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Como usar o celular de forma mais consciente, segundo a ciência
Publicado 08/08/2026 • 08:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 08/08/2026 • 08:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: unsplash
Como usar o celular de forma mais consciente, segundo a ciência
O celular se tornou uma ferramenta essencial para a rotina, reunindo funções de trabalho, comunicação e entretenimento. Porém, o excesso de estímulos digitais também trouxe um desafio: manter a concentração diante de alertas e do hábito de consultar o aparelho constantemente.
Embora as notificações sejam apontadas como as principais responsáveis pelas distrações, pesquisas indicam que o problema está também na forma como os usuários interagem com o smartphone. Segundo estudos citados pelo jornal espanhol El País, apenas 11% dos acessos ao celular começam a partir de uma notificação. Os outros 89% acontecem quando a própria pessoa decide verificar o aparelho.
Em média, os usuários recebem cerca de 65 notificações por dia. Cada vibração, alerta ou ícone na tela disputa atenção, mas o comportamento de checar o celular frequentemente tem um peso maior.
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Por isso, apenas silenciar todos os avisos pode não ser suficiente e, em alguns casos, pode até aumentar a ansiedade pelo receio de perder alguma informação importante.
A recomendação de especialistas é encontrar um equilíbrio: manter o smartphone como uma ferramenta útil, mas reduzir interrupções desnecessárias. Algumas estratégias ajudam a criar uma relação mais consciente com a tecnologia.
Uma das medidas mais apoiadas por pesquisas é o agrupamento de notificações. Em vez de receber alertas em tempo real durante todo o dia, o usuário pode escolher horários específicos para consultar as informações acumuladas.
Um estudo publicado na revista Computers in Human Behavior apontou que receber notificações agrupadas três vezes ao dia pode reduzir o estresse e melhorar o bem-estar em comparação com o recebimento constante de alertas.
Nos aparelhos com iOS, o recurso pode ser ativado pelo “Resumo Agendado”, disponível nas configurações de notificações. Já no Android, ferramentas de bem-estar digital permitem organizar a entrega dos avisos e definir períodos específicos.
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Outra estratégia é evitar o bloqueio total das notificações. Apesar de parecer uma solução simples, desligar todos os alertas pode gerar insegurança para usuários que precisam acompanhar informações importantes.
A alternativa é separar os aplicativos por nível de prioridade. Chamadas e mensagens essenciais podem permanecer ativas, enquanto e-mails, ferramentas de trabalho e outros serviços podem receber menos destaque.
Já aplicativos de redes sociais, promoções e conteúdos que não exigem resposta imediata podem ser silenciados ou incluídos nos horários programados.
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Siga o Times | CNBCOs sistemas operacionais também oferecem recursos para limitar distrações. Os modos de concentração do iOS e do Android permitem configurar diferentes perfis para momentos específicos do dia.
É possível criar, por exemplo, uma configuração para o trabalho, liberando apenas contatos importantes, ou um modo de descanso que bloqueie mensagens profissionais fora do horário de expediente.
Com isso, o usuário define quando deseja ser interrompido e evita que o celular determine o ritmo da rotina.
Alguns aplicativos provocam mais interrupções do que outros. Entre eles estão os serviços de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, principalmente por causa do volume de conversas e grupos.
Para reduzir distrações, uma opção é silenciar grupos com muitas mensagens, sair de conversas sem utilidade e estabelecer horários para verificar novas mensagens. Além disso, recursos como mensagens temporárias podem ajudar a diminuir o acúmulo de conteúdos.
Outra medida envolve reorganizar o próprio celular. Excluir aplicativos que não são utilizados é um primeiro passo, mas serviços necessários no dia a dia também podem ser ajustados.
Especialistas recomendam retirar aplicativos muito acessados da tela inicial, desativar notificações visuais e estabelecer limites de tempo para plataformas específicas.
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Dessa forma, o objetivo não é abandonar o celular, mas reduzir o uso automático e recuperar maior controle sobre a tecnologia. Pequenas mudanças na configuração do aparelho podem ajudar o usuário a decidir quando e como utilizar o celular, em vez de responder constantemente aos estímulos enviados por ele.
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