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Uso de chatbots de I.A está ligado à crença em desinformação sobre vacinas, aponta estudo
Publicado 03/07/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/07/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Canva
Uso de chatbots de I.A está ligado à crença em desinformação sobre vacinas, aponta estudo
Um estudo divulgado na última terça-feira (30) pela organização de pesquisa em saúde KFF revelou que adultos dos Estados Unidos que recorrem frequentemente a ferramentas de inteligência artificial para obter orientações sobre saúde apresentam maior tendência a acreditar em informações falsas relacionadas a vacinas.
O levantamento foi realizado em maio com 2.480 adultos e buscou entender como diferentes fontes de informação influenciam a percepção pública sobre imunização.
Os resultados mostram que pessoas que utilizam chatbots de inteligência artificial para buscar informações de saúde ao menos uma vez por semana demonstram níveis mais elevados de adesão a mitos já desmentidos pela ciência.
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A associação permaneceu mesmo após os pesquisadores considerarem fatores como idade, raça, escolaridade e posicionamento político dos entrevistados, segundo o The Guardian.
O estudo não conclui que a inteligência artificial seja a causa direta dessas crenças, mas aponta uma correlação significativa entre o uso frequente dessas ferramentas e a aceitação de informações incorretas sobre vacinação.
Entre os usuários frequentes de inteligência artificial para assuntos de saúde, 35% afirmaram acreditar que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola pode causar autismo em crianças. Entre aqueles que nunca utilizam I.A para buscar orientações médicas, o percentual foi de 20%.
O levantamento também identificou que 29% dos usuários ocasionais dessas ferramentas compartilham da mesma crença.
A alegação de que a vacina tríplice viral provoca autismo foi amplamente desacreditada pela comunidade científica.
A origem dessa teoria remonta a um estudo publicado na década de 1990, posteriormente retirado da literatura científica após a comprovação de falhas e irregularidades em suas conclusões.
A pesquisa encontrou resultados semelhantes em relação a outros mitos envolvendo vacinas. Entre os entrevistados que utilizam I.A regularmente para temas de saúde, 29% acreditam que vacinas baseadas em tecnologia de RNA mensageiro podem alterar o DNA humano. Entre os que não recorrem a essas ferramentas, o índice cai para 20%.
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Outro dado chamou atenção dos pesquisadores. Cerca de 22% dos usuários frequentes de I.A afirmaram acreditar que a vacina contra o sarampo representa mais riscos do que a própria doença. Entre os não usuários, o percentual foi de 15%.
O estudo mostrou que a disseminação de informações incorretas não está restrita às ferramentas de inteligência artificial.
Pessoas que utilizam redes sociais semanalmente para obter informações sobre saúde também demonstraram maior propensão a acreditar em conteúdos falsos sobre vacinação.
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Nesse grupo, 37% consideram verdadeira a ligação entre a vacina tríplice viral e o autismo. Entre aqueles que não recorrem às redes sociais para esse tipo de consulta, o índice foi de 16%.
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Siga o Times | CNBCOs pesquisadores observaram que tanto as plataformas sociais quanto os sistemas de inteligência artificial podem funcionar como canais de exposição a conteúdos enganosos ou imprecisos.
Os pesquisadores destacaram que a pesquisa não investigou quais sistemas de inteligência artificial foram utilizados pelos entrevistados.
Como diferentes plataformas operam com modelos distintos e possuem mecanismos próprios de resposta, os níveis de precisão podem variar significativamente.
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A preocupação com a influência da I.A na formação de opiniões sobre saúde pública vem crescendo nos últimos anos, à medida que milhões de pessoas passam a utilizar essas ferramentas como alternativa aos mecanismos tradicionais de busca na internet.
Dados citados pela pesquisa indicam que a procura por informações médicas já representa uma parcela importante da atividade online.
Estimativas da Universidade de Georgetown apontam que cerca de 5% de todas as buscas realizadas no Google estão relacionadas à saúde, enquanto aproximadamente 77% das pessoas utilizam mecanismos de pesquisa para entender novos diagnósticos médicos.
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A pesquisa identificou diferenças importantes entre os grupos que buscam informações de saúde em redes sociais e aqueles que recorrem à inteligência artificial.
Pessoas com renda mais baixa e menor nível de escolaridade tendem a utilizar mais as redes sociais para tirar dúvidas relacionadas à saúde.
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Já o uso de ferramentas de I.A aparece com maior frequência entre indivíduos com ensino superior e em famílias com renda anual superior a US$ 90 mil.
O estudo surge em um momento de expansão do uso da inteligência artificial para consultas sobre saúde e bem-estar.
Uma pesquisa anterior da própria KFF, divulgada em março, apontou que aproximadamente um terço dos adultos americanos já utiliza ferramentas de I.A para buscar informações médicas.
O crescimento dessa prática também foi reconhecido pelas empresas do setor. Segundo a OpenAI, perguntas relacionadas à saúde estão entre os temas mais frequentes feitos por usuários do ChatGPT em todo o mundo.
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Apesar da popularização dessas ferramentas, especialistas continuam alertando para a necessidade de verificar informações médicas em fontes confiáveis e profissionais qualificados, especialmente em temas sensíveis como vacinas, prevenção de doenças e tratamentos de saúde.
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