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Irã apresentará reclamação à FIFA por restrições de viagem na Copa do Mundo
Publicado 20/06/2026 • 16:17 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 20/06/2026 • 16:17 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Roberto Schmidt / AFP
A bandeira do Irã é exibida em um telão durante o sorteio da Copa do Mundo FIFA de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, no Kennedy Center, em Washington, D.C., em 5 de dezembro de 2025
O Irã pretende apresentar uma reclamação à FIFA, entidade máxima do futebol mundial, devido às restrições de viagem que sua seleção enfrenta nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo.
Diante da incerteza sobre os vistos e do conflito com os EUA, a seleção iraniana está se deslocando a partir de sua base no México, um dos países-sede do torneio, para disputar suas três partidas da fase de grupos em território norte-americano.
As autoridades dos EUA exigem que a equipe entre no país dentro de 24 horas antes de cada partida e deixe o território no mesmo dia do jogo. A medida levou o técnico Amir Ghalenoei a afirmar que o Irã é a seleção “mais oprimida” do torneio.
“A Federação Iraniana de Futebol acredita que essas restrições são incompatíveis com os princípios de oferecer condições iguais às equipes participantes e podem afetar sua preparação técnica”, afirmou a entidade em comunicado divulgado nesta sexta-feira (19), ao anunciar o protesto à FIFA.
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Irã vai disputar Copa do Mundo nos EUA apesar de tensão militar, diz Gianni Infantino
A FIFA não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.
Andrew Giuliani, diretor da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, disse ao jornal britânico The Telegraph que estaria aberto a renegociar os termos de entrada do Irã nos Estados Unidos.
Ele acrescentou que Washington poderia considerar permitir que a seleção iraniana permanecesse por mais tempo no país durante os jogos.
“Veja, tudo é dinâmico. As coisas podem ser discutidas, e certamente queremos criar um ambiente de jogo justo e competitivo em campo. É por isso que todos os treinadores das equipes têm visto e têm a oportunidade de entrar”, afirmou ele em Seattle, antes da partida dos Estados Unidos contra a Austrália.
“O presidente quer garantir que este torneio mantenha um equilíbrio competitivo, ao mesmo tempo em que assegura que agentes mal-intencionados não entrem no país. Fizemos isso com um mês de antecedência”, acrescentou.
Leia também: Em meio a acordo de paz, seleção do Irã chega aos EUA para estreia na Copa do Mundo
O técnico Ghalenoei afirmou que a situação afetou sua equipe no empate por 2 a 2 contra a Nova Zelândia.
“De acordo com o planejamento da comissão técnica, a seleção nacional precisava viajar para a cidade-sede dois dias antes de cada partida para alcançar a melhor condição técnica e física possível, e depois retornar à base no dia seguinte ao jogo”, disse a federação.
“No entanto, para a partida de abertura contra a Nova Zelândia, esse pedido não foi aprovado.”
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Seguir no GoogleO Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou que as medidas são precauções de segurança acordadas com o Irã. A seleção enfrenta a Bélgica em 21 de junho, em Los Angeles, e encerra sua participação na fase de grupos contra o Egito, em 27 de junho, em Seattle.
“A equipe terá permissão para entrar no dia anterior à partida. Eles deverão deixar o país no dia em que o jogo terminar, ou seja, na noite da partida”, afirmou um porta-voz do departamento em resposta a um questionamento enviado por e-mail pela Reuters.
“Mais uma vez, o presidente quer garantir que estamos falando sobre o que realmente acontece dentro de campo. Grande parte disso envolve garantir que tudo seja seguro e protegido, não apenas ao redor dos estádios, mas também nos centros de treinamento e locais de concentração”, completou.
Leia mais: Protestos e questões diplomáticas marcam participação do Irã na Copa do Mundo
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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