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IBM e Red Hat lançam Lightwell para melhorar infraestrutura de confiança do open source na era da I.A

Publicado 14/07/2026 • 21:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Lightwell chega com duas ofertas comerciais, a Network e a Clearinghouse Premier.
  • Ferramenta usa IA generativa para identificar, validar e corrigir vulnerabilidades em dependências críticas.
  • Iniciativa nasce de investimento de US$ 5 bilhões anunciado pela IBM e pela Red Hat em maio.
IBM Red Hat Lightwell

Divulgação IBM e Red Hat

IBM e Red Hat lançam Lightwell para melhorar infraestrutura de confiança do open source na era da I.A

O Lightwell, ferramenta desenvolvida pela IBM e pela Red Hat para remediação automatizada de vulnerabilidades em código aberto, ganhou nesta terça-feira (14) sua versão comercial.

Segundo as empresas, a solução já está disponível para todas as organizações e oferece acesso a um catálogo inicial de mais de 6.500 dependências de camada de aplicação remediadas, assinadas digitalmente e certificadas, em ecossistemas como Java e Python.

De acordo com a IBM e a Red Hat, o lançamento foi desenvolvido junto a instituições financeiras globais e chega dividido em duas ofertas comerciais.

Leia também: IBM: desempenho no trimestre foi afetado pela migração de clientes para hardwares de I.A.

Duas frentes de atuação

Segundo as empresas, o Lightwell Network cuida da remediação de vulnerabilidades em escala, enquanto o Lightwell Clearinghouse Premier funciona como intermediário para embargos protegidos de patches e para a coordenação de ameaças entre setores.

🔍 patch de segurança é uma atualização de software criada para corrigir falhas ou vulnerabilidades identificadas em um programa, sem alterar suas demais funcionalidades.

Investimento de US$ 5 bilhões sustenta o projeto

O Lightwell nasce de um compromisso de US$ 5 bilhões com a segurança de código aberto anunciado pelas empresas em maio. Segundo a IBM e a Red Hat, a iniciativa conta com mais de 20 mil engenheiros dedicados a supervisionar e ampliar os recursos de remediação de risco, orientados pela inteligência artificial do próprio Lightwell.

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Correções priorizam a origem do código

As empresas afirmam que a solução usa um mecanismo de remediação alimentado por IA generativa, que combina modelos de fronteira e de código aberto com a experiência de engenheiros para identificar, validar e corrigir vulnerabilidades em dependências incorporadas às arquiteturas modernas de software.

Segundo a Red Hat, o modelo segue a lógica de priorizar sempre a origem do código, com correções enviadas de volta à comunidade de código aberto para revisão e aprovação, o que evita a fragmentação dos projetos sem expor ambientes de produção a falhas.

Executivos comentam o lançamento

Matt Hicks, presidente e CEO da Red Hat, afirmou que o Lightwell representa uma mudança na forma como o setor protege softwares corporativos, ao combinar remediação automatizada com a tradição da companhia em engenharia. Segundo ele, o objetivo é oferecer a infraestrutura de confiança necessária para consumir código aberto de maneira segura e sustentável, no ritmo da inteligência artificial.

Rob Thomas, vice-presidente sênior de Software e diretor comercial da IBM, disse que as duas companhias oferecem às empresas correções certificadas que podem ser incorporadas diretamente aos sistemas já utilizados, sem necessidade de reestruturação ou interrupções. Segundo ele, viabilizar isso exige uma escala que a maioria das organizações não possui, com equipe de engenharia e sistemas de inteligência artificial trabalhando de forma contínua.

Escala do problema justifica a solução

Segundo a IBM e a Red Hat, o código aberto representa até 90% das bases de código corporativas atualmente em uso e foi responsável por 9,8 trilhões de downloads somente em 2025. As empresas apontam ainda o aumento no volume de softwares maliciosos criados com apoio de inteligência artificial como fator que reforça a necessidade da nova plataforma.

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