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Preços do petróleo recuam após Trump abandonar taxa de proteção de 20% sobre o tráfego no Estreito de Ormuz

Conflito no Oriente Médio

Preços do petróleo recuam após Trump abandonar taxa de proteção de 20% sobre o tráfego no Estreito de Ormuz

Publicado 14/07/2026 • 16:01 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os preços do petróleo recuaram depois que o presidente Donald Trump abandonou sua exigência de que os navios pagassem uma taxa em troca da proteção dos EUA no Estreito de Ormuz.
  • Os preços estavam mais altos anteriormente, enquanto os EUA e o Irã disputam o controle do Estreito de Ormuz. Os EUA bombardearam alvos ao longo da costa iraniana, enquanto Teerã atacou petroleiros no estreito.
  • A Marinha dos EUA irá reimpor o bloqueio contra o Irã às 16h (horário do leste dos EUA).

Os preços do petróleo perderam força após atingirem as máximas da sessão nesta terça-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abandonou a exigência de que navios pagassem uma taxa de proteção de 20% para atravessar o Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, subiram 1,82%, para US$ 79,56 por barril. Já o Brent, referência internacional, avançou 1,98%, para US$ 84,95 por barril.

“Com base em conversas altamente produtivas com lideranças do Oriente Médio, decidi substituir a taxa de reembolso de 20% dos Estados Unidos por acordos comerciais e de investimento que os diversos Estados do Golfo farão com os Estados Unidos”, afirmou Trump em uma publicação na rede social Truth Social.

Na segunda-feira, o presidente havia exigido a cobrança da taxa como condição para que a Marinha dos EUA protegesse o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz. A situação de segurança na região se deteriorou na última semana, após ataques do Irã contra embarcações comerciais.

A proposta de Trump contrariava a posição histórica dos Estados Unidos contra a cobrança de tarifas no estreito. O Irã já tentou implementar taxas para garantir passagem segura de navios, mas concordou em não aplicar nenhuma cobrança durante 60 dias, conforme um acordo provisório firmado com Washington.

A Organização Marítima Internacional (IMO), agência ligada às Nações Unidas, também se opõe a tarifas obrigatórias no Estreito de Ormuz, considerando-as ilegais.

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O petróleo americano chegou a ser negociado acima de US$ 80 por barril no início do pregão, enquanto Estados Unidos e Irã disputavam o controle da região estratégica. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), Washington realizou ataques contra alvos na costa iraniana na segunda-feira para reduzir a capacidade de Teerã de atacar navios comerciais.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que suas forças atacaram dois superpetroleiros que atravessavam Ormuz com os transponders desligados. A empresa petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos, ADNOC, informou que dois de seus navios foram atingidos por projéteis durante a passagem pelo estreito, deixando um marinheiro morto e vários feridos.

O Centcom afirmou, em comunicado, que a Marinha dos Estados Unidos retomará o bloqueio contra o Irã às 16h (horário de Brasília) por ordem de Trump.

O banco Citi havia alertado que a proposta de Trump de impor tarifas sobre o transporte marítimo no Estreito de Ormuz aumentaria significativamente o risco de uma nova escalada militar.

“A possibilidade de o regime iraniano abandonar o memorando de entendimento até depois das eleições de meio de mandato nos EUA também aumentou, um cenário que provavelmente manteria os preços do petróleo elevados por mais tempo”, afirmou o banco em relatório divulgado nesta terça-feira.

Antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo passava pelo Estreito de Ormuz. O tráfego marítimo caiu depois que o Irã começou a atacar embarcações na rota no início de março, mas começou a se recuperar após o acordo provisório entre Washington e Teerã.

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