CNBC

EXCLUSIVO CNBC: Trump diz que “muralha de aço” em Ormuz impediu navios de chegar ao Irã

Tecnologia & Inovação

Uso de chatbots de I.A está ligado à crença em desinformação sobre vacinas, aponta estudo

Publicado 03/07/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Entre aqueles que nunca utilizam IA para buscar orientações médicas, o percentual foi de 20%.
  • Nesse grupo, 37% consideram verdadeira a ligação entre a vacina tríplice viral e o autismo.
  • O crescimento dessa prática também foi reconhecido pelas empresas do setor.

Foto: Canva

Uso de chatbots de I.A está ligado à crença em desinformação sobre vacinas, aponta estudo

Um estudo divulgado na última terça-feira (30) pela organização de pesquisa em saúde KFF revelou que adultos dos Estados Unidos que recorrem frequentemente a ferramentas de inteligência artificial para obter orientações sobre saúde apresentam maior tendência a acreditar em informações falsas relacionadas a vacinas.

O levantamento foi realizado em maio com 2.480 adultos e buscou entender como diferentes fontes de informação influenciam a percepção pública sobre imunização.

Os resultados mostram que pessoas que utilizam chatbots de inteligência artificial para buscar informações de saúde ao menos uma vez por semana demonstram níveis mais elevados de adesão a mitos já desmentidos pela ciência.

Leia também: Brasil tem até hoje para contestar tarifaço dos EUA

A associação permaneceu mesmo após os pesquisadores considerarem fatores como idade, raça, escolaridade e posicionamento político dos entrevistados, segundo o The Guardian.

O estudo não conclui que a inteligência artificial seja a causa direta dessas crenças, mas aponta uma correlação significativa entre o uso frequente dessas ferramentas e a aceitação de informações incorretas sobre vacinação.

Mito sobre autismo

Entre os usuários frequentes de inteligência artificial para assuntos de saúde, 35% afirmaram acreditar que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola pode causar autismo em crianças. Entre aqueles que nunca utilizam I.A para buscar orientações médicas, o percentual foi de 20%.

O levantamento também identificou que 29% dos usuários ocasionais dessas ferramentas compartilham da mesma crença.

A alegação de que a vacina tríplice viral provoca autismo foi amplamente desacreditada pela comunidade científica.

Leia também: EXCLUSIVO TIMES | CNBC — PRÉ-CANDIDATOS 2026: senador Flávio Bolsonaro visita sede da emissora, concede entrevista e se reúne com lideranças empresariais

A origem dessa teoria remonta a um estudo publicado na década de 1990, posteriormente retirado da literatura científica após a comprovação de falhas e irregularidades em suas conclusões.

Outras informações falsas

A pesquisa encontrou resultados semelhantes em relação a outros mitos envolvendo vacinas. Entre os entrevistados que utilizam I.A regularmente para temas de saúde, 29% acreditam que vacinas baseadas em tecnologia de RNA mensageiro podem alterar o DNA humano. Entre os que não recorrem a essas ferramentas, o índice cai para 20%.

Leia também: Vini Jr. x Neymar: quem vale mais? Veja o ranking dos jogadores mais caros da Seleção Brasileira

Outro dado chamou atenção dos pesquisadores. Cerca de 22% dos usuários frequentes de I.A afirmaram acreditar que a vacina contra o sarampo representa mais riscos do que a própria doença. Entre os não usuários, o percentual foi de 15%.

Redes sociais também apresentam forte influência

O estudo mostrou que a disseminação de informações incorretas não está restrita às ferramentas de inteligência artificial.

Pessoas que utilizam redes sociais semanalmente para obter informações sobre saúde também demonstraram maior propensão a acreditar em conteúdos falsos sobre vacinação.

Leia também: Planejar não basta: a liderança precisa sustentar a complexidade

Nesse grupo, 37% consideram verdadeira a ligação entre a vacina tríplice viral e o autismo. Entre aqueles que não recorrem às redes sociais para esse tipo de consulta, o índice foi de 16%.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Os pesquisadores observaram que tanto as plataformas sociais quanto os sistemas de inteligência artificial podem funcionar como canais de exposição a conteúdos enganosos ou imprecisos.

Estudo não avaliou quais plataformas foram utilizadas

Os pesquisadores destacaram que a pesquisa não investigou quais sistemas de inteligência artificial foram utilizados pelos entrevistados.

Como diferentes plataformas operam com modelos distintos e possuem mecanismos próprios de resposta, os níveis de precisão podem variar significativamente.

Leia também: Muito além do futebol: veja os negócios de Cristiano Ronaldo

A preocupação com a influência da I.A na formação de opiniões sobre saúde pública vem crescendo nos últimos anos, à medida que milhões de pessoas passam a utilizar essas ferramentas como alternativa aos mecanismos tradicionais de busca na internet.

Dados citados pela pesquisa indicam que a procura por informações médicas já representa uma parcela importante da atividade online.

Estimativas da Universidade de Georgetown apontam que cerca de 5% de todas as buscas realizadas no Google estão relacionadas à saúde, enquanto aproximadamente 77% das pessoas utilizam mecanismos de pesquisa para entender novos diagnósticos médicos.

Leia também: Apostas esportivas lideram golpes no futebol e concentram 75% das fraudes, aponta pesquisa

Perfis dos usuários são diferentes

A pesquisa identificou diferenças importantes entre os grupos que buscam informações de saúde em redes sociais e aqueles que recorrem à inteligência artificial.

Pessoas com renda mais baixa e menor nível de escolaridade tendem a utilizar mais as redes sociais para tirar dúvidas relacionadas à saúde.

Leia também: Nova geração do PlayStation mira novos hábitos de consumo dos gamers

Já o uso de ferramentas de I.A aparece com maior frequência entre indivíduos com ensino superior e em famílias com renda anual superior a US$ 90 mil.

Uso de IA para saúde cresce rapidamente

O estudo surge em um momento de expansão do uso da inteligência artificial para consultas sobre saúde e bem-estar.

Uma pesquisa anterior da própria KFF, divulgada em março, apontou que aproximadamente um terço dos adultos americanos já utiliza ferramentas de I.A para buscar informações médicas.

O crescimento dessa prática também foi reconhecido pelas empresas do setor. Segundo a OpenAI, perguntas relacionadas à saúde estão entre os temas mais frequentes feitos por usuários do ChatGPT em todo o mundo.

Leia também: Espanha registra mais de mil mortes relacionadas ao calor em junho

Apesar da popularização dessas ferramentas, especialistas continuam alertando para a necessidade de verificar informações médicas em fontes confiáveis e profissionais qualificados, especialmente em temas sensíveis como vacinas, prevenção de doenças e tratamentos de saúde.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Tecnologia & Inovação

Taylor Swift transforma carreira em império bilionário e se torna a mais rica da história Conheça o país que está atraindo gigantes da I.A dos EUA e da China ao mesmo tempo A I.A está encarecendo sua vida por 4 motivos invisíveis; descubra A corrida da I.A está deixando I.A, notebooks e consoles mais caros? As 10 empresas mais inovadoras da Europa O carro sem motorista da Amazon: como funciona o novo robotáxi da Zoox O mundo ficou mais dependente da I.A? O que o número de usuários do ChatGPT revela Madonna, Shakira e BTS podem atrasar final da Copa do Mundo; entenda Formato inédito, guerra e tensões migratórias marcam a Copa do Mundo de 2026 Copa do Mundo 2026: veja o valor de mercado das 5 seleções mais valiosas