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Tecnologia transforma turismo em experiência imersiva e muda forma de viajar, diz Igor Lopes

Publicado 20/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • Igor Lopes afirma que inteligência artificial, realidade aumentada e conectividade estão redefinindo a experiência turística global.
  • Notável do Times Brasil destaca que destinos e parques aceleram investimentos em atrações tecnológicas e experiências imersivas.
  • Turismo de negócios também impulsiona transformação, com Miami se consolidando como hub tecnológico voltado à América Latina.

A tecnologia deixou de funcionar apenas como suporte operacional no turismo e passou a integrar diretamente a experiência de viagem, segundo avaliação de Igor Lopes, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Em participação ao vivo nesta quarta-feira (20) no jornal Real Time, diretamente de um dos principais eventos globais do setor, realizado na Flórida, ele disse que o turismo atravessa uma das maiores transformações das últimas décadas.

Talvez o turismo esteja passando por um dos momentos mais importantes de transformação em muito tempo”, afirmou Igor ao comentar o avanço de ferramentas como inteligência artificial, realidade aumentada, conectividade extrema, atrações imersivas e automação dentro da indústria do turismo.

Segundo ele, o mercado global de turismo cresceu cerca de 10% entre 2024 e 2025, embora os Estados Unidos tenham registrado queda de aproximadamente 5% no número de visitantes. O principal impacto veio do Canadá, que reduziu em cerca de 22% o envio de turistas ao país no período. Já o Brasil manteve estabilidade, com leve alta de 0,3%. “O brasileiro continua gostando de vir para os Estados Unidos”, ressaltou.

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Experiência vira atração

Igor Lopes destacou que grandes destinos turísticos passaram a investir fortemente em experiências tecnológicas para aumentar imersão, engajamento e permanência do visitante.

Entre os exemplos citados, ele mencionou a Sphere, em Las Vegas, considerada um dos maiores símbolos atuais da integração entre turismo e tecnologia. “Não é só uma arena de shows”, afirmou ao comentar a estrutura equipada com milhões de LEDs e experiências visuais imersivas.

Segundo ele, a própria tecnologia virou atração turística. O comentarista citou ainda o túnel subterrâneo criado pela Boring Company, empresa de Elon Musk, que conecta o centro de convenções de Las Vegas ao aeroporto por meio de carros autônomos. “Por si só, isso já é uma atração”, observou.

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Outro destaque apresentado por Igor foi um aplicativo de realidade aumentada utilizado em Palm Beach, que permite aos visitantes apontarem o celular para pontos turísticos e receberem informações interativas e elementos virtuais voltados especialmente ao público infantil. “Para a criança, acaba ficando algo muito lúdico”, explicou.

Parques aceleram inovação

Na avaliação de Igor Lopes, parques temáticos e atrações turísticas passaram a competir não apenas por visitantes, mas principalmente pela atenção e pela experiência oferecida.

Eles já entenderam que a concorrência hoje é pela atenção e também pela experiência”, afirmou ao comentar os investimentos da United Parks & Resorts, empresa responsável pela marca SeaWorld.

O comentarista destacou a nova atração Expedition Odyssey como exemplo dessa transformação, combinando narrativa, projeções, movimentos sincronizados e simuladores avançados. Segundo ele, empresas do setor já trabalham com planejamentos tecnológicos para os próximos dez anos.

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Eles têm um pipeline de desenvolvimento de novos produtos e atrações pelos próximos 10 anos”, ressaltou.

Igor também chamou atenção para tecnologias invisíveis ao visitante, como sistemas de monitoramento por inteligência artificial capazes de analisar fluxo de pessoas, filas e comportamento do público em tempo real. “Tem câmeras para ver o tamanho de uma fila e automaticamente aumentar o número de atendentes”, explicou.

Conectividade virou prioridade

Segundo Igor Lopes, a conectividade passou a ser parte fundamental da experiência turística moderna, especialmente diante do impacto das redes sociais no comportamento dos viajantes.

Não adianta nada você estar acima das antenas de celular e seu celular não pegar para postar um story”, afirmou ao comentar a importância da infraestrutura digital em atrações turísticas.

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Ele citou como exemplo o observatório Chicago 360, em Chicago, que utiliza tecnologia para garantir sinal de celular mesmo em áreas elevadas da estrutura. “O prédio funciona como uma antena de celular”, destacou.

Na avaliação do comentarista, turismo, games e entretenimento audiovisual estão se aproximando cada vez mais. “O turismo está bebendo da fonte da indústria de games e da indústria cinematográfica”, observou.

IA vira concierge virtual

Igor Lopes afirmou ainda que a inteligência artificial começa a assumir funções antes realizadas por guias turísticos e atendentes tradicionais.

Segundo ele, plataformas de turismo em cidades como Nova York já utilizam assistentes virtuais baseados em IA para responder perguntas, indicar atrações, informar horários e sugerir restaurantes em tempo real. “É quase um guia turístico do seu lado”, explicou.

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O comentarista também destacou o crescimento do turismo de negócios impulsionado pelo setor de tecnologia, especialmente em Miami, cidade que vem se consolidando como hub estratégico voltado à América Latina.

Muitas empresas de tecnologia estão vindo para Miami exatamente porque a cidade virou um hub de conexão para a América Latina”, afirmou.

Durante a reportagem, Igor exibiu entrevista com David Whitaker, CEO e presidente do Greater Miami Convention & Visitors Bureau, que afirmou que Miami vem atraindo conferências ligadas a fintechs, blockchain, criptomoedas e investimentos internacionais.

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Segundo Whitaker, empresas passaram a enxergar Miami como porta de entrada estratégica para mercados latino-americanos. “As pessoas estão expandindo seus negócios para Miami por causa do talento, da localização e da relação cultural com o Brasil e a América do Sul”, destacou.

Ao concluir a participação, Igor afirmou que destinos turísticos passaram a vender experiências completas integradas à tecnologia. “Tecnologia e turismo estão andando cada vez mais juntos”, concluiu.

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