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Governo dos EUA libera venda de superchip de IA da Nvidia para a China; entenda
Publicado 13/01/2026 • 22:28 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 13/01/2026 • 22:28 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Andrew Caballero / AFP
Donald Trump e Xi Jinping durante encontro na Coreia do Sul, em 30/10/205
O governo do presidente Donald Trump deu sinal verde nesta terça-feira (13) para a venda à China do segundo chip de inteligência artificial mais poderoso da Nvidia, o H200. A decisão estabelece um novo conjunto de regras que deve destravar os embarques do produto, mesmo diante das fortes preocupações de parlamentares americanos mais críticos em relação a Pequim.
Pelas novas diretrizes, os chips vão passar por avaliação de um laboratório independente, que vai confirmar as capacidades técnicas em inteligência artificial do equipamento antes da liberação para exportação. Além disso, a China não poderá receber mais de 50% do volume total de chips vendidos aos clientes americanos.
A Nvidia também terá de certificar que há oferta suficiente de chips H200 no mercado dos Estados Unidos. Já os compradores chineses precisarão comprovar a existência de “procedimentos adequados de segurança” e se comprometer a não utilizar os chips para fins militares. Essas exigências não haviam sido estabelecidas anteriormente.
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Procuradas pela Reuters, a Nvidia e a embaixada da China em Washington ainda não se manifestaram.
Em dezembro de 2025, Trump anunciou que permitiria a venda dos chips em troca de uma taxa de 25% a ser paga ao governo americano. A medida provocou críticas de parlamentares dos dois partidos, que alertam para o risco de a tecnologia reforçar a capacidade militar de Pequim e reduzir a vantagem competitiva dos Estados Unidos em inteligência artificial.
Para Jay Goldberg, analista da Seaport Research, os limites impostos representam um compromisso que impõe restrições às vendas da Nvidia para a China, mas que pode ser difícil de fiscalizar.
“Como já vimos, empresas chinesas encontram maneiras de ter acesso a esses chips, e o governo americano parece bastante transacional na política de exportação”, afirmou Goldberg. “Em outras palavras, isso parece um curativo: uma tentativa temporária de cobrir a grande lacuna entre os formuladores de política de exportação dos EUA.”
Segundo a Reuters, empresas de tecnologia chinesas já fizeram pedidos de mais de 2 milhões de chips H200, vendidos a cerca de US$ 27 mil cada. O volume supera com folga o estoque atual da Nvidia, estimado em aproximadamente 700 mil unidades.
Durante a feira de tecnologia CES, em Las Vegas, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que a empresa está acelerando a produção dos chips diante da forte demanda tanto da China quanto de outros mercados. A pressão tem elevado os preços de locação desses chips em data centers de computação em nuvem.
Saif Khan, ex-diretor de tecnologia e segurança nacional do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca no governo Joe Biden, avaliou que a nova regra tende a ampliar de forma significativa a capacidade de inteligência artificial da China.
“A regra permitiria a entrada de cerca de dois milhões de chips avançados como o H200 na China, volume equivalente ao poder computacional hoje disponível em uma grande empresa americana de IA”, disse Khan. Ele também alertou para dificuldades na fiscalização das exigências de verificação dos clientes, que buscam impedir o uso indevido da tecnologia.
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Essas preocupações levaram o governo de Joe Biden a proibir a venda de chips avançados de IA para a China. Já a gestão Trump, liderada pelo responsável pela política de inteligência artificial da Casa Branca, David Sacks, defende que permitir essas exportações desestimula empresas chinesas (como a Huawei) a intensificar esforços para competir com os chips mais avançados da Nvidia e da AMD.
Ao anunciar a liberação das vendas no mês passado, Trump afirmou que as exportações ocorreriam “sob condições que garantam a manutenção da segurança nacional”.
Ainda assim, persistem dúvidas sobre o grau efetivo de restrições que o governo americano vai impor aos embarques, e sobre a disposição de Pequim em autorizar a comercialização interna desses chips.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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