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E-commerce no Brasil passa de R$ 200 bilhões e vira “mainstream” com IA, WhatsApp e mobile
Publicado 26/02/2026 • 10:20 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/02/2026 • 10:20 | Atualizado há 1 hora
Canva
Os dados do e-commerce no Brasil seguem animadores e colocam o país no radar dos maiores mercados digitais dos próximos anos. Em 2025, o setor faturou mais de R$ 200 bilhões, com crescimento acima de 10%, puxado por uma combinação que virou padrão no varejo: personalização com inteligência artificial, uso de dados em larga escala e automação para vender mais, com menos desperdício.
Para 2026, a projeção da ABComm aponta faturamento acima de R$ 258 bilhões, com ticket médio de R$ 564,96 e entrada de dois milhões de novos compradores. O recado para quem vende online é simples: crescer não vai ser só “ter tráfego”. Vai ser transformar tráfego em relacionamento.
Além disso, o celular se mostrou a principal ferramenta de compro. Quase oito em cada 10 brasileiros utilizam o smartphone como principal canal de compra no país: 79% das transações online são realizadas via dispositivos móveis. Desktops e notebooks são utilizados por apenas 12% e tablets têm menor utilização, juntos representando 6%.
Leia também: Economia da mensagem: WhatsApp vira principal canal das vendas diretas no Brasil
Nos últimos cinco anos, o setor registrou crescimento médio anual de 17%, segundo a ABComm, com um pico entre 2019 e 2020, quando o salto foi superior a 40% por causa da pandemia. Desde 2021, o ritmo desacelerou, o que é típico de um mercado que sai da fase de “corrida do ouro” e entra na fase de maturidade.
Maturidade, porém, não significa freio. Significa mais competição, mais custo de aquisição e mais cobrança por eficiência.
As projeções da ABComm até 2029 indicam continuidade do crescimento, com avanço anual na casa de 10% e faturamento estimado em R$ 343 bilhões no fim do período. Em outras palavras: o mercado continua grande, mas a margem para amadorismo ficou pequena.
Leia também: E-commerce no Brasil cresce com força e acirra disputa entre marketplaces
Dados da edrone, analisando cerca de 700 lojas virtuais, indicam que janeiro de 2025 começou forte, com mais de R$ 155 milhões movimentados nos cinco principais segmentos monitorados (Moda, Casa e Jardim, Infantil, Saúde e Bem-estar, Alimentos e Bebidas).
O ponto mais relevante não é só o volume. É o “como”:
No primeiro trimestre de 2025, a fotografia fica ainda mais clara: pequenas e médias empresas passaram de R$ 1 bilhão em faturamento no período e, dentro da base monitorada pela edrone, cerca de 20% do faturamento foi impactado por automações e estratégias integradas.
Há um detalhe que interessa ao empresário: campanhas automatizadas tendem a performar muito melhor do que disparos genéricos porque acertam tempo, mensagem e produto. É o varejo no modo “Netflix”: o consumidor não quer catálogo, quer sugestão boa.
A Black Friday 2025 reforçou uma mudança estrutural: o “dia D” perdeu a exclusividade. Segundo a Confi Neotrust, o setor passou de R$ 10 bilhões entre 28/11 e 1/12, mas o mês inteiro (Black November) movimentou mais de R$ 30 bilhões até o dia 23.
Na prática, isso premia quem trabalha calendário, régua de relacionamento e execução contínua. Entre clientes da edrone no Brasil, ações iniciadas antes do pico geraram R$ 187,5 milhões em receita, com crescimento de 61% em relação a 2024, e maior protagonismo de canais instantâneos como SMS e WhatsApp em momentos críticos.
A leitura para 2026 é direta: novembro não é mais sprint. É maratona.
A inteligência artificial já deixou de ser um acessório. Ela virou infraestrutura do e-commerce moderno, com impacto direto em:
Um dado relevante citado no seu material: pesquisa da Ebit/Nielsen aponta que uma parcela expressiva de lojas virtuais já usa IA para otimizar operações e marketing. Essa “normalização” da IA tem um efeito colateral importante: o consumidor passa a esperar personalização. Quem não entrega, parece lento, genérico e caro.
O número de lojas virtuais cresceu muito desde 2020. Houve entrada de dezenas de milhares de empresas no digital e, segundo levantamentos citados (como BigDataCorp), o volume de operações online explodiu nos últimos anos.
Ao mesmo tempo, o comportamento do consumidor está cada vez mais “mobile first”. O consumo via celular já representa mais da metade das vendas em vários recortes de mercado, e marketplaces puxam essa dinâmica com aplicativos e recompra rápida.
Resultado: mais lojas, mais anúncios, mais ruído. O que diferencia uma marca não é só preço, é memória. E memória, no digital, se constrói com relacionamento, recorrência e experiência.
Se o mercado vai crescer e a concorrência também, o plano precisa ser menos “campanha” e mais “sistema”. Três frentes tendem a separar vencedores do pelotão:
O e-commerce brasileiro está crescendo, mas o crescimento “fácil” ficou para trás. A próxima fase é de maturidade, eficiência e inteligência. E, nesse novo jogo, a vantagem não está em gritar mais alto. Está em falar a coisa certa, para a pessoa certa, na hora certa.
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