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O que é a fusão nuclear e por que o Google aposta nessa tecnologia?

Publicado 08/07/2026 • 23:59 | Atualizado há 45 minutos

KEY POINTS

  • Google anunciou investimento na Proxima Fusion, startup alemã que pretende construir a primeira usina de fusão nuclear comercial da Europa.
  • A fusão nuclear ocorre quando dois átomos de hidrogênio se combinam para formar um átomo de hélio, liberando uma grande quantidade de energia.
  • O investimento na Proxima Fusion faz parte do interesse contínuo do Google na fusão nuclear como uma possível fonte de energia estável, abundante e livre de carbono no longo prazo.
O que é a fusão nuclear e por que o Google aposta nessa tecnologia?

Foto: Pexels

O que é a fusão nuclear e por que o Google aposta nessa tecnologia?

O Google anunciou investimento na Proxima Fusion, startup alemã que pretende construir a primeira usina de fusão nuclear comercial da Europa. A empresa recebeu 411 milhões de euros, cerca de US$ 468 milhões, em uma rodada de financiamento que elevou sua avaliação para US$ 2,7 bilhões.

A aposta reforça o interesse da companhia de tecnologia em uma fonte de energia considerada estratégica para o futuro. Diferentemente das usinas nucleares atuais, que utilizam a fissão nuclear para dividir átomos, a fusão busca unir átomos leves para liberar grandes quantidades de energia.

Segundo a CNBC, embora pesquisadores e empresas considerem a fusão nuclear uma alternativa com potencial para gerar energia abundante e com baixa emissão de carbono, a tecnologia ainda não chegou à fase comercial. Por isso, empresas e pesquisadores trabalham para superar desafios técnicos antes da construção de usinas em larga escala.

Leia também: Google aposta em startup de fusão nuclear que mira primeira usina comercial da Europa

Como funciona a fusão nuclear?

A fusão nuclear ocorre quando dois átomos de hidrogênio se combinam para formar um átomo de hélio, liberando uma grande quantidade de energia. O processo é semelhante ao que acontece no interior do Sol, onde reações de fusão mantêm a produção de energia.

Atualmente, todas as usinas nucleares em operação utilizam a fissão nuclear, processo que divide átomos pesados para gerar eletricidade. Já a fusão segue um caminho diferente ao tentar reproduzir uma reação de união entre partículas.

O principal desafio está no controle do plasma, um estado da matéria que a reação produz e que pesquisadores precisam manter em condições extremas para permitir a produção contínua de energia.

Google amplia aposta na energia de fusão

O investimento na Proxima Fusion faz parte do interesse contínuo do Google na fusão nuclear como uma possível fonte de energia estável, abundante e livre de carbono no longo prazo.

A rodada foi liderada pela XTX Ventures e pela East X Ventures, com participação estratégica do Google e da empresa de energia RWE. Outros investidores, como Plural, UVC Partners, Balderton Capital e Cherry Ventures, também participaram.

Segundo Francesco Sciortino, cofundador e CEO da Proxima Fusion, a Europa disputa com Estados Unidos e China o desenvolvimento da primeira usina comercial de fusão nuclear. Além disso, para o executivo, o financiamento demonstra que a Europa tem capacidade de desenvolver tecnologias inovadoras e, ao mesmo tempo, criar empresas competitivas no setor energético.

Leia também: ‘O novo petróleo’: corrida por I.A. acelera pesquisas por fusão nuclear

Proxima Fusion aposta na tecnologia stellarator

A Proxima Fusion trabalha com a tecnologia stellarator, uma das principais abordagens estudadas para tornar a fusão nuclear viável. O modelo utiliza campos magnéticos para controlar o plasma e manter a reação em funcionamento.

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A empresa espera colocar seu demonstrador de fusão em operação no início da década de 2030. Esse equipamento será uma etapa de testes antes da construção de uma usina comercial, prevista para o fim da mesma década.

Com os novos recursos, a startup pretende ampliar a produção de cabos e ímãs supercondutores de alta temperatura (HTS), além de desenvolver sistemas de engenharia e fabricação necessários para os estelaradores.

Além disso, a Proxima informou que pretende contratar profissionais das áreas de engenharia, manufatura e operações para acelerar o desenvolvimento da tecnologia.

Corrida global pela fusão nuclear

Apesar de ser a startup de fusão nuclear mais financiada da Europa, a Proxima Fusion ainda está atrás de algumas empresas dos Estados Unidos em volume de investimentos.

A Commonwealth Fusion Systems (CFS) captou US$ 863 milhões em uma rodada recente, elevando seu financiamento total para US$ 2,9 bilhões, segundo dados citados pela CNBC.

Já a Helion Energy, apoiada por Sam Altman, levantou US$ 465 milhões e chegou a US$ 1,5 bilhão em financiamentos.

O Google também investe na Commonwealth Fusion Systems. Em 2025, a empresa assinou um contrato de fornecimento de energia com a startup para quando a primeira planta comercial estiver em funcionamento.

Leia também: Startup alemã Proxima Fusion levanta € 130 milhões para acelerar corrida pela energia de fusão nuclear

Por que o Google aposta na fusão nuclear?

A fusão nuclear é considerada uma das tecnologias mais promissoras para ampliar as opções de geração de energia no futuro. O interesse do Google está relacionado ao potencial da tecnologia como uma fonte estável e com baixa emissão de carbono.

No entanto, a própria empresa reconhece que transformar a fusão em uma solução comercial ainda é um processo complexo. A tecnologia precisa superar desafios científicos e de engenharia antes de chegar ao mercado.

Dessa forma, o investimento na Proxima Fusion mostra que grandes empresas estão participando da corrida global para desenvolver a fusão nuclear. Embora a primeira usina comercial ainda esteja prevista para a próxima década, a tecnologia já recebe bilhões em investimentos pela possibilidade de transformar a produção de energia no futuro.

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