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Turismo em parques nacionais bate recorde e movimenta mais de R$ 40 bilhões no Brasil
Publicado 09/05/2026 • 12:28 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 09/05/2026 • 12:28 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
O avanço da visitação em parques nacionais e outras unidades de conservação federais impulsionou a economia brasileira em 2025. Segundo levantamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o turismo nesses espaços movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas no País e gerou R$ 20,3 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB). A atividade também sustentou mais de 332,5 mil postos de trabalho.
As 175 unidades de conservação federais abertas à visitação receberam, juntas, 28,5 milhões de visitantes no ano passado, maior resultado desde o início da série histórica, em 2000.
Os parques nacionais concentraram a maior parte do fluxo, somando 13,6 milhões de visitas, acima dos 12,5 milhões registrados no ano anterior. Segundo o ICMBio, o crescimento está ligado à melhoria no monitoramento da visitação, aos investimentos em infraestrutura e serviços, à inclusão de novas áreas no sistema e à valorização dos ambientes naturais no período pós-pandemia.
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O estudo aponta ainda que cada R$ 1 investido no ICMBio gera R$ 16 em valor agregado ao PIB e R$ 2,30 em arrecadação tributária.
A atividade turística nas unidades de conservação arrecadou quase R$ 3 bilhões em impostos, valor superior ao dobro do orçamento total do órgão responsável pela gestão dessas áreas.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os números mostram o potencial econômico das áreas protegidas. Segundo ele, desde 2023, o governo federal criou e ampliou 20 unidades de conservação, totalizando mais de 1,7 milhão de hectares.
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“As Unidades de Conservação não são fundamentais apenas para a regulação dos ciclos hidrológicos e do clima, proteção da biodiversidade e do controle do desmatamento, mas contribuem expressivamente para o desenvolvimento da nossa economia em bases sustentáveis”, afirmou Capobianco.
O presidente do ICMBio, Mauro Pires, afirmou que os resultados reforçam o papel estratégico do turismo ambiental para o desenvolvimento regional.
“Tivemos recorde de visitação e dados robustos de geração de emprego, renda e arrecadação”, declarou. Segundo ele, os números reforçam que investimentos em conservação ambiental e em experiências em áreas naturais geram benefícios econômicos e sociais.
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O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, liderou o ranking das unidades mais visitadas em 2025, com mais de 4,9 milhões de visitantes.
O parque abriga o Cristo Redentor e reúne atrações como Pedra da Gávea, Pedra Bonita, Vista Chinesa e Pico da Tijuca, além da trilha Transcarioca.
Na segunda posição aparece o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, com 2,2 milhões de visitas. Além das Cataratas do Iguaçu, o parque ampliou atividades voltadas ao turismo, incluindo cicloturismo, astroturismo, passeios de barco e visitas noturnas para observação da lua cheia.
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O Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, ficou em terceiro lugar, com 1,3 milhão de visitantes. O destino reúne pontos turísticos como Pedra Furada, Árvore da Preguiça e os manguezais do Rio Guriú, além de atividades ligadas ao kitesurf.
Entre as demais categorias de unidades de conservação, a liderança ficou com a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina, que registrou 9,05 milhões de visitas.
O levantamento incorporou pela primeira vez dados do Monumento Natural do Rio São Francisco, entre Bahia e Sergipe, que recebeu 1,17 milhão de visitantes.
O estudo utilizou o modelo internacional Tourism Economic Model for Protected Areas (TEMPA), reconhecido pela Unesco e pelo Banco Mundial para medir os impactos econômicos do turismo em áreas protegidas.
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Além do turismo convencional, o ICMBio informou que as unidades de conservação também recebem visitantes interessados em educação ambiental, pesquisa científica, observação de aves e vida silvestre, trilhas, escaladas e experiências junto a comunidades tradicionais.
O órgão destacou ainda que o aumento da visitação amplia desafios relacionados à gestão das áreas protegidas, como equilíbrio entre uso público e conservação ambiental, ampliação da infraestrutura e monitoramento dos impactos sobre os ecossistemas.
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