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Temu, da China, direciona usuários para produtos ‘locais’ após Trump fechar brecha fiscal
Publicado 06/02/2025 • 08:13 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 06/02/2025 • 08:13 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
Thomas Fuller / SOPA Images via Reuters Connect
A varejista online chinesa Temu tem destacado mais produtos em seu aplicativo que podem ser enviados a partir de armazéns nos Estados Unidos, após a decisão do presidente Donald Trump de revogar uma popular isenção fiscal.
A exceção, conhecida como de minimis, existe há quase um século e tem sido usada por muitas empresas de e-commerce para enviar mercadorias avaliadas em menos de US$ 800 para os EUA sem pagar impostos. No sábado, Trump suspendeu a isenção como parte de um novo pacote de tarifas, que inclui um imposto adicional de 10% sobre produtos chineses.
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O de minimis impulsionou o crescimento explosivo da Temu e da Shein nos EUA, permitindo que as empresas evitassem taxas sobre remessas de baixo valor e mantivessem seus preços extremamente baixos em itens como calçados, roupas, móveis e eletrônicos.
Com o fim da isenção tarifária, a Temu aumentou significativamente a promoção de vendedores que possuem estoque em armazéns nos EUA, em vez de produtos enviados diretamente da China. Uma análise das listagens na seção “Ofertas Relâmpago” da Temu mostra que a maioria dos produtos agora tem o selo verde de “local”.
Ao priorizar estoques locais, os produtos da Temu não apenas chegam mais rápido ao consumidor, como a empresa também reduz sua dependência de vendedores que enviam diretamente da China. Apesar de os produtos estarem armazenados nos EUA, muitas listagens indicam que os itens são vendidos por empresas baseadas na China.
Representantes da Temu não responderam a pedidos de comentário.
A promoção de produtos armazenados nos EUA coloca a Temu em concorrência mais direta com Amazon, eBay e Walmart, que também trabalham com vendedores chineses que enviam produtos para seus armazéns no exterior.
No ano passado, a Amazon percebeu o crescimento acelerado da Temu e da Shein nos EUA e lançou sua própria loja de produtos acessíveis, chamada Haul.
A Temu, que pertence à varejista chinesa PDD Holdings, começou a cadastrar vendedores com estoque nos EUA em março. Até julho, cerca de 20% das vendas da Temu nos EUA vinham desses vendedores, e não de comerciantes baseados na China, segundo a empresa de pesquisa de mercado Marketplace Pulse.
Temu, Shein e outras empresas chinesas de e-commerce estão tentando minimizar os impactos das novas exigências alfandegárias. A situação se tornou ainda mais caótica na noite de terça-feira, quando o Serviço Postal dos EUA (USPS) anunciou abruptamente a suspensão de pacotes vindos da China e de Hong Kong “até novo aviso”.
Menos de 12 horas depois, o USPS reverteu a decisão e retomou a aceitação de pacotes dessas regiões. A agência também afirmou que trabalharia com a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) para “implementar um mecanismo eficiente de cobrança das novas tarifas sobre produtos chineses, garantindo o mínimo de interrupção na entrega de pacotes”.
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Siga o Times | CNBCA incerteza gerou volatilidade no preço das ações da PDD, que caíram 6% na segunda-feira, subiram 8% na terça e recuaram mais de 3% na quarta-feira.
Críticos da regra de minimis afirmam que ela deu uma vantagem injusta às empresas chinesas de e-commerce e permitiu um fluxo de pacotes “com documentação e inspeção mínimas”, levantando preocupações sobre produtos falsificados e inseguros.
Outros defendem a manutenção da isenção, argumentando que sua revogação sobrecarregaria os agentes alfandegários e aumentaria os custos para o governo.
“Em algum momento, haverá 3 milhões desses pacotes se acumulando por dia, e a alfândega fará o seu melhor, mas não tem estrutura suficiente”, disse Hugo Pakula, CEO da empresa de conformidade da cadeia de suprimentos Tru Identity. “Eles terão que fazer dez vezes mais inspeções nesta semana do que na semana passada.”
A CBP informou que processou mais de 1,3 bilhão de remessas de minimis em 2024. Um relatório de 2023 do Comitê Especial da Câmara sobre o Partido Comunista Chinês concluiu que Temu e Shein são “provavelmente responsáveis” por mais de 30% das remessas de minimis que entram nos EUA.
A Shein também tem investido no mercado americano. A empresa abriu centros de distribuição em estados como Illinois e Califórnia em 2022, além de um hub de cadeia de suprimentos em Seattle no ano passado. Segundo a Shein, a instalação em Seattle ajudará a “localizar operações e acelerar os prazos de entrega para os consumidores americanos”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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