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Senado aprova MP do frete sem piso salarial de R$ 5 mil para caminhoneiros
Publicado 15/07/2026 • 10:20 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 15/07/2026 • 10:20 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Foto: Divulgação / Comunicação ANTT
ANTT atualiza tabela de frete com diesel fixado em R$ 7,35 por litro e aciona gatilho legal de revisão previsto em lei
O Senado aprovou nesta terça-feira (14) a Medida Provisória que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário no país. A proposta seguiu para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem o piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros de longa distância, retirado do texto pelos senadores.
O valor havia sido incluído durante a tramitação na comissão mista que analisou a matéria e mantido na votação da Câmara dos Deputados. No Senado, porém, o dispositivo foi considerado estranho ao conteúdo original da MP e por isso excluído.
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Assim, a exigência de existir um piso para o frete continua valendo. A diferença é que caberá a acordos e convenções coletivas de trabalho, e não ao Congresso Nacional, fixar o valor aplicável aos motoristas profissionais de longa distância.
A retirada do trecho partiu de um pedido dos senadores Jaime Bagattoli e Tereza Cristina, acatado pelo relator da matéria, Styvenson Valentim. Como houve mudanças no texto, a MP foi transformada em projeto de lei de conversão, o PLV 6/2026.
🔍 Medida Provisória é um instrumento com força de lei editado pelo presidente da República em casos de urgência. Ela vale imediatamente, mas perde a validade se não for aprovada pelo Congresso dentro de um prazo determinado.
A votação ocorreu dois dias antes do prazo final para análise da matéria pelo Congresso, marcado para quinta-feira (16). Caso não fosse votada até essa data, a MP perderia a validade, e as regras em vigor desde março deixariam de valer.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reuniu governo, parlamentares e representantes do setor de transporte para negociar um acordo antes da votação em plenário. Segundo ele, o texto aprovado pela Câmara gerava divergências que precisavam ser discutidas.
O texto aprovado mantém a anistia de multas aplicadas a caminhoneiros, transportadores de carga e pessoas físicas e jurídicas por bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. O perdão não constava na proposta original enviada pelo governo federal e foi incluído durante a tramitação na Câmara.
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Siga o Times | CNBCO líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, afirmou que o presidente Lula deve vetar esse trecho da proposta antes da sanção final.
Além da anistia relacionada aos protestos, o texto também prevê perdão a quem descumpriu as normas do frete até a publicação da futura lei, como o pagamento abaixo do piso estipulado pela legislação de 2018. Nesses casos, as multas administrativas serão convertidas em advertência, exceto em situações de fraude ou uso de documentos falsos.
A MP torna obrigatório o registro prévio das operações de transporte no Código Identificador da Operação de Transporte, com dados como origem, destino, carga, valor e prazo de pagamento.
🔍 CIOT: Código Identificador da Operação de Transporte é um registro que vincula a contratação do frete rodoviário a informações como valor pago, piso mínimo aplicável e forma de pagamento, usado para fiscalizar o cumprimento das regras do setor.
Empresas que pagarem frete abaixo do mínimo legal, incluindo intermediadores e plataformas digitais, ficam sujeitas a um escalonamento de sanções. As multas podem variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão, com suspensão do registro do transportador e cancelamento em casos de reincidência.
A tabela de frete deverá ser atualizada semestralmente e também sempre que houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, com prazo de até três dias úteis para a Agência Nacional de Transportes Terrestres publicar os novos valores.
A proposta agora segue para sanção presidencial. Lula pode vetar trechos específicos, como o da anistia relacionada aos protestos de 2022, antes de transformar o texto em lei definitiva.
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