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Turismo de luxo aposta em dados, sustentabilidade e experiências discretas, diz Igor Lopes
Publicado 06/05/2026 • 14:01 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 06/05/2026 • 14:01 | Atualizado há 3 horas
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A nova geração do turismo de luxo está cada vez mais ligada à personalização por dados, à sustentabilidade e a experiências menos ostensivas, segundo Igor Lopes, colunista de inovação e notável do Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC. Durante cobertura de um evento do setor realizado na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, ele afirmou que o conceito de luxo mudou e passou a incorporar tecnologia de forma quase invisível ao consumidor.
Segundo ele, o chamado ‘quiet luxury’ vem substituindo a lógica tradicional da ostentação por experiências mais discretas e personalizadas. “Você não precisa mais ser um outdoor ambulante para mostrar que tem uma marca”, destacou durante sua participação no Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quarta-feira (6).
Na avaliação do especialista, o comportamento dos consumidores também mudou em relação às viagens. “Não é mais aquela ideia de fazer quatro roteiros por dia; o luxo agora está ligado a calma, conforto e conexão com o ambiente”, ressaltou.
Igor Lopes afirmou que a tecnologia se tornou peça central para hotéis e resorts de alto padrão entenderem o comportamento dos clientes. “Aquela pulseirinha usada em resorts é um mar de informações para quem está do outro lado da mesa”, explicou.
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Segundo ele, ferramentas de geolocalização e consumo permitem mapear hábitos dos hóspedes durante a estadia. “O hotel consegue saber se você passou mais tempo na piscina, no spa, no restaurante ou consumindo bebidas”, observou.
Na avaliação do especialista, o uso dessas informações ajuda a criar experiências mais personalizadas em futuras visitas. “Se você consumiu muita água com gás ou chocolate, o quarto já estará preparado com esses itens na próxima hospedagem”, apontou.
Ele destacou que o objetivo do luxo contemporâneo é justamente surpreender o cliente antes mesmo de uma solicitação explícita. “Luxo também é entregar algo que a pessoa nem estava esperando naquele momento”, frisou.
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Ao comentar a implementação obrigatória da versão digital da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em hotéis e pousadas do Brasil, Igor afirmou que o setor ganhou uma nova fonte estratégica de informações. “Agora o mercado precisa usar esses dados a favor do cliente”, disse.
Segundo ele, a digitalização abre espaço para cruzamento de dados e desenvolvimento de serviços mais eficientes e personalizados. “Antes, essas informações ficavam no papel; agora existe potencial real de inteligência sobre comportamento do hóspede”, destacou.
Igor Lopes afirmou que sustentabilidade se tornou um dos principais temas debatidos no setor de turismo de luxo. “É um dos assuntos mais fortes do evento”, ressaltou.
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Segundo ele, hotéis, redes de resorts e empresas de cruzeiros vêm ampliando investimentos em práticas ambientais e certificações internacionais. “Hoje existem selos como GSTC, Green Globe e Green Key sendo utilizados para certificar operações mais sustentáveis”, explicou.
O especialista citou como exemplo o Juma Amazon Lodge, na Amazônia, que passou a operar com energia solar e armazenamento em baterias. “O hotel consegue funcionar por até três dias sem incidência de sol”, destacou.
Ele também mencionou iniciativas em hotéis de Cancún voltadas para mitigação dos impactos causados pelo avanço do sargaço nas praias mexicanas. “Toda a indústria turística está olhando para sustentabilidade porque isso passou a fazer parte do valor do negócio”, afirmou.
Segundo Igor Lopes, o turismo corporativo também passou a pressionar hotéis e centros de convenções por práticas ambientais mais rígidas. “As empresas procuram espaços que tenham certificações ambientais porque isso entra na conta ESG delas também”, observou.
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Ele destacou ainda a fala de Leonel Reyes, diretor corporativo para a América Latina da PanAmerican Hotels, sobre o aumento da demanda por operações sustentáveis no segmento corporativo. “Os grupos de convenções estão olhando cada vez mais para o impacto ambiental que deixam nos destinos”, destacou Reyes.
Igor Lopes afirmou que o setor de cruzeiros também acelerou mudanças operacionais ligadas à sustentabilidade e aos impactos ambientais. “Os navios marítimos já usam placas solares, sistemas de tratamento de esgoto e tecnologias de eficiência energética”, explicou.
Segundo ele, empresas passaram a investir até mesmo na redução do ruído dos motores para diminuir impactos sobre a fauna marinha.
No caso dos cruzeiros fluviais, o desafio envolve a redução do nível dos rios em diferentes regiões do mundo. “Existe muita engenharia sendo feita para que os navios tenham calado menor e consigam operar em rios mais rasos”, destacou.
Igor também afirmou que embarcações fluviais vêm ampliando o uso de energia terrestre nos portos e fortalecendo vínculos com comunidades locais. “Muitos cruzeiros compram alimentos frescos diretamente de populações ribeirinhas e utilizam guias da própria região”, pontuou.
O especialista citou ainda a declaração de João Miranda, da AmaWaterways, sobre o desenvolvimento de embarcações adaptadas às mudanças ambientais. “Os navios foram construídos com calado menor para navegar melhor em águas rasas e consumir menos combustível”, explicou Miranda.
Para Igor Lopes, o turismo de luxo vive um momento de transformação estrutural. “Viajar com um olhar mais sustentável acaba trazendo um significado diferente para a experiência”, concluiu.
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