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IA pode tornar viagens aéreas mais eficientes e reduzir impacto de interrupções, diz executivo da TCS
Publicado 08/06/2026 • 23:45 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 08/06/2026 • 23:45 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A inteligência artificial pode tornar as viagens aéreas mais fluidas, reduzir impactos de interrupções operacionais e ajudar companhias a entregar o produto certo ao cliente no momento adequado, afirmou o head de viagens, transporte e hospitalidade da TCS, multinacional indiana de tecnologia.
A avaliação foi feita durante o encontro anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), no Rio de Janeiro. O evento reúne os principais CEOs de companhias aéreas do mundo e discute os desafios da aviação civil, incluindo o potencial da malha aérea na América Latina.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo disse que a IA representa uma mudança mais ampla do que uma nova etapa tecnológica.
“A inteligência artificial não é apenas outra evolução tecnológica. Nós acreditamos que é uma mudança civilizatória”, afirmou.
Segundo ele, a aviação já tem casos de uso em áreas como atendimento, automação e manutenção preditiva. O desafio agora é sair da experimentação e levar essas soluções para escala.
“Hoje, há muitos experimentos e casos de uso que foram entregues. Agora o foco é: como você escala isso?”, disse.
O executivo afirmou que a IA pode ajudar empresas aéreas a entender melhor os clientes, identificar preferências e oferecer produtos mais adequados, no momento certo e pelo preço certo.
Além da frente comercial, ele destacou o potencial da tecnologia para melhorar a operação. Uma das aplicações envolve a resposta a eventos climáticos ou outras interrupções, que frequentemente exigem mudanças rápidas em portões, equipes de solo, tripulações e aeronaves.
Segundo o executivo, essas decisões antes eram tratadas de forma compartimentada, com pouca integração entre áreas. Com agentes de IA, diferentes sistemas podem compreender o contexto, trocar informações e planejar respostas de forma coordenada.
“Os agentes podem realmente entender o contexto da empresa. Eles podem conversar, planejar melhor e trazer operações inteligentes e conectadas”, afirmou.
Na avaliação dele, a tecnologia não substitui o conhecimento humano, mas amplia a capacidade de decisão das equipes. A IA pode reunir históricos, padrões operacionais e dados de diferentes áreas para apoiar ações mais rápidas e integradas.
“Ela não está substituindo o humano. Ela está realmente indo para ajudar o humano de forma geral”, disse.
O executivo também afirmou que a TCS tem a ambição de se tornar a maior empresa de serviços de inteligência artificial do mundo. Segundo ele, a companhia quer ser “cliente zero” da própria IA, usando a tecnologia para reimaginar desenvolvimento de software, operação de aplicações, dados e programas de transformação.
“A nossa ambição é ser a maior empresa de serviços de inteligência artificial do mundo”, afirmou.
Para clientes, a TCS trabalha em frentes como contact centers, processamento de back office, cronogramas de manutenção para companhias aéreas e operações inteligentes e conectadas.
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Seguir no GoogleO executivo disse que os investimentos em IA ainda devem crescer, mas afirmou que empresas precisam primeiro revisar onde já estão gastando recursos. Para ele, a adoção da tecnologia deve estar ligada a indicadores de desempenho e a metas claras de valor para o negócio.
Segundo ele, muitas companhias fizeram experimentos, mas poucas conseguiram escalar as soluções. A orientação da TCS é começar pela definição dos KPIs, analisar cada função do negócio e reimaginar tarefas com IA de forma estruturada.
“Precisamos recuar um pouco, analisar os KPIs e qual é o valor que a IA precisa entregar ao negócio”, afirmou.
O executivo disse que a implementação não deve ser conduzida apenas pela área de tecnologia. A estratégia, segundo ele, passa por criar plataformas, entregar ferramentas às áreas de negócio e democratizar o acesso para que as próprias equipes desenvolvam novas soluções.
“Não se trata de uma empresa de tecnologia fazendo isso isoladamente”, afirmou. “É tornar a IA real e impulsionar resultados de negócio verdadeiros.”
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