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Honda encerra o ano fiscal com prejuízo operacional e líquido

Publicado 14/05/2026 • 12:33 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • A Honda Motor Co. encerrou o ano fiscal de 2026 com prejuízo operacional e líquido após registrar perdas bilionárias relacionadas à revisão de sua estratégia de veículos elétricos (EVs).
  • A montadora japonesa reportou receita de 21,8 trilhões de ienes no período encerrado em março de 2026, alta de 0,5% na comparação anual.
  • Apesar do crescimento da receita, a Honda registrou prejuízo operacional de 414,3 bilhões de ienes e prejuízo líquido atribuível aos acionistas de 423,9 bilhões de ienes.
Fachada da Honda.

Divulgação Honda.

Fachada da Honda.

A Honda Motor Co. encerrou o ano fiscal de 2026 com prejuízo operacional e líquido após registrar perdas bilionárias relacionadas à revisão de sua estratégia de veículos elétricos (EVs), em um momento de forte transformação da indústria automotiva global e aumento da pressão competitiva, especialmente na China.

A montadora japonesa reportou receita de 21,8 trilhões de ienes no período encerrado em março de 2026, alta de 0,5% na comparação anual. Apesar do crescimento da receita, a Honda registrou prejuízo operacional de 414,3 bilhões de ienes e prejuízo líquido atribuível aos acionistas de 423,9 bilhões de ienes.

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O principal fator por trás do resultado negativo foi o reconhecimento de 1,57 trilhão de ienes em perdas ligadas à reorganização da estratégia de eletrificação. O impacto incluiu baixas contábeis de ativos e equipamentos relacionados a EVs, custos adicionais e perdas acumuladas em projetos de eletrificação.

Dados do balanço refletem ajustes na estratégia global de veículos elétricos, devido mudanças nas condições de mercado, da intensificação da concorrência, principalmente de fabricantes chineses, e da necessidade de reavaliar investimentos e cronogramas de desenvolvimento.

Apesar do prejuízo contábil, a Honda destacou que sua operação principal permaneceu lucrativa. Excluindo os impactos extraordinários ligados aos EVs, o lucro operacional ajustado da companhia atingiu 1,039 trilhão de ienes no ano fiscal.

A divisão de motocicletas voltou a ser o principal motor de resultados da empresa. A receita do segmento cresceu 10,8%, para 4,01 trilhões de ienes, enquanto o lucro operacional avançou para 731,9 bilhões de ienes, com margem próxima de 18%. As vendas globais chegaram a 22,1 milhões de unidades, alta de 1,5 milhão na comparação anual.

Em contraste, o negócio automotivo foi fortemente impactado. A divisão de automóveis registrou prejuízo operacional de 1,41 trilhão de ienes no período. As vendas de automóveis caíram para 3,38 milhões de unidades no ano fiscal, redução de 329 mil veículos em relação ao exercício anterior. A retração foi forte na China, onde as montadoras japonesas vêm enfrentando pressão de fabricantes de veículos elétricos.

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A companhia também alertou para o impacto crescente das tarifas comerciais nos Estados Unidos. Para o ano fiscal de 2027, a Honda estima impacto negativo de aproximadamente 650 bilhões de ienes decorrente de tarifas.

A empresa projeta, ainda para 2027, a retomada da lucratividade, com expectativa de receita de 23,15 trilhões de ienes, lucro operacional de 500 bilhões e lucro líquido de 260 bilhões. A companhia também prevê novas perdas relacionadas à eletrificação, estimadas em 500 bilhões de ienes.

Mesmo diante desse cenário, a previsão é que os investimentos de capital saltem de 751 bilhões de ienes para 1,25 trilhão no próximo ano fiscal, enquanto os gastos com pesquisa e desenvolvimento permanecerão acima de 1,17 trilhão de ienes.

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