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Entrelinhas de Mercado: “Cada pessoa terá seu próprio agente de IA”, diz Luiz Tonisi, CEO da Qualcomm
Publicado 04/08/2026 • 21:18 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 04/08/2026 • 21:18 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
A próxima etapa da evolução da inteligência artificial será marcada pela descentralização do processamento, com modelos executados diretamente em celulares, computadores, veículos e outros dispositivos conectados, segundo Luiz Tonisi, CEO da Qualcomm na América Latina. Em entrevista nesta terça-feira (4) ao Entrelinhas de Mercado, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo afirmou que a estratégia permitirá ampliar a eficiência, reduzir custos e reforçar a segurança dos dados, tornando a IA mais acessível para consumidores e empresas.
Tonisi explicou que a Qualcomm vem ampliando sua atuação muito além dos smartphones e aposta em uma arquitetura híbrida, na qual parte do processamento ocorre nos data centers e outra parte diretamente nos equipamentos utilizados pelos usuários.
“Todos reconhecem que a tokenização e a tecnologia blockchain são reais. Estamos criando soluções para que os clientes movimentem informações em tempo real, com mais eficiência e disponibilidade, mas a grande transformação virá quando a inteligência artificial estiver distribuída pelos dispositivos”, afirmou.
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Segundo ele, essa estratégia reduz a dependência de grandes centros de processamento e melhora o tempo de resposta das aplicações.
“Um carro não pode esperar que uma informação vá até um data center e volte para decidir se deve frear. Esse processamento precisa acontecer no próprio equipamento, em milissegundos”, explicou.
Para Tonisi, a inteligência artificial caminhará para um modelo em que diferentes dispositivos compartilharão o processamento das aplicações.
Segundo ele, essa arquitetura permitirá reduzir o custo por processamento, ampliar a eficiência energética e democratizar o acesso à tecnologia.
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“Nossa visão é democratizar os tokens. Quanto mais processamento conseguirmos distribuir entre celulares, câmeras, computadores e outros dispositivos, menor será o custo total da inteligência artificial”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCO executivo destacou que esse modelo também fortalece a privacidade das informações. “Há empresas que não querem seus dados na nuvem. Elas querem que tudo permaneça dentro da própria estrutura. Para isso, é indispensável que exista capacidade de processamento local”, disse.
Na avaliação de Tonisi, os próximos anos serão marcados pela popularização dos chamados agentes de inteligência artificial, que acompanharão os usuários em diferentes equipamentos. “Cada pessoa terá seu próprio agente de IA. Ele estará no celular, no computador, no carro, nos óculos inteligentes e acompanhará o usuário em qualquer dispositivo”, afirmou.
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O executivo também acredita que a evolução dos robôs humanoides acelerará a transformação do mercado de trabalho. “O grande choque para a humanidade acontecerá quando tivermos robôs acessíveis e com alta eficiência energética. Não estamos longe disso”, disse.
Ao comentar o papel do Brasil na economia digital, Tonisi afirmou que o país ainda se destaca mais como consumidor do que como desenvolvedor de tecnologias fundamentais.
Segundo ele, ampliar a produção de propriedade intelectual será decisivo para elevar a competitividade nacional. “Quando um país cria propriedade intelectual, cria também os empregos mais qualificados, fortalece universidades, desenvolve empresas e gera riqueza”, afirmou.
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O executivo também defendeu um ambiente regulatório que estimule a inovação. “A regulação prematura pode impedir que novas tecnologias amadureçam. Primeiro é preciso permitir que elas evoluam. Depois, quando necessário, discutir como regulamentá-las”, concluiu.
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