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Por Nathalia Gimenes
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Publicado 22/06/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Freepik
O Brasil virou teste para a nova fase da Apple? Entenda a disputa por trás da App Store
A Apple começou a implementar na última quinta-feira (18) as mudanças exigidas pelo acordo firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), abrindo espaço para lojas de aplicativos e sistemas de pagamento alternativos no iPhone no Brasil.
A medida passa a valer com a chegada do iOS 26.5 e marca uma das transformações mais significativas já realizadas pela empresa em seu ecossistema móvel no país.
A mudança ocorre após meses de discussões entre a companhia e o órgão regulador brasileiro sobre possíveis restrições à concorrência dentro da App Store.
Na prática, desenvolvedores passam a ter novas opções para distribuir aplicativos e receber pagamentos sem depender exclusivamente da estrutura criada pela Apple.
O embate entre Apple e Cade gira em torno do controle exercido pela empresa sobre a distribuição de aplicativos para iPhones e iPads.
Durante anos, a App Store funcionou como a única porta de entrada oficial para aplicativos no sistema iOS, além de concentrar os mecanismos de pagamento utilizados para compras digitais.
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Para reguladores, esse modelo limita a concorrência e reduz as alternativas disponíveis para desenvolvedores e consumidores.
Já a Apple sustenta que o controle centralizado ajuda a garantir padrões elevados de segurança, privacidade e proteção contra fraudes.
O acordo firmado no Brasil representa mais um capítulo de uma discussão que também ocorre em outros mercados importantes, como Europa, Japão e Estados Unidos.
Com as novas regras, desenvolvedores poderão oferecer aplicativos por meio de lojas alternativas e utilizar sistemas próprios ou de terceiros para processar pagamentos de produtos e serviços digitais.
A Apple continuará cobrando taxas sobre determinadas transações digitais, mas os percentuais variam conforme a forma de distribuição e pagamento escolhida pelos desenvolvedores.
Segundo a empresa, a cobrança busca remunerar o uso de tecnologias, ferramentas e serviços disponibilizados para a criação e funcionamento dos aplicativos no ecossistema iOS.
As mudanças já podem ser incorporadas pelos desenvolvedores após a atualização do sistema operacional.
Ao anunciar as alterações, a Apple reforçou que a abertura do sistema cria novos desafios relacionados à segurança digital.
A companhia afirma que lojas alternativas e sistemas externos de pagamento podem ampliar a exposição dos usuários a golpes, fraudes e aplicativos maliciosos.
Como resposta, a empresa adotou mecanismos adicionais de proteção, incluindo processos de autenticação de aplicativos e exigências específicas para lojas de aplicativos que desejarem operar no ambiente iOS.
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A Apple também argumenta que experiências semelhantes em outros mercados permitiram a entrada de aplicativos que anteriormente não estavam disponíveis dentro das regras tradicionais da App Store.
Um dos pontos de maior destaque das novas regras envolve a proteção de crianças e adolescentes.
Aplicativos classificados na categoria infantil não poderão direcionar usuários para sites externos destinados à realização de pagamentos. A medida busca reduzir riscos de golpes e compras indevidas.
Além disso, aplicativos que utilizem sistemas alternativos de pagamento deverão oferecer mecanismos de controle parental para usuários menores de 18 anos. Em compras realizadas fora da infraestrutura da Apple, será necessária a autorização de um responsável.
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A empresa também trabalha em uma ferramenta que permitirá aos pais acompanhar e aprovar transações feitas por métodos alternativos de pagamento.
Embora as mudanças tenham sido implementadas para atender às exigências do Cade, especialistas do setor acompanham o caso com atenção por seu potencial impacto global.
O Brasil se tornou um dos mercados mais relevantes a exigir alterações estruturais no funcionamento da App Store.
Por isso, a forma como consumidores, desenvolvedores e a própria Apple se adaptarão ao novo cenário poderá servir como referência para futuras discussões regulatórias em outros países.
Mais do que uma atualização técnica, o acordo marca uma disputa maior sobre quem deve controlar o acesso aos aplicativos e aos pagamentos digitais dentro dos smartphones.
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O resultado dessa experiência brasileira poderá influenciar os próximos passos da Apple em um momento de crescente pressão internacional por mais concorrência nos ecossistemas digitais.
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