Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Uber é investigada pelo CADE após denúncia de startup que calcula ganhos reais de motoristas por corrida
Publicado 07/08/2026 • 10:45 | Atualizado há 1 hora
Investidores da Volkswagen cobram mudanças imediatas para enfrentar concorrência chinesa
SK Hynix investirá US$ 38 bilhões na construção de novas fábricas de chips de memória
Com receita de receita de US$ 138 milhões, Grindr aposta na IA para impulsionar assinaturas premium e aumentar produtividade
Meta é condenada a pagar US$ 567 milhões por danos a jovens no Novo México
Apollo compra a companhia aérea britânica EasyJet por US$ 7,7 bilhões
Publicado 07/08/2026 • 10:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Depositphotos
O aplicativo GigU e a Uber tiveram uma evolução na disputa após a aprovação unânime, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), de um despacho no processo que envolve os aplicativos. A empresa denunciou a plataforma por suposta conduta anticoncorrencial. A Superintendência-Geral do Cade encerrou a investigação no ano passado e alegou falta de elementos para caracterizar conduta anticoncorrencial. A GigU, porém, apresentou recurso sob o argumento de que a análise técnica não considerou adequadamente os efeitos concorrenciais das restrições impostas pela Uber.
Ao validar o despacho, o plenário do CADE dá continuidade à apuração e sinaliza, ainda que de forma indireta, respaldo ao enquadramento adotado até aqui no caso. Segundo a empresa, a decisão mantém de pé a linha de análise que considera legítima a investigação sobre eventuais efeitos concorrenciais das condutas atribuídas à Uber, ponto central para a estratégia do GigU.
Leia também: Parceria Uber e NVIDIA vai levar robotáxis a 28 cidades pelo mundo a partir do ano que vem
O julgamento, realizado em circuito deliberativo virtual e concluído em 20 de julho, acompanhou o voto do relator, conselheiro Carlos Jacques Vieira Gomes, e foi seguido pelo presidente interino do CADE, Diogo Thomson de Andrade, e pelo conselheiro José Levi Mello do Amaral Júnior, além de adesão tácita da conselheira Camila Cabral Pires Alves. A unanimidade, nesse contexto, reforça o peso institucional da decisão.
Em 2025, a Superintendência-Geral do órgão havia encerrado a investigação, concluindo não haver elementos suficientes para caracterizar conduta anticoncorrencial por parte da Uber,mas o GigU recorreu, argumentando que a análise técnica original havia subestimado os efeitos concorrenciais das restrições impostas pela Uber e o plenário do CADE reabiru a disputa.
OGigU comemorou a decisão e afirmou que ela consolida espaço para que suas alegações sejam examinadas sob a ótica concorrencial, em um ambiente regulatório que historicamente tem sido cauteloso ao intervir em modelos de plataformas digitais.
O caso se insere em uma discussão crescente sobre os limites do poder de plataformas que operam como infraestrutura de mercado. À medida que concentram a relação com usuários e prestadores de serviço, essas empresas passam também a definir, na prática, quais soluções podem ou não coexistir em seus ecossistemas, fronteira ainda em construção no direito concorrencial.
Leia também: Deputado é retirado à força de cadeira da Presidência da Câmara; entenda
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA controvérsia teve origem em uma denúncia apresentada pelo GigU, startup que desenvolve ferramentas para trabalhadores de aplicativos, como cálculo de ganhos e histórico de corridas. Segundo a empresa, essas soluções permitem que motoristas tomem decisões mais informadas sobre a aceitação de viagens, ampliando sua autonomia dentro das plataformas.
No CADE, o GigU sustenta que a Uber teria adotado medidas para restringir esse tipo de ferramenta, valendo-se de sua posição dominante para limitar o acesso dos motoristas a soluções externas. Segundo a empresa, a Uber teria enviado comunicados a motoristas ameaçando desativar contas por “atividade potencialmente fraudulenta” e movido ações judiciais para impedir o funcionamento de duas funcionalidades específicas do aplicativo: o Cálculo de Ganhos, que mostra o retorno financeiro estimado de cada corrida antes da aceitação, e a Recusa Automática, que descarta corridas conforme critérios definidos pelo próprio motorista.
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Uber vê consumidor resiliente e acelera aposta em veículos autônomos, diz CEO da empresa
A dimensão do mercado em disputa ajuda a explicar o peso do caso. Segundo dados do próprio CADE, a participação da Uber no segmento de intermediação de corridas por aplicativo fica entre 60% e 70%, considerando tanto o faturamento bruto quanto a quantidade de corridas realizadas. Outros aplicativos consultados durante a instrução do caso foram 99, InDriver, Garupa, Lady Driver, Wappa, Maxim e TeLevo, o que reforça a posição de destaque da Uber diante dos demais concorrentes do setor.
“A decisão do CADE abre espaço para uma discussão fundamental sobre concorrência, inovação e transparência nos mercados digitais. O objetivo sempre foi contribuir para um ecossistema em que motoristas tenham mais informação e autonomia para tomar decisões. É fundamental equilibrar essa balança de poder entre plataformas e trabalhadores”, afirma Luiz Gustavo Neves, CEO e co-fundador da plataforma.
Leia mais: Ações da Uber sobem mais de 7% com consumo resiliente nos EUA
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 165 milhões; veja a data do próximo sorteio
2
Totvs lança conceito de ‘Marketing Contínuo’, unindo departamentos de marketing, vendas, atendimento e I.A.
3
Vazamento do iPhone 18 revela bastidores da estratégia global da Apple
4
Dell lança 4 novos notebooks premium; confira preços e especificações
5
Forças ucranianas atingem uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia com drones de longo alcance