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Azul fecha acordo sobre dívidas tributárias de quase R$ 3 bi e ações disparam no Ibovespa
Publicado 06/01/2025 • 12:57 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 06/01/2025 • 12:57 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
As ações da Azul (AZUL4) disparam nesta segunda-feira (6) no Ibovespa, após a companhia aérea confirmar um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) sobre dívidas tributárias
Por volta das 12h30, as ações preferenciais da companhia disparavam 10,93%, cotadas a R$ 4,16.
“O impacto para as companhias é que elas deixam de gastar com o pagamento de dívidas e podem usar esse dinheiro para investir. Aumentar sua malha aérea, seus investimentos em aeronaves. Ajuda a companhia a ter uma saúde financeira melhor”, disse o analista de economia Rodrigo Loureiro, no jornal Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Em comunicado divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Azul informou que “o acordo tem por objetivo reestruturar o passivo fiscal da Azul e envolveu uma readequação do montante devido e um reperfilamento do cronograma de pagamento”.
De acordo com a companhia aérea, o valor total dos débitos renegociados no acordo é de cerca de R$ 2,9 bilhões, sendo que tal valor será deduzido em mais de R$ 1,8 bilhão ante a conversão de depósitos judiciais, utilização de prejuízos fiscais e efetivas reduções no valor dos juros, multas e encargos referentes aos créditos tributários.
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Siga o Times | CNBCAlém disso, o saldo remanescente, após tais deduções, será cumprido no período de 60 meses para os débitos previdenciários e em 120 meses para os demais débitos.
Na semana passada, a Gol também informou que fechou um termo de transação individual com a PGFN e a RFB para solucionar débitos fiscais, abrangendo tributos previdenciários, não previdenciários e outras obrigações tributárias que soma cerca de R$ 5,5 bilhões.
Pelo acordo, a Gol afirma que poderá parcelar os débitos e obter descontos sobre multas, juros e encargos. Além disso, a companhia aérea informa que parte do saldo devedor poderá ser abatido utilizando prejuízos fiscais e base de cálculo negativa de CSLL.
Ainda segundo a empresa, o acordo não afetará o endividamento líquido e está em conformidade com seu plano de reestruturação protocolado no dia 29 de novembro de 2024, no âmbito de sua recuperação judicial que está em curso na Justiça americana.
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