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Google perde pesquisadores de I.A para OpenAI e Anthropic; entenda o motivo

Publicado 14/07/2026 • 21:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Google perdeu pesquisadores seniores de inteligência artificial para concorrentes como Anthropic e OpenAI nas últimas semanas.
  • A chamada “Regra de Londres” ajuda a explicar por que pesquisadores ligados ao Google DeepMind, laboratório de I.A da companhia, estão migrando para empresas rivais.
  • Entre os nomes mais recentes que deixaram o Google estão Jonas Adler e Alexander Pritzel, pesquisadores apontados como peças importantes no desenvolvimento do Gemini, modelo de inteligência artificial generativa da empresa.
Google perde pesquisadores de I.A para OpenAI e Anthropic; entenda o motivo

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Google perde pesquisadores de I.A para OpenAI e Anthropic; entenda o motivo

O Google perdeu pesquisadores seniores de inteligência artificial para concorrentes como Anthropic e OpenAI nas últimas semanas. O movimento chamou atenção do setor porque a saída dos profissionais não estaria ligada apenas a salários ou cargos, mas também a um fator estratégico: a localização.

A chamada “Regra de Londres” ajuda a explicar por que pesquisadores ligados ao Google DeepMind, laboratório de I.A da companhia, estão migrando para empresas rivais.

O termo faz referência às regras trabalhistas do Reino Unido, principalmente aos acordos de não concorrência, que podem limitar quando um profissional começa a trabalhar em uma empresa concorrente.

Leia também: China é acusada de copiar tecnologia da OpenAI e da Anthropic; entenda

Segundo o The Times of India, como parte da liderança de pesquisa do DeepMind está baseada em Londres, a cidade se tornou um ponto importante nessa movimentação. Dessa forma, contratos, localização e mudanças no mercado de inteligência artificial passaram a influenciar as decisões de especialistas.

Pesquisadores do Gemini deixam Google rumo à Anthropic

Entre os nomes mais recentes que deixaram o Google estão Jonas Adler e Alexander Pritzel, pesquisadores apontados como peças importantes no desenvolvimento do Gemini, modelo de inteligência artificial generativa da empresa.

Adler atuava em projetos relacionados à programação com I.A, enquanto Pritzel trabalhava no treinamento dos modelos, etapa responsável por melhorar a capacidade dos sistemas de inteligência artificial.

Os dois profissionais devem seguir para a Anthropic, empresa responsável pelo Claude e uma das principais concorrentes do Google na corrida por modelos avançados.

Além deles, outros pesquisadores de destaque também deixaram a companhia. John Jumper, um dos líderes do AlphaFold e vencedor do Nobel de Química de 2024, está entre os profissionais que migraram para a Anthropic.

Já Noam Shazeer, um dos autores do artigo “Attention Is All You Need”, publicado em 2017 e considerado uma das bases da arquitetura Transformer, deixou o Google após mais de duas décadas para trabalhar na OpenAI.

O Google afirmou que continua confiante em sua capacidade de atrair e manter profissionais de alto nível na área de inteligência artificial.

Leia também: Disputa entre Apple e OpenAI mostra que IA virou batalha por conhecimento estratégico

Contratos no Reino Unido influenciam saída de especialistas

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Um dos fatores que ajudam a explicar as mudanças está na diferença entre as regras trabalhistas do Reino Unido e dos Estados Unidos.

No Reino Unido, contratos de não concorrência podem impedir que pesquisadores iniciem imediatamente uma nova função em empresas rivais. Já na Califórnia, onde estão grandes companhias de tecnologia, essas restrições têm aplicação limitada.

Esse cenário explica por que John Jumper, apesar de ter anunciado sua ida para a Anthropic, deve começar na nova empresa apenas no próximo ano. O período de espera estaria relacionado às obrigações contratuais.

A movimentação também envolve pesquisadores menos conhecidos. Arthur Conmy, por exemplo, anunciou que deixaria Londres para trabalhar na Anthropic em São Francisco, onde atuará com alinhamento de modelos de inteligência artificial.

Disputa por recursos aumenta pressão sobre Google

Além das questões contratuais, a concentração de recursos para desenvolver modelos avançados de I.A também influencia o movimento dos pesquisadores.

Lucas Beyer, pesquisador da área, observou que muitas das recentes saídas envolvem profissionais que construíram suas carreiras em Londres. Segundo ele, o centro de desenvolvimento de grandes modelos parece se aproximar cada vez mais de Mountain View, na Califórnia.

A fase de pré-treinamento, em que os modelos aprendem com grandes volumes de dados, exige alta capacidade computacional. Por isso, a distribuição desses recursos se tornou um indicador importante para pesquisadores avaliarem quais projetos recebem prioridade.

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Anthropic e OpenAI ampliam disputa por talentos

Além da geografia, o momento do mercado também favorece concorrentes do Google. Anthropic e OpenAI ampliam investimentos em inteligência artificial e buscam fortalecer suas equipes com especialistas experientes. Para pesquisadores seniores, oportunidades de participação em empresas em crescimento podem se tornar um atrativo adicional.

Uma análise da empresa de capital de risco SignalFire indicou que engenheiros do DeepMind tinham cerca de 11 vezes mais chances de migrar para a Anthropic do que o caminho inverso. O dado reforça a disputa crescente por profissionais especializados.

Apesar das saídas recentes, o Google mantém uma das maiores estruturas de pesquisa em inteligência artificial do mundo. Ainda assim, a movimentação mostra que a corrida pela liderança em I.A depende não apenas de tecnologia e investimentos, mas também da capacidade de manter os principais especialistas do setor.

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