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Economia da mensagem: WhatsApp vira principal canal das vendas diretas no Brasil
Publicado 26/12/2025 • 12:45 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 26/12/2025 • 12:45 | Atualizado há 4 semanas
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As vendas diretas vêm ganhando novo fôlego no fim do ano com o uso intensivo de ferramentas digitais como WhatsApp, redes sociais e Pix. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), cerca de 80% das vendas do setor já ocorrem pelo aplicativo de mensagens, ampliando oportunidades de renda extra para empreendedores independentes.
“A venda direta começou, de fato, há muitos anos no porta a porta, mas as ferramentas digitais já vêm sendo incorporadas há algum tempo e hoje têm um papel muito relevante”, afirmou Adriana Colloca, presidente executiva da ABEVD, em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Ela explicou que catálogos eletrônicos, atendimento personalizado e divulgação de produtos migraram para o ambiente digital, especialmente via WhatsApp.
Colloca afirmou durante a entrevista que plataformas como Instagram e TikTok passaram a funcionar como vitrines e espaços de demonstração. “Essas redes são usadas tanto para promover os produtos quanto para mostrar como utilizá-los, destacando conveniência e serviços”, afirmou. Segundo ela, o setor deixou de se concentrar apenas em cosméticos e passou a incluir vitaminas, suplementos, itens para casa, alimentos e bebidas.
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O relacionamento, base histórica da venda direta, segue central no modelo de negócios. “Normalmente a pessoa usa o produto, gosta e indica para sua rede de contatos. Isso continua sendo essencial”, disse Colloca. Ela ressaltou, no entanto, que esse vínculo não precisa mais ser exclusivamente presencial e pode acontecer por meio de aplicativos e redes sociais.
A executiva destacou que grupos de condomínio, redes de amigos e ambientes como faculdades se tornaram espaços frequentes para esse tipo de comércio. Colloca explicou que a ampliação dessas redes permite divulgar produtos e gerar renda a partir de relações já existentes, inclusive com pessoas que não estão fisicamente próximas.
Ao olhar para os próximos anos, Colloca avaliou que a digitalização seguirá como principal tendência do setor. “Quanto mais ativas forem as mídias sociais, mais a venda direta tende a crescer”, afirmou. Para ela, o avanço de influenciadores, a inovação em produtos e a busca por praticidade e conveniência devem manter o modelo em expansão até 2026.
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