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Queda no preço do petróleo não garante passagens aéreas mais baratas
Publicado 22/06/2026 • 16:40 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/06/2026 • 16:40 | Atualizado há 1 hora
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A queda do petróleo após o acordo entre Estados Unidos e Irã não deve se traduzir automaticamente em passagens aéreas mais baratas, afirmou o cofundador e diretor de negócios da Voll, Luiz Moura. Segundo ele, apesar de o combustível ser um dos principais componentes dos custos das companhias aéreas, fatores como câmbio, oferta de voos e demanda continuam influenciando os preços cobrados dos consumidores.
Em entrevista nesta segunda-feira (22) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Moura explicou que o setor vem convivendo com forte volatilidade nos custos desde o início do ano e destacou o peso do combustível na composição das tarifas.
“A Associação Internacional de Transporte Aéreo compartilhou um indicador mostrando que o custo do petróleo convertido em querosene de aviação aumentou 54% neste ano em relação a 2025. Hoje, esse componente representa entre 30% e 40% do preço final de uma passagem aérea, então naturalmente quem paga essa conta é o cliente”, afirmou.
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Embora a recente acomodação dos preços do petróleo seja vista como positiva para o setor, Moura ressaltou que ainda não há garantias de que o movimento será duradouro.
“Estamos falando de uma estabilização momentânea do petróleo, sobre a qual ainda não existe convicção de que será mantida no futuro. Tudo depende não apenas das questões geopolíticas no Oriente Médio, mas também da variação do dólar”, explicou.
Segundo o executivo, grande parte das despesas das companhias aéreas é precificada em moeda norte-americana, o que mantém a pressão sobre os custos operacionais.
“Hoje quase todas as despesas de uma companhia aérea são comercializadas em dólar. Qualquer variação para cima impacta diretamente o bolso do consumidor”, observou.
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Ao comentar as estratégias adotadas pelas empresas para reduzir gastos com viagens corporativas, Moura afirmou que planejamento continua sendo o principal fator para encontrar tarifas mais competitivas. “Quanto maior a antecedência na compra de uma passagem, menor tende a ser o preço pago pela viagem”, disse.
Ele destacou ainda o uso crescente de inteligência artificial na gestão de viagens corporativas. Segundo o executivo, a tecnologia vem sendo utilizada tanto para prever tendências de preços quanto para monitorar oportunidades de economia.
“Hoje já temos agentes de inteligência artificial que trabalham em consultas constantes por melhores tarifas e ajudaram grandes empresas a economizar mais de R$ 30 milhões apenas nos primeiros cinco meses deste ano”, afirmou.
De acordo com Moura, as ferramentas analisam históricos de compra, comportamento dos viajantes e padrões observados em centenas de empresas para antecipar movimentos de mercado.
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“A inteligência artificial aprende com o histórico da empresa, do viajante e de todas as organizações que utilizam nossa plataforma para fazer análises preditivas e identificar preços que provavelmente vão subir”, explicou.
Apesar do avanço das ferramentas digitais e da consolidação do trabalho remoto em muitas atividades, Moura avalia que as viagens corporativas continuam desempenhando papel importante para os negócios.
Segundo ele, reuniões presenciais, eventos e encontros com clientes seguem sendo considerados estratégicos pelas empresas.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“O digital trouxe eficiência, mas os grandes negócios continuam sendo fechados no olho no olho. Eventos corporativos, treinamentos e reuniões com clientes seguem recebendo investimentos importantes das empresas”, afirmou.
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A expectativa para os próximos meses, segundo o executivo, permanece positiva. Ele destacou que o mercado brasileiro de viagens corporativas movimenta cerca de US$ 30 bilhões (R$ 154,8 bilhões) por ano e ainda apresenta espaço relevante para ganhos de eficiência.
Moura avalia que o segundo semestre deve manter o ritmo de crescimento da demanda corporativa, impulsionado por agendas comerciais e estratégicas das empresas.
Ao mesmo tempo, alertou que a concentração de viagens em períodos com menos dias úteis pode pressionar preços de passagens e hospedagens.
“Quanto menos dias úteis temos no calendário, maior tende a ser a concentração de viagens corporativas por dia, o que acaba elevando naturalmente os preços dos serviços”, explicou.
Para empresas e viajantes, a recomendação continua sendo investir em planejamento, tecnologia e análise de dados. “Ter acesso ao histórico de gastos, entender os padrões de consumo e tomar decisões baseadas em estatísticas é fundamental para controlar custos e aumentar a eficiência das viagens corporativas”, concluiu.
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