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Muse, da Meta, dispara em downloads: como a IA se compara ao ChatGPT, Grok e Claude
Publicado 22/09/2026 • 19:30 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 22/09/2026 • 19:30 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: reprodução
O agente pessoal Muse, da Meta, tem liderado os rankings das lojas de aplicativos. Agora, o app precisa se tornar um hábito.
O Muse, assistente pessoal de inteligência artificial da Meta, ganhou espaço rapidamente entre os aplicativos do segmento. Lançado em 8 de setembro, o serviço ultrapassou o ChatGPT na lista de aplicativos gratuitos mais baixados para iPhone nos Estados Unidos e acumulou mais de 2,5 milhões de downloads até segunda-feira (21), segundo dados da Sensor Tower.
Nos primeiros cinco dias após o lançamento, o aplicativo registrou cerca de 730 mil downloads. Até segunda-feira, o Muse também estava à frente de concorrentes como Claude, da Anthropic, Grok, da xAI, e do próprio Meta AI.
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Apesar do crescimento acelerado, o ChatGPT ainda registrou mais downloads quando os serviços são comparados nos primeiros 13 dias após seus respectivos lançamentos.
De acordo com a Sensor Tower, o ChatGPT alcançou 3,1 milhões de downloads nos primeiros 13 dias. No mesmo período, o Muse passou de 2,5 milhões.
Já o Claude registrou cerca de 400 mil downloads, enquanto o Grok chegou a aproximadamente 200 mil. A comparação, porém, precisa considerar que os aplicativos tiveram lançamentos escalonados nas lojas da Apple e do Google, o que pode afetar os totais. No caso do Muse, cerca de 1,5 milhão de downloads ocorreram no iOS e 1,1 milhão no Android até segunda-feira.
A proposta do Muse vai além de responder perguntas ou gerar conteúdo. A Meta apresenta o aplicativo como um agente pessoal capaz de executar tarefas na internet em nome do usuário.
Entre os exemplos estão o preenchimento de formulários eletrônicos e a organização de caixas de entrada de e-mail. O aplicativo utiliza a família de modelos de inteligência artificial Muse Spark, desenvolvida pela Meta.
A analista da Bernstein Stacy Rasgon afirmou à CNBC que os primeiros casos de uso de agentes de I.A estavam concentrados principalmente entre pessoas mais familiarizadas com tecnologia. Segundo ela, ferramentas como o Muse podem ampliar o alcance desse tipo de serviço.
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Siga o Times | CNBCEmbora tenha uma versão gratuita, o Muse também conta com planos de assinatura de US$ 20 (aproximadamente R$ 102) ou US$ 100 (R$ 511) por mês, conforme o nível de utilização. A estratégia abre uma possibilidade de receita para a Meta ligada diretamente aos agentes de inteligência artificial, além do negócio de publicidade digital.
O desempenho inicial do aplicativo também ocorreu junto a uma alta de mais de 11% nas ações da Meta na segunda-feira. No mesmo dia, o Wells Fargo elevou para US$ 796 (R$ 4.071) sua meta de preço para os papéis da companhia.
Ainda assim, o crescimento inicial não garante que o aplicativo manterá o ritmo. Outros serviços de I.A tiveram forte procura após o lançamento e depois perderam força, como o Sora, da OpenAI, e o Vibes, da própria Meta.
O avanço do Muse também já provocou mudanças em plataformas externas. A Amazon bloqueou o acesso do agente ao seu site de compras, citando preocupações de privacidade e segurança. A empresa afirmou que não foi avisada previamente sobre o acesso do Muse e questionou a forma como o agente interage com recursos de personalização da experiência de compra.
Segundo a Amazon, o Muse aparentava capturar e armazenar credenciais de clientes e coletar dados de contas. A companhia defendeu que aplicativos de terceiros que realizam compras em nome dos consumidores devem atuar de forma transparente e respeitar as decisões das plataformas sobre esse tipo de acesso.
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A Shopify, por outro lado, anunciou uma parceria com a Meta. O CEO Tobias Lütke afirmou que a empresa trabalharia com o Muse para permitir o checkout automatizado em lojas online.
Com isso, o Muse ganhou rapidamente espaço entre os aplicativos de I.A, embora o ChatGPT ainda tenha registrado mais downloads na comparação dos primeiros 13 dias. O desempenho também coloca em evidência uma disputa que envolve não apenas a popularidade dos assistentes, mas a capacidade de agentes de I.A realizarem tarefas diretamente na internet.
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