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IA mais barata pode fortalecer economia, apesar da pressão sobre gigantes de tecnologia
Publicado 21/07/2026 • 18:23 | Atualizado há 57 minutos
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KEY POINTS
A corrida global pela inteligência artificial entrou em uma nova fase, marcada pela queda dos custos dos modelos e pelo avanço de soluções de código aberto, afirmou nesta terça-feira (21) Edney Souza, professor de tecnologia da ESPM, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Para ele, embora esse movimento pressione empresas que lideraram o boom da IA, a tendência é positiva para o restante da economia.
“Os Estados Unidos ainda defendem a ideia de que as pessoas vão pagar caro por inteligência artificial. A China já adotou outro paradigma: inteligência artificial gratuita ou muito barata para todos. Isso pode pressionar empresas como OpenAI e Anthropic, mas beneficia o mercado como um todo”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a disseminação de modelos mais acessíveis deve impulsionar ganhos de produtividade em diferentes setores, reduzindo os custos de adoção da tecnologia.
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Ao comentar as acusações de que empresas chinesas teriam utilizado técnicas de destilação para reproduzir modelos americanos de inteligência artificial, Souza afirmou que comprovar esse tipo de prática é tecnicamente complexo.
Segundo ele, o processo de destilação não copia diretamente os dados de treinamento dos modelos originais, mas utiliza as respostas geradas por essas inteligências para construir novos sistemas.
O professor também destacou que a relação entre Estados Unidos e China é marcada por forte interdependência tecnológica.
Na avaliação dele, muitas empresas americanas utilizam atualmente modelos chineses de código aberto porque os custos das APIs das grandes desenvolvedoras dos Estados Unidos ainda são elevados.
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“A indústria americana depende do que é produzido na indústria chinesa, assim como a indústria chinesa cresceu utilizando propriedade intelectual americana. É uma relação de dependência que ninguém gosta de admitir”, disse.
Para Souza, declarações públicas e acusações entre os dois países funcionam mais como instrumentos de negociação política do que como medidas que realmente interrompam essa integração.
O professor afirmou que a inteligência artificial segue um processo natural de comoditização, tornando-se cada vez mais barata e acessível.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, empresas como o Google possuem vantagem competitiva porque conseguem distribuir os custos da IA entre diversos serviços, como YouTube, Google Maps, Android e Google Workspace.
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Já companhias focadas exclusivamente em inteligência artificial, como OpenAI e Anthropic, dependem diretamente da venda de seus modelos para sustentar os investimentos.
Na avaliação de Souza, essas empresas precisarão encontrar novos modelos de negócios para manter a competitividade em um mercado com custos cada vez menores.
Ele ressaltou ainda que a redução do preço dos chips, os avanços em eficiência energética e os investimentos em novas fontes de energia também contribuem para diminuir o custo operacional da inteligência artificial.
Para o professor, o avanço dos modelos de código aberto representa uma oportunidade estratégica para países que não lideram o desenvolvimento da inteligência artificial.
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Segundo Souza, essas plataformas oferecem acesso a tecnologias de ponta e permitem que governos e empresas mantenham maior controle sobre seus próprios dados e infraestrutura.
Ele destacou que a Europa tem demonstrado forte apoio a esse modelo por enxergar a soberania tecnológica como prioridade, enquanto a China também busca ampliar a adoção internacional de soluções abertas.
Na avaliação do especialista, países como o Brasil podem se beneficiar dessa estratégia ao desenvolver aplicações próprias sobre modelos já disponíveis.
“Hoje não dá mais para pensar em negócios, ciência ou desenvolvimento sem inteligência artificial. O modelo open source permite que países como o Brasil tenham acesso às melhores tecnologias preservando sua soberania digital”, concluiu.
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