu e, de acordo com a companhia, entrega três vezes o desempenho do Zhenwu M890.

A previsão é que o V900 passe à produção em massa antes do lançamento comercial, programado para os primeiros três meses de 2027. Até lá, a Alibaba mantém os chips atuais em uso por centenas de clientes de diferentes setores.

Leia também: Alibaba levanta US$ 10,2 bilhões para acelerar corrida por IA

Para Eddie Wu, CEO do grupo Alibaba, o desenvolvimento do raciocínio de máquinas ainda tem amplo espaço para avançar. O executivo comparou o atual estágio da inteligência artificial aos primeiros momentos da eletrificação e relacionou a programação com I.A à chamada era da inteligência das máquinas.

Com o novo chip e o plano de expansão dos data centers, a Alibaba combina o desenvolvimento de hardware com o crescimento de sua infraestrutura de nuvem e de seus modelos de I.A. A estratégia coloca a empresa entre as companhias que buscam ampliar a capacidade computacional necessária para a próxima fase da inteligência artificial.

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