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EXCLUSIVO CNBC: Poder computacional vira ‘novo petróleo’ com avanço da IA, diz presidente da OpenAI
Publicado 17/08/2026 • 20:25 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 17/08/2026 • 20:25 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O avanço da inteligência artificial está transformando o poder computacional em um recurso cada vez mais escasso e essencial para a economia, comparável ao papel desempenhado pelo petróleo, segundo Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI. Em entrevista à CNBC norte-americana, o executivo afirmou que a demanda pela tecnologia ainda tem amplo espaço para crescer à medida que a IA passa a solucionar problemas em diferentes áreas da atividade humana.
Para Brockman, a dimensão da infraestrutura necessária para sustentar essa expansão deve ser analisada a partir das aplicações que começam a surgir em diferentes setores. “Todos os aspectos do trabalho intelectual estão mudando”, afirmou, citando avanços em áreas como segurança cibernética, engenharia de software e pesquisa científica.
O executivo destacou que a transformação já pode ser observada no desenvolvimento de software. “A engenharia de software foi completamente transformada este ano”, disse. Na segurança cibernética, Brockman também vê uma aplicação “absolutamente crítica da IA” e acredita que haverá “um grande crescimento nessa área”.
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Brockman afirmou que as diferentes aplicações da inteligência artificial dependem de uma mesma base: capacidade para executar os modelos. “Todas essas aplicações que observamos são impulsionadas por um recurso fundamental, que é o poder computacional”, explicou.
É nesse contexto que o presidente da OpenAI compara a infraestrutura de computação a uma das commodities mais estratégicas da economia. “O poder computacional está se tornando o novo petróleo, o novo recurso escasso da era da inteligência artificial”, afirmou.
Na avaliação de Brockman, a justificativa econômica para ampliar essa infraestrutura está diretamente relacionada à quantidade de problemas que a tecnologia pode resolver. “Você precisa acreditar que a demanda por soluções é ilimitada, certo? Isso é algo em que acredito”, declarou.
O executivo apontou a própria expansão da OpenAI como uma demonstração dessa procura. “Possuímos 1 bilhão de usuários no ChatGPT e 2 milhões de clientes empresariais também”, destacou.
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O aumento do uso de agentes de IA também reforça essa percepção. Segundo Brockman, “a profundidade do uso, à medida que as pessoas começaram a usar agentes, está simplesmente saindo dos gráficos”.
Além das aplicações empresariais, Brockman destacou o potencial da inteligência artificial para acelerar descobertas científicas. Segundo ele, a OpenAI divulgou recentemente resultados em que seus modelos conseguiram solucionar 10 problemas matemáticos antigos que desafiaram pesquisadores durante décadas.
“Considere esse nível de capacidade aplicado à biologia e à ciência dos materiais. Tudo isso está começando a se concretizar”, afirmou o presidente da OpenAI.
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Para Brockman, empresas que começam a utilizar essas ferramentas percebem rapidamente possibilidades que antes não estavam ao alcance. “Você começa a perceber que pode se mover de maneiras mais ambiciosas do que pensava anteriormente”, explicou.
O executivo também afirmou que a companhia enxerga uma continuidade no avanço das capacidades dos modelos. “Vemos o formato do futuro, pois esse modelo exponencial, essa curva de capacidade continua”, disse.
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Siga o Times | CNBCSegundo Brockman, a OpenAI possui um roteiro no qual “as capacidades continuarão a aumentar de maneiras significativas”, com potencial para gerar valor em diferentes atividades. “Trata-se, na verdade, de conseguir agregar valor a todos os aspectos do esforço humano e ajudar a capacitar as pessoas a realizarem mais”, acrescentou.
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Para ele, a perspectiva sobre o potencial econômico da tecnologia está diretamente ligada à capacidade humana de encontrar novos usos para essas ferramentas. “Se você acredita na criatividade humana, na ambição humana, então, em última análise, você tem que acreditar no poder do que a IA fornecerá”, afirmou.
O avanço das capacidades dos modelos também amplia os desafios relacionados à segurança. Questionado sobre um recente incidente envolvendo um modelo da OpenAI e a plataforma Hugging Face, Brockman afirmou que a companhia tratou o episódio com seriedade.
“Nós levamos isso extremamente a sério”, disse. Segundo ele, nas semanas seguintes ao episódio, a OpenAI realizou uma análise detalhada do ocorrido e decidiu elevar os controles aplicados aos treinamentos de seus modelos mais avançados.
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O episódio representou, segundo Brockman, um momento em que a companhia percebeu que precisava reforçar suas medidas. “É um momento real em que percebemos a necessidade de elevar o nível”, afirmou, acrescentando que a possibilidade de desafios dessa natureza já era considerada pela empresa: “Isso não nos surpreende fundamentalmente. Sempre previmos que esse momento chegaria”.
A reação incluiu mudanças no cronograma de desenvolvimento. “Nós realmente adiamos nossos treinamentos de fronteira para assegurar que tenhamos os níveis adequados de controle implementados”, revelou Brockman.
Na avaliação do presidente da OpenAI, o aumento da capacidade dos modelos traz simultaneamente benefícios econômicos e riscos que precisam ser administrados. “Esses modelos são tão capazes e é uma faca de dois gumes”, afirmou.
Essa capacidade exige controles durante o desenvolvimento e depois que os sistemas entram em funcionamento. Segundo Brockman, “precisamos garantir que tenham alinhamento durante o treinamento e que sejam monitorados de forma robusta”.
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Ao mesmo tempo, é justamente a capacidade crescente dos modelos que sustenta seu potencial econômico. “Isso também significa que eles são tão úteis, certo? E é daí que vem esse valor econômico, porque eles são capazes de resolver problemas dessas maneiras novas”, explicou.
Questionado especificamente sobre a possibilidade de retirar controles dos modelos durante os treinamentos, Brockman afirmou que a companhia busca garantir que as salvaguardas façam parte do próprio processo de desenvolvimento. “Estamos assegurando que haja alinhamento durante esse processo de treinamento. Absolutamente”, respondeu.
Para o executivo, capacidade e segurança não podem ser tratadas como dimensões independentes da inteligência artificial. “Acredito que esse alinhamento é inegociável. Investimos nisso há anos como parte integrante. Não se separa capacidade de segurança e alinhamento. São uma coisa só”, concluiu.
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