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Mark Zuckerberg anuncia plano da Meta para criar superinteligência pessoal
Publicado 10/08/2026 • 16:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/08/2026 • 16:15 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
Mark Zuckerberg apresentou um novo plano para o futuro da inteligência artificial na Meta. O executivo defendeu a criação de uma “superinteligência pessoal”, capaz de acompanhar cada usuário e atuar em tarefas como saúde, carreira, finanças, estudos e criação de conteúdo.
O plano também marca uma mudança importante na estratégia da empresa. Depois de restringir o acesso aos modelos mais avançados, a Meta pretende retomar o desenvolvimento de sistemas com código aberto por meio do Meta Superintelligence Labs.
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De acordo com o The Times of India, a Meta interrompeu a estratégia de tecnologia com código aberto em abril de 2026, quando lançou o Muse Spark, seu primeiro modelo de ponta. A decisão encerrou um compromisso de três anos com o desenvolvimento aberto da família Llama.
Entretanto, essa mudança durou apenas quatro meses. No novo comunicado, Zuckerberg reconheceu a força do ecossistema de código aberto e classificou a tentativa de restringi-lo como um erro.
A Meta construiu parte de sua presença no mercado de I.A justamente com modelos abertos. A família Llama ultrapassou 2 bilhões de downloads até o momento e criou uma grande comunidade de desenvolvedores.
Além das mudanças quanto ao acesso à tecnologia, a nova estratégia também prevê mudanças nas decisões da inteligência artificial. A Meta pretende criar uma estrutura independente na qual o conselho administrativo terá poder de veto sobre critérios de segurança e decisões relacionadas ao lançamento de modelos.
Zuckerberg afirma que pretende dividir a responsabilidade sobre a implementação da superinteligência. A empresa ainda não revelou quem ocupará as posições da nova estrutura.
Entretanto, apesar de ser apresentada como uma evolução importante, o executivo quer evitar que uma única empresa ou governo concentre um sistema de inteligência artificial muito superior às tecnologias atuais.
Mark Zuckerberg espera produzir um assistente pessoal capaz de acompanhar cada usuário durante todo o dia. O sistema entenderia objetivos individuais e poderia ajudar em áreas como relacionamentos, saúde, carreira e finanças.
A Meta também pretende ampliar o acesso a ferramentas de criação. Na visão do executivo, uma criança poderia transformar uma ideia em um programa ou vídeo em poucas horas com ajuda da inteligência artificial.
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Siga o Times | CNBCAlém disso, empreendedores poderiam iniciar negócios com equipes menores, enquanto estudantes e profissionais teriam acesso a professores personalizados. Na ciência, modelos abertos poderiam acelerar pesquisas biológicas e a descoberta de novos medicamentos.
Com isso, a empresa planeja ainda dividir o acesso em diferentes níveis. Um plano gratuito atenderia milhões de usuários, modelo já adotado na maioria dos chatbots. Já os planos pagos utilizariam um sistema de leilão para distribuir capacidade computacional conforme a demanda.
A Meta prevê investir entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões (R$ 737 bilhões) em 2026 para ampliar sua infraestrutura de inteligência artificial. A empresa também reúne 3,6 bilhões de usuários ativos e busca aumentar a influência no mercado com as novas tecnologias.
O anúncio da nova tecnologia também aborda os possíveis impactos negativos da superinteligência. Zuckerberg cita mudança em empregos, ataques cibernéticos, riscos biológicos, concentração de poder político e perda de controle humano sobre sistemas capazes de melhorar a própria tecnologia.
Na avaliação do executivo, a inteligência artificial pode criar novas oportunidades quando funcionar como uma ferramenta de invenção. Nesse cenário, pequenos negócios poderiam alcançar uma escala muito maior sem precisar contratar grandes equipes.
A Meta também promete iniciativas para reduzir o impacto de seus data centers. A empresa pretende criar acordos com comunidades próximas, com geração de empregos, investimentos em escolas e medidas para reduzir custos de energia.
Apesar dos riscos envolvendo a nova tecnologia e dos episódios recentes envolvendo as ferramentas atuais, a empresa busca recuperar o protagonismo no código aberto, ampliar o uso de agentes pessoais e aproveitar uma base de mais de 1,5 bilhão de usuários mensais da Meta.
Entretanto, o resultado dependerá dos próximos modelos do “Meta Superintelligence Labs”. Caso a empresa de Mark Zuckerberg combine o acesso à tecnologia e garantias de segurança, a companhia pode criar uma alternativa diferente das disponíveis no mercado.
Por outro lado, a distribuição de sistemas cada vez mais poderosos também aumenta os desafios de controle, privacidade e segurança. A Meta agora aposta que dividir o acesso à superinteligência representa um caminho mais seguro do que concentrar esse poder em poucas empresas.
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