Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Ciberataques e falhas de sistemas ameaçam a Black Friday, que deve movimentar R$ 13,3 bilhões no e-commerce em 2026
Publicado 07/11/2026 • 17:15 | Atualizado há 17 minutos
Ameaças falsas de bomba contra voos desafiam autoridades da Europa e cada desvio pode custar até US$ 250 mil a uma companhia aérea
Trump diz que EUA fizeram “ataques menores” ao Irã enquanto mísseis atingem a ilha de Qeshm
Microsoft planeja reduzir parcerias com empresas de neocloud em meio a sinais de desaceleração nos investimentos em infraestrutura de IA
Suspeito de espionagem da OpenAI se declara inocente
Trump anuncia Stephen Miller como substituto de Susie Wiles no cargo de chefe de gabinete da Casa Branca
Publicado 07/11/2026 • 17:15 | Atualizado há 17 minutos
KEY POINTS
Pablo de Luca /Estadão Conteúdo
Black Friday
Entre a escolha do produto e o pagamento, a Black Friday põe à prova a capacidade tecnológica do varejo. Um site que trava, um estoque que não atualiza ou uma transação que não conclui podem desperdiçar em segundos o investimento feito para levar o cliente até a loja, e os ciberataques ampliam esse risco.
A pressão sobre os sistemas aumenta com a expectativa de vendas. A projeção da Confi, por meio da Neotrust, em parceria com o E-Commerce Brasil, é que o comércio eletrônico brasileiro movimente R$ 13,3 bilhões de quinta-feira (26) a domingo (29), alta de 20,7% sobre o mesmo período de 2025.
Leia também: Quais setores da economia podem ganhar ou perder com a mudança no Congresso dos EUA?
Além disso, a experiência digital pesa na decisão de compra. A pesquisa Abandono de Carrinho 2026, do Opinion Box, mostra que 62% dos entrevistados afirmam que sites demorados os levam a buscar outra opção.
Preparar a operação para a demanda também exige medir o custo de atender cada venda. Se as despesas com tecnologia crescerem sem controle durante a campanha, parte do faturamento adicional é consumida pela própria operação. Para a Zadara, o primeiro passo é avaliar a capacidade tecnológica, identificar gargalos e dar previsibilidade aos custos em diferentes cenários de demanda.
“Isso exige capacidade para suportar picos de demanda, segurança nas transações e controle dos custos, preservando a experiência do cliente e a rentabilidade do negócio”, afirma Dirval Junior, diretor comercial da Zadara.
| Ponto de falha | Risco | Medida citada |
|---|---|---|
| Pagamentos e loja virtual | Interrupção das transações e perda de vendas | Segmentação de redes, controle de acessos, inteligência de ameaças e monitoramento por centro de operações de segurança |
| Dados entre sistemas | Lentidão e falta de atualização de estoques e pedidos | Governança de dados por políticas em todas as cargas de trabalho |
| Chaves criptográficas | Processos antigos que atrasam a proteção dos pagamentos | Gestão segura das chaves e criptoagilidade |
| Credenciais e acessos | Invasão por uso indevido de acessos privilegiados | Autenticação multifator, revisão de permissões e monitoramento de acessos críticos |
| Pessoas | Phishing e engenharia social com uso de inteligência artificial | Conscientização contínua de funcionários e consumidores |
| Resposta e recuperação | Retomada fora de ordem e demora na decisão | War room com várias áreas, simulações, testes de restauração e ordem de recuperação dos sistemas |
Por sua vez, um ataque durante a campanha pode interromper pagamentos, tirar a loja virtual do ar e comprometer a integração entre lojas, estoques e centros de distribuição. Além das vendas perdidas, o varejista fica sujeito a exposição de dados, custos de recuperação e danos à reputação.
Segundo Guilherme Marcial, diretor de marketing e vendas da Teletex, uma arquitetura que combine segmentação de redes, controle de acessos, inteligência de ameaças (CTI) e monitoramento contínuo por um Centro de Operações de Segurança (SOC) ajuda a antecipar riscos e conter ataques antes que atinjam toda a operação.
A iTProtect acrescenta que o monitoramento em tempo real, com SOC/MDR em alerta contínuo e apoio de inteligência artificial, identifica padrões anômalos e bloqueia ameaças à medida que surgem. Para Willy Andersen, diretor técnico da empresa, é preciso definir antes quem recebe os alertas, quem autoriza medidas de contenção e quais serviços devem ser preservados. “Durante o pico, a demora para tomar uma decisão pode ampliar o impacto de um incidente”, diz.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCJá a gestão das informações sobre produtos, clientes e pedidos precisa funcionar entre diferentes sistemas, mesmo com o aumento simultâneo de consultas e transações. Na avaliação da Everpure, a preparação deve considerar tanto os sistemas que registram as compras quanto as aplicações que analisam esses dados durante a campanha.
“A Black Friday concentra a demanda mensal ou anual em apenas alguns dias, exercendo uma pressão significativa sobre a capacidade de gerenciamento de dados dos varejistas”, afirma Cláudio Tancredi, country manager da Everpure no Brasil.
Na área de pagamentos, a Futurex lembra que o varejo convive com ambientes que reúnem diversas chaves criptográficas, e cada uma precisa ser criada, distribuída, armazenada, trocada e controlada com segurança. Segundo Rafael Silva, diretor de negócios da empresa, muitos desses processos carregam etapas construídas ao longo de décadas, e a criptoagilidade se propõe a dar rapidez a esses entraves em períodos de maior pressão.
Por outro lado, parte dos golpes mira as pessoas. Para Glauco Sampaio, CEO da Beephish, o aumento da atividade online e o senso de urgência dos consumidores elevam o risco na Black Friday. Segundo ele, o uso de inteligência artificial por criminosos tornou golpes de phishing e engenharia social mais sofisticados, a ponto de imitar comunicações legítimas do varejo.
Sampaio defende que as empresas passem a gerir também o risco das pessoas, com conscientização contínua de funcionários e consumidores. “O clique precipitado em uma oferta falsa pode comprometer toda a operação”, alerta.
O acesso privilegiado é outra porta de entrada. “Os cibercriminosos nem sempre procuram uma vulnerabilidade técnica para entrar em um ambiente. Em muitos casos, o caminho mais rápido está no comprometimento de credenciais ou no uso indevido de acessos privilegiados”, afirma Marco Machado, diretor de Distribuição da WDC Networks. Ele recomenda gestão de identidades com autenticação multifator, revisão contínua de permissões e monitoramento dos acessos críticos, já que aumenta o número de integrações, fornecedores e equipes na operação.
Em caso de ransomware, a Add Value recomenda testar não só sistemas e backups, mas a reação das pessoas. Thiago Marques, diretor de Desenvolvimento de Negócios Cibersegurança da empresa, defende uma war room com representantes de TI, segurança, financeiro, jurídico, logística e áreas de negócio, com responsabilidades e critérios de decisão definidos, além de simulações com fornecedores de tecnologia.
Se houver interrupção, a ordem de recuperação dos sistemas pesa tanto quanto a disponibilidade dos dados. O retorno do site, por exemplo, não basta para retomar as vendas se os serviços de estoque e pedidos seguirem fora do ar. Para a Commvault, a recuperação deve ser medida pela capacidade de voltar a receber e processar pedidos.
“Ter um backup é parte da preparação; testar a recuperação permite avaliar a capacidade de retomar a operação após um incidente”, afirma Marcos Gomes, diretor-geral da companhia.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Celular de Vorcaro tem 316 registros com Moraes e indica possível encontro antes da prisão
2
Antes de virar alvo de operação do Ministério Público do PR, QI Tech já havia sofrido derrota na Justiça em processo sobre pirâmide financeira
3
Fundos ligados à QI Tech entram no radar de operação contra lavagem e sonegação
4
QI Tech, ligada a fundos investigados por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, já foi citada em negociações envolvendo Master e Reag
5
‘Master paraguaio’: Santiago Peña pede mais 72 horas para apresentar defesa em processo de impeachment no Paraguai